Robótica – Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores

Plástico, Robótica - Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores

A chegada ao Brasil de novos fabricantes asiáticos do setor automotivo projeta às alturas as expectativas de crescimento da demanda por automação dedicada a injetoras e a outros sistemas voltados a moldar autopeças plásticas. A expansão no número de montadoras vindas da Ásia, prevista a partir de 2012, leva em conta as últimas confirmações sobre a instalação de novas unidades fabris nos estados de São Paulo e da Bahia, revelando dados já muito expressivos, mas existem outras intenções anunciadas, aguardando a liberação dos projetos ou em fase de escolha do rumo a seguir. Entre os empreendimentos já definidos estão os da japonesa Toyota, que escolheu Sorocaba, no interior paulista, para instalar fábrica, com inauguração prevista para o próximo ano. Outra montadora que está correndo contra o tempo para instalar, em 2012, seu empreendimento fabril em Piracicaba-SP é a sul-coreana Hyundai, cuja vinda tem causado um certo furor entre as montadoras aqui instaladas há muitos anos. Além das duas, a chinesa Chery também acenou para a possibilidade de instalar unidade em Jacareí-SP, em 2013, e a gigante chinesa Jac Motors confirmou, em novembro, a instalação de fábrica para produzir automóveis e caminhões no polo de Camaçari, na Bahia, prevendo o término das obras para 2014.

Fornecedores vêm junto– A vinda de novas montadoras asiáticas ao Brasil está produzindo o que se poderia chamar de efeito ímã sobre toda a cadeia de fornecedores da indústria automotiva, atraindo fabricantes de autopeças que, por sua vez, trazem consigo injetoras, entre outros bens de capital, além das mais recentes tecnologias em robótica.

Plástico, Roberto Eiji Kimura, Gerente geral da Star Seiki Brasil, Robótica - Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores
Kimura comemora a expansão das suas vendas

“Vários fornecedores de autopeças, como para-choques, painéis de porta, componentes para ar-condicionado, ventoinhas etc., que atendem a Toyota e a Hyundai também estão trazendo para a nossa satisfação e orgulho as tecnologias em robótica da Star Seiki, diretamente adquiridas de nossas unidades produtivas instaladas na Ásia – Japão (matriz), Coreia e China –, comentou Roberto Eiji Kimura, gerente geral da Star Seiki Brasil, caracterizando o que se considera como o maior ciclo de expansão do momento da indústria automotiva asiática em direção a mercados emergentes, como o Brasil.

Em novembro, o primeiro lote de robôs com tecnologia Star Seiki, concebido para trabalhar com injetoras com forças de fechamento desde 100 toneladas até 3 mil toneladas, já havia desembarcado no porto de Santos-SP, encontrando-se em fase de montagem nas unidades de produção dos fornecedores de autopeças. O segundo lote deverá aportar no país em janeiro de 2012. Até novembro, de acordo com Kimura, 20 unidades robóticas tinham sido entregues, mas a previsão é dobrar esse número para pelo menos 40 sistemas robotizados no decorrer do início do próximo ano.

A continuar nesse ritmo, Kimura até cogita uma possibilidade de a Star Seiki Brasil começar a produzir no Brasil. A empresa possui unidadesem São Paulo, onde conta com área disponível de 2 mil m2, e em Joinville-SC, onde dispõe de 5 mil m2. Caso não venha a ocorrer a nacionalização, ao menos o pós-venda da subsidiária ficará mais fortalecido. Integrado por serviços de assistência técnica, estoques para reposição imediata e melhorias que estão sendo implementadas no atendimento 24 horas aos clientes, o pós-venda da Star Seiki Brasil também se ocupa, no momento, da organização de treinamentos para os profissionais que irão operar com os robôs e as injetoras, o que inclui apostilas com conteúdos escritos em português.

Pioneira na fabricação de robôs para injetoras, a Star Seiki, com 47 anos na atividade, começou a atuar com subsidiária no Brasil em 1997. Antes desse período, atuou via representante (Romi) oferecendo suporte de atendimento às demandas não só de seus patrícios, os fornecedores de autopeças asiáticos, mas também de empresas globais, subsidiárias de empresas norte-americanas, como Delphi Automotive Systems do Brasil, e italianas, como Magneti Marelli, que também utilizam em seus parques industriais robôs fabricados pela Star Seiki.

“O momento está muito favorável para a automação. Muitas empresas estão com sua capacidade produtiva praticamente tomada e, em vez de investir na compra de novas injetoras, percebem que vale a pena otimizar a produção das máquinas já existentes, adquirindo sistemas de automação para alcançar maior eficiência nas operações, com base nos recursos já disponíveis nas áreas de injeção e de moldes, a fim de elevar os resultados, sem promover outro tipo de investimento”, considerou Kimura.

“A automação é um caminho sem volta para a evolução e, nos processos de injeção, pode-se perceber o quanto é importante para auxiliar e otimizar as operações, representando um dos investimentos mais baixos em comparação com os gastos que seriam feitos na compra de novas injetoras e/ou de moldes”, completou.

Até os empresários de pequeno e médio porte já descobriram que a automação é a grande alternativa para que as empresas continuem atuando no mercado de maneira mais econômica, eficiente e competitiva, sem que seja preciso fazer investimentos mais vultosos, podendo-se contar, segundo destacou o fabricante, com o retorno do capital investido a curto ou médio prazo.

“Atendemos clientes de todos os setores – autopeças, utilidades domésticas, linha branca, embalagens, eletroeletrônicos etc. – e de todos os portes, desde pequenos e médios, que trabalham com cinco injetoras, até grandes, que possuem parque industrial formado por cerca de 160 injetoras. Mas as que nos solicitam em maior número são as empresas que operam com entre 15 e 30 injetoras, bem como as injetoras com forças de fechamento entre 100 toneladas e 450 toneladas, que costumam alcançar os ganhos mais significativos em decorrência da robotização”, avaliou o gerente geral da Star Seiki Brasil.

Além de oferecer estabilidade nas operações, melhorar a qualidade dos injetados, contribuir para melhores condições de trabalho e reduzir perdas ocasionadas por peças defeituosas, a robotização, segundo assinalou Kimura, costuma promover aumentos de produtividade de, no mínimo, 20%, podendo resultar em 100% de aumento na produção, a depender de alguns fatores, como número de cavidades dos moldes, tempo de ciclo das injetoras e dos materiais que estão sendo utilizados nas moldagens.

A Star Seiki Brasil possui vários modelos de robôs em exposição na área industrial da empresa,em São Paulo, para pronta-entrega. Um deles é o GX-700. Fabricado no Japão, trata-se de robô com três eixos servomotorizados e com programação livre. Idealizado para atividades mais complexas, como colocação de insertos e in-mould-labelling, esse modelo opera com injetoras com forças de fechamento variáveis desde 100 toneladas até 300 toneladas. Um segundo tipo é o CZ-700. Fabricado na China, esse robô conta com programação fixa e foi concebido para realizar as tarefas mais simples, como extração de peças dos moldes ou dos canais de injeção, podendo operar com injetoras desde 100 toneladas até 350 toneladas.

Com maior capacidade, a empresa também traz ao Brasil os robôs da linha CZ-1.100. Produzidos na China, para injetoras com forças de fechamento desde 350 toneladas até 800 toneladas, possuem eixos nas dimensões de2.200 mm(transversal),1.300 mm(longitudinal) e1.700 mm(vertical). Especialmente da unidade da Coreia, onde são fabricados, também estão disponíveis para o mercado brasileiro os pegadores de canais (sprue pickers) e de peças, denominados SP-600 FIVP e SP-800 FIVP, para injetoras com forças de fechamento desde 30 toneladas até 250 toneladas.

Com vendas iniciadas na 13ª Brasilplast, realizada em maio deste ano,em São Paulo, os últimos lançamentos da Star Seiki continuam no alvo das encomendas de vários setores da transformação. Fabricados na China, os robôs da linha ESW-800 e ESW-1200 oferecem as maiores novidades, contando com três eixos servomotorizados e com programação livre. O primeiro modelo é destinado às injetoras com forças de fechamento entre 75 toneladas e 350 toneladas, e o segundo opera com injetoras entre 650 toneladas e 850 toneladas.

Novos emergentes – Além de estar em posição de vanguarda no uso de tecnologias e de inovações, o setor automotivo continua a liderar a demanda por robótica em várias partes do mundo, aproveitando ao máximo os recursos disponíveis para otimizar processos, como de injeção termoplástica. Porém, a difusão da automação em outros setores industriais é crescente, podendo-se tomar como exemplo um movimento mais intenso nos últimos anos voltado à introdução da robótica em diferentes campos industriais, até mesmo entre os fornecedores de peças e componentes plásticos que atendem os setores de eletrodomésticos, materiais elétricos, eletroeletrônicos, embalagens, utilidades domésticas, entre outros.

“Dez anos atrás, 95% das nossas vendas se voltavam para a indústria automobilística, mas, hoje, o percentual de nossas vendas destinado a esse setor corresponde a 80%. Isso ocorre porque outros setores passaram a se interessar mais, inicialmente introduzindo robôs para captura e depósito de peças, conhecidos como robôs do tipo pick and place, que costumam ser os mais adquiridos e representam os primeiros passos em automação”, afirmou Oscar da Silva, diretor da Sepro do Brasil.

Plástico, Oscar da Silva, Diretor da Sepro do Brasil, Robótica - Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores
Silva no aspecto segurança para aumentar a demanda de robôs

Além do interesse empresarial em busca de maior produtividade que é, de fato, o que mobiliza a maior parte das aquisições em robótica, Silva também observou que, por força de norma de segurança (NR-12, do Ministério do Trabalho), direcionada ao trabalho com máquinas operatrizes e injetoras, as intervenções manuais dos operadores nas máquinas deverão ficar mais restritas e, com isso, o setor de automação também poderá contar com uma nova fase de crescimento da demanda.

A tendência de crescimento da automação em vários setores industriais é confirmada pelos registros da própria Sepro do Brasil, que, até outubro de 2011, já havia superado em 60% as vendas de recursos para automação de processos, em comparação com as vendas efetivadas em todo o período de 2010 (janeiro a dezembro), superando também em 40% as vendas de robôs nos mesmos períodos de comparação.

Inaugurada em 2001, inicialmente apenas como estrutura de prestação de serviços de assistência técnica e de oferta de peças de reposição, a Sepro do Brasil conquistou nos últimos três anos a terceira maior posição em vendas entre as filiais do grupo francês, sediadoem La Roche-sur-Yon, considerando o desempenho das demais, instaladas na Alemanha, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.

“Até 2007, as vendas para o mercado brasileiro eram feitas a partir da Europa, mas, desde então, passamos a assumir a parte comercial dos negócios, atendendo o Brasil, que representa 85% das nossas vendas, e também os demais mercados sul-americanos, como Argentina, Chile e Colômbia”, informou Silva.

Entre os principais avanços tecnológicos introduzidos nos novos robôs, Silva destaca o software de comando visual SeproVisual 2, uma exclusividade da Sepro, que permite a todo operador, mesmo sem conhecimento das linguagens de computação e de programação, controlar as operações em vídeo 3D, fazendo uso apenas de um joystick que permite programar as tarefas que o robô irá executar e como deverá executá-las, bem como recuperar e transmitir informações via internet, para obter assistência graças a um pen-drive USB que permite solucionar problemas a distância por intermédio de hotline da Sepro.

A Sepro oferece três famílias de robôs: Axess, formada por robôs para injetoras com forças de fechamento desde 20 toneladas até 1.000 toneladas; G4, robôs para injetoras de 800 toneladas até 5.000 toneladas; e S5, robôs para injetoras desde 20 toneladas até 800 toneladas.

Todos os robôs das famílias G4 e S5 contam com programação visual em tela touch-screen de10 polegadase com vídeo em 3D patenteado (SeproVisual 2). Os robôs da família S5 representam a gama mais potente e capaz de gerenciar tarefas mais complexas, como controlar eletronicamente até 1.000 diferentes aplicações com até 16 eixos numéricos – um robô standard cartesiano é capaz de controlar apenas três eixos (vertical, transversal e longitudinal), e também demais periféricos voltados à distribuição de insertos e às paletizações, bastando que apresentem eixos numéricos. Graças ao módulo Pick & Place, segundo Silva, é possível a criação de programas para no máximo cinco eixos CNC, interagindo com o comando SeproVisual 2.

Em quinta geração, a família de robôs cartesianos S5 conta com dispositivo que garante lubrificação permanente e grandes períodos de funcionamento, recomendando-se manutenção uma vez ao ano. Os modelos S5-25 e S5-35, concebidos para máquinas de médio porte, alcançam altas velocidades e suportam cargas até 20 quilos.

“Os robôs S5-35 foram concebidos para injetoras com forças de fechamento entre 3.500 toneladas e 8.000 toneladas e para promover o descarregamento de peças com peso máximo de 15 quilos, mas oferecemos como opção a versão HL (heavy load), que suporta cargas até 20 quilos. Com servomotores potentes, essa linha de robôs apresenta alta aceleração e tempo mínimo de intervenção dentro dos moldes, sendo previstos também para aplicações de colocação de insertos e paletizações.

“Com as nossas tecnologias em robótica é possível programar o robô para atuar dentro do molde e na pós-extração, em sintonia com o ciclo da injetora”, afirmou Silva.

Para realizar as operações de forma precisa e eficiente, os robôs da Sepro também contam com garras com designs mais complexos, que propiciam alcançar níveis mais elevados de automação, como colocação de insertos, captura de peças, mesmo as usinadas com cilindro e com sistema de vácuo, segundo acrescentou Silva.

“Além de fornecermos uma gama completa de robôs cartesianos para injetoras, também disponibilizamos todos os periféricos para automação do processo de extração das peças injetadas, como componentes moduláveis para montagem rápida de garras, garras mais complexas para processos de sobreinjeção, sistemas de distribuição de insertos, esteiras e grades de proteção, ou seja, entregamos a célula automatizada de forma completa”, afirmou o diretor.

Em processos de sobreinjeção, os robôs são utilizados para a colocação de insertos metálicos de vários tamanhos e em várias quantidades em componentes automotivos e elétricos e também para a colocação de tecidos em várias aplicações automotivas e de peças plásticas, podendo-se fazer uso dos robôs também em processos de controle de qualidade e de paletização.

A empresa também fornece robôs de ciclos rápidos e para descarregamentos laterais, bem como sprue pickers para injetoras com força de fechamento até 1.500 toneladas, além de componentes mecânicos, elétricos e pneumáticos para a montagem de garras (grippers), esteiras e proteções para células de produção.

“Como principal fornecedor da indústria automotiva na Europa e nos Estados Unidos, a Sepro já automatizou mais de 20 mil injetoras no mundo todo, apresentando níveis de exportação de 80%, sem depender de fabricantes de máquinas injetoras”, concluiu o diretor.

Projetos pontuais– A concorrência cada vez maior com tantas categorias de produtos importados, observada em vários segmentos importantes da economia, está mobilizando diversos setores industriais a buscar aumentos de produtividade e de qualidade de maneira rápida, eficiente e mais econômica, otimizando a produção em diferentes parques fabris, segundo testemunho de José Luiz Galvão Gomes, diretor comercial da Dal Maschio – DM Robótica do Brasil, instalada em Diadema, na grande São Paulo.

Plástico, José Luiz Galvão Gomes, Diretor comercial da Dal Maschio, Robótica - Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores
Gomes ressalta a maior produtividade gerada pelos manipuladores

Afora essa questão global, resultante de economias exportadoras e planificadas, Gomes também acrescenta as dificuldades atuais dos empresários no repasse de aumentos de custos aos consumidores, referentes às matérias-primas, energia, mão de obra etc., que também os impelem a buscar aumentos de produtividade, bem como mão de obra qualificada, juntamente com a tendência cada vez mais presente de eliminar o contato humano em processos de produção de embalagens, descartáveis, salas limpas etc.

Por vários motivos, o uso da robotização gera benefícios muito importantes para solucionar diversos problemas enfrentados pelas indústrias. “Neste ano, entregamos diversos robôs para a automação de processos de montagem de insertos nos moldes, para sobreinjeção e, recentemente, em conversa com diretores da Squadroni, pude constatar aumentos de mais de cem por cento na produção de rodízios sobreinjetados, pois o tempo de ciclo, em média, passou de 75 segundos para 35 segundos”, ilustrou Gomes.

Exemplos de grande valia das aplicações da robótica brotam em todos os setores: “Também estamos entregando células para eliminar o trabalho manual no empacotamento de talheres descartáveis, evitando possíveis contaminações e agregando maior valor aos produtos”, afirmou.

As plataformas industriais em vários setores produtivos, principalmente de alimentos, também estão introduzindo os recursos em robótica, segundo Gomes. “Na indústria alimentícia, cresce a utilização de embalagens decoradas pelo in-mould-labelling, que, além de agregar maior valor aos produtos, pelo uso de embalagens muito mais atraentes que serão destinadas aos pontos de venda, também isentam os trabalhadores de realizar tarefas altamente repetitivas e desgastantes, como as operações de empilhamento de peças, tarefas de pós-impressão e/ou etiquetagens.”

Para expandir o uso de robôs por vários setores industriais e permitir às indústrias também de pequeno e médio porte fazer uso pleno dos recursos em robótica, a Dal Maschio vem desenvolvendo softwares especiais, focados em necessidades específicas e acessíveis ao entendimento dos operadores. “O nosso propósito é fazer com que os nossos softwares sejam facilmente entendidos e empregados pelos operadores e podemos realizar esses desenvolvimentos diferenciados por contarmos não apenas com a fabricação de robôsem São Paulo, mas também com recursos e suporte de engenharia local para realizar novos desenvolvimentos focados em necessidades específicas das indústrias”, informou Gomes.

Como diferenciais dos robôs fabricados pela Dal Maschio, o diretor destacou, além da simplicidade de uso, a total flexibilidade na programação e o envolvimento da empresa no desenvolvimento de vários projetos específicos, como a automação do empilhamento de peças produzidas em termoformadoras.

Geração dos ultrarrápidos– As vendas de robôs para a indústria automotiva e seus fornecedores apresentam crescimento contínuo em razão das ampliações de capacidade de produção, compra de novas injetoras e da grande quantidade de injetados plásticos utilizados nesse setor, mas é para acelerar ainda mais a produção de embalagens descartáveis e para maximizar a produção de monitores e telas para aparelhos de TV e computadores que as encomendas se intensificaram mais em 2011 em comparação com 2010, de acordo com a avaliação de Reinaldo Carmo Milito, diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil.

Plástico, Reinaldo Carmo Milito, Diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil, Robótica - Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores
Milito recomenda o modelo W821 na produção de descartáveis

“Somente na venda de robôs para o setor de embalagens descartáveis, observamos crescimento da ordem de 30% em 2011 em relação a2010”, calculou Milito. Para agilizar a produção de descartáveis, o modelo preferido é o W821, na versão UHS (Ultra-High-Speed), pertencente à mais nova geração e considerado o mais veloz em sua categoria, com capacidade de suporte de carga até três quilos e com diferenciais na sua motorização, sendo especialmente concebido para injetoras que operam com ciclos ultrarrápidos, até seis segundos, e que possuem força de fechamento até 350 toneladas.

“Enquanto o nosso modelo tradicional W-821 realiza as operações de entrada no molde para a retirada da peça e, na sequência, colocá-la na esteira, completando um ciclo com duração entre seis e oito segundos, a nossa versão W-821 UHS realiza a mesma operação em menos da metade do tempo, levando apenas um segundo até dois ou três segundos para completá-la, o que proporciona o dobro da produção das embalagens de paredes finas com ciclos ultrarrápidos de baixa duração nas indústrias.”

Nesse padrão destacado pelo diretor da Wittmann-Battenfeld do Brasil não há indústria que possa resistir à possibilidade de introduzir robôs para operar em sintonia com as injetoras, pois, além de dobrar a produção, também é possível economizar no consumo de energia.

A rapidez nas operações alcançada em virtude das motorizações mais potentes da nova geração UHS também chegou aos ouvidos dos fornecedores de injetados para o setor automotivo, que estão introduzindo as novas versões principalmente para a colocação de insertos metálicos num grande número de peças.

As vendas de final de ano e, especialmente, por conta do Natal, também elevaram as encomendas de robôs no segundo semestre deste ano, para otimizar a produção de perfis e de monitores de televisão. Segundo lembrou o diretor Milito, as mudanças constantes no design desses injetados plásticos realizadas em sintonia com as novas tendências tornaram esse setor muito dinâmico e mais exigente quanto ao controle de qualidade dos injetados que são extraídos por robôs que executam as operações com alto nível de precisão.

Outras inovações implementadas nos robôs da nova geração (Série 8) fabricados pela empresa estão nos softwares que permitem programar configurações especiais e os movimentos em total sintonia com o ciclo da injetora, e que foram desenvolvidos também prevendo otimizar o consumo de energia, aumentar a segurança das operações, facilitar a interface homem versus máquina, possibilitar o melhor aproveitamento do equipamento e evitar desgastes.

Oferecendo opções em garras adaptadas a vários tipos de robô, intercambiáveis no eixo vertical, a empresa também prevê promover adaptações aos modelos mais antigos, incorporando neles novos recursos e maior versatilidade.

Servos modernos– Introduzir um robô numa célula de manufatura significa poder aproveitar cada milésimo de segundo do tempo, satisfazendo a máxima empresarial de que “tempo é dinheiro”. Isso acontece porque, uma vez realizada a extração da primeira peça do molde, o robô assume outras tarefas e as realiza em paralelo, enquanto a segunda peça está sendo injetada. Assim, a robótica obedece a uma lógica: quanto maior for a duração do ciclo de operação da injetora, a qual deve servir, mais tarefas poderão ser realizadas pelo robô.

Plástico, Ana Cláudia, Engenheira de vendas da Stäubli, Robótica - Indústria de autopeças estimula os negócios de manipuladores
Ana Claúdia oferece equipamentos que suportam cargas desde 1,7 até 130 kg

Segundo ensina com propriedade Ana Cláudia Aghazarian: “Quanto maior for o ciclo da injetora, maior também será o número de tarefas que poderão ser delegadas ao robô.” Engenheira de vendas da Stäubli São Paulo, subsidiária da franco-suíça Stäubli, Ana Cláudia faz alusão aos mais avançados sistemas robóticos desenvolvidos pela empresa, e representados pelos robôs de seis eixos que realizam movimentos esféricos, a 360 graus.

Adaptáveis a diferentes tarefas, como captura do parison da sopradora e rebarbação, carga e descarga da injetora, seguida de rebarbação, inspeção com sistema de visão, inserção de peças em alta velocidade, entre muitas outras, essas máquinas consideradas periféricos de injetoras embalam, encaixotam, paletizam e armazenam tudo isso numa única estação de trabalho. São, portanto, por excelência, evoluídos, inteligentes, obedientes e multitarefas, servos modernos da manufatura e das produções seriadas e ininterruptas. Além de altamente flexíveis, os robôs de seis eixos também facilitam o dia a dia de trabalho do operador, pela simplicidade de sua programação, podendo também, segundo Ana Cláudia, atuar na padronização de interfaces, considerando a existência de mais de um equipamento em operação.

“Nossas soluções estão focadas em aumentos de produtividade e na diminuição de set-ups e podemos oferecer pacotes completos para a indústria do plástico, abrangendo desde conectores, sistemas de troca rápida de moldes, até robôs de seis e quatro eixos, em vários modelos e com capacidade de carga desde 1,7 quilo e com 515 mm de alcance, no caso da linha de robôs TX-40, e com capacidade de carga até 130 quilos e alcance de 2.194 m, em se tratando da linha de robôs TX-200.”

O pacote de tecnologias em robótica, segundo Ana Cláudia, também inclui o software Valplast, específico para injetoras, e hardware para o intertravamento de segurança do robô, conhecido como sistema Euromap, que propicia maior segurança às operações, evitando, por exemplo, o acionamento do mecanismo de fechamento da porta da injetora quando o robô estiver com a garra dentro dela, o que poderia danificar não só a garra como também o próprio robô.

Em orientação aos potenciais compradores, Ana Cláudia considera que o critério mais importante para a escolha acertada de um robô para atuar na indústria do plástico seja avaliar a sua capacidade de alcance, e não somente a sua capacidade de carga, considerando que as peças plásticas – boa parte delas – tendem a ficar cada vez mais leves e resistentes, enquanto o alcance maior favorece a sua operação com outros sistemas.

A capacidade de alcance de um robô vem se tornando uma característica muito importante, principalmente em virtude da diversidade e do maior número de tarefas para as quais o robô deve ser programado a executar, valendo lembrar que boa parte pode ser realizada fora das injetoras.

Um Comentário

  1. Estou a procura de um robô de 3 eixos usado,

    Podera me ajudar indicando alguma firma que tem
    O começo é dificil.

    grato

    orlando

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