Chapas e Perfis

Roscas – Tipo universal tende a perder mercado para os perfis dedicados

Simone Ferro
27 de outubro de 2007
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    Da totalidade das vendas da Miotto, 50% segue para o mercado de extrusão, 40% para a injeção e 10% para o sopro. A mesma proporção ocorre no faturamento da By Engenharia, representante da Xaloy Inc., empresa americana que desenvolveu o processo de bimetálicos em 1931, e há algumas décadas está presente no mercado brasileiro.
    Por causa do histórico de aquisições de outras companhias, a Xaloy Inc. fabrica variada gama de acessórios como camisas e roscas bimetálicas, ponteiras, bicos valvulados e filtrantes para injeção, troca-telas, bombas de engrenagens, cilindros para calandras, entre outros.

    A linha de roscas atende o segmento de extrusão mono e dupla-rosca contra-rotante, além da injeção e sopro de diversas configurações e modelos, incluindo os de alto desempenho patenteados como: Fusion Screw, Multi Melt e Efficient Screw, lançados recentemente. A linha emprega diversos tipos de misturadores disponíveis no mercado, além dos patenteados pela Xaloy Inc.

    Os mais novos lançamentos incluem materiais especiais para roscas e ponteiras, não-bimetálicos para o processamento de PA com fibra e baquelite, especialmente para roscas com diâmetros de até 50 mm. “Conseguimos resultados espetaculares em termos de durabilidade nas roscas e ponteiras. Outro destaque são as ponteiras com desenhos especiais que facilitam o fluxo e auxiliam na redução do desgaste”, afirma Alves.
    De acordo com ele, o mercado está mais aquecido em 2007, com crescimento da ordem de 27%. “Como trabalhamos com peças importadas, a desvalorização cambial do dólar facilita as vendas. Conquistamos vários clientes novos, principalmente empresas multinacionais.”

    Da produção da Multi-União, 50% atende o segmento de extrusão e os 50% restantes se dividem igualmente entre injeção e sopro. Fazem parte da linha, as roscas com perfis especiais. “Otimizam a produção, pois melhoram a plastificação e homogeneização, além de reduzir o consumo de energia elétrica ao conciliar o perfil da rosca com a menor potência do motor de acionamento”, garante Vieira.

    Plástico Moderno, Antonio Azevedo Alves, diretor da By Engenharia, de São Paulo, Roscas - Tipo universal tende a perder mercado para os perfis dedicados

    Alves: ponteira com desenho especial ajuda a reduzir desgaste

    Manutenção – Os fabricantes do setor também apontam falhas nas manutenções periódicas ou na recuperação ou substituição das roscas desgastadas. “A grande maioria dos processadores, principalmente os menores, trabalham com o conjunto canhão e rosca muito desgastado ou com desenhos defasados ou não apropriados. Procuram a solução mais barata e não a mais viável tecnicamente”, lamenta Alves.

    A By não atua no segmento de recuperação. “Fornecemos conjuntos confeccionados com materiais especiais de grande durabilidade. Como a vida útil é elevada, nesse meio tempo, existe sempre o desenvolvimento de novos desenhos e materiais. Assim o cliente se mantém atualizado”, diz.

    Porém o mercado de recuperação é muito importante e necessário. “Deve-se avaliar tecnicamente muito bem cada caso a fim de se atingir o objetivo e assegurar a qualidade do produto.

    A recuperação altera a geometria da rosca e, eventualmente, não irá ocorrer a plastificação desejada”, explica Miotto.A liga bimetálica empregada na recuperação é outra questão relevante, na avaliação de Vieira, da Multi-União. “Em virtude do material empregado, a durabilidade da rosca recuperada pode ser superior em relação ao projeto original.”Na avaliação dos especialistas, qualquer que seja a aplicação, alguns sinais revelam ser inevitável fazer a recuperação ou troca do acessório. O primeiro é a queda na produtividade, com a redução da produção avaliada por kg/hora ou metros/minuto. Outro indício é a necessidade de elevar a temperatura do canhão que envolve a rosca com auxílio de resistências elétricas para melhorar a plastificação do material, ou de aumentar a rotação da rosca.

    Plástico Moderno, Silvio Vieira, gerente-comercial da Multi-União, de Nova Odessa-SP, Roscas - Tipo universal tende a perder mercado para os perfis dedicados

    Vieira prevê aumento do faturamento neste ano

    “Normalmente o transformador produz mensalmente os mesmos itens, e deve ter um controle de parâmetros de desempenho, tais como rotação da rosca, velocidade da linha, vazão, e outros”, explica Miotto. Tais parâmetros devem ser comparados no mínimo a cada trimestre. Com isso, registra-se qualquer alteração.

    De acordo com Miotto, as roscas podem apresentar corrosão por ataque químico; desgastes prematuros por materiais altamente abrasivos, como a fibra de vidro; desplacamento de alguma aplicação superficial; e engripamento que pode ser provocado por empenamento, por tolerâncias dimensionais não adequadas ou pela presença de objetos metálicos junto à matéria-prima.

    Na avaliação de Vieira, o alto grau de cargas empregadas nas resinas, muitas vezes com o objetivo de reduzir o custo final, aumenta a abrasão. “Hoje em dia, os termoplásticos estão mais abrasivos, o que exige maior atenção na especificação dos materiais e projeto das roscas”, diz. Essa característica determinou ainda a substituição do processo de nitretação no acabamento da superfície da rosca pela aplicação de ligas bimetálicas, que tornam o componente mais resistente.

    Reciclagem – Além do aquecimento do mercado nacional, os fabricantes do setor ressaltam a expansão das vendas para o segmento de reciclagem. A By fornece roscas especiais com degasagem múltipla para reciclados de alta produção, roscas de alto desempenho para extrusão de PEAD e para injeção de PET a partir de flake.

    A Multi-União lançou recentemente extrusora monorrosca com corte a seco na cabeça com capacidade desde 300 kg/hora a 1.500 kg/hora.



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