Economia

Robótica – Economia aquecida aumenta o interesse por automação

Jose Paulo Sant Anna
12 de setembro de 2010
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    A Star Seiki conta com linha completa de robôs, desde os mais simples, com eixos acionados por componentes pneumáticos, aos dotados com servomotores e a linha híbrida. Os modelos podem ser acoplados às injetoras de cinquenta a três mil toneladas de força de fechamento. No passado, os pneumáticos eram os mais vendidos. A procura se tornou mais sofisticada, os movidos com servomotores estão sendo procurados com maior intensidade. “Eles permitem mais opções de programação e apresentam maior durabilidade”, explica. Entre as unidades com servomotores, destaque para a linha GX, fabricada no Japão, e para a CZ, feita na China. “Os modelos chineses são um pouco mais simples”, informa.

    Uma das estratégias comerciais da empresa é manter no Brasil um estoque de máquinas para pronta entrega. A receita se mostra muito interessante em tempos de mercado aquecido. O fato de não ter fábrica no Brasil não atrapalha a assistência técnica, garante o gerente-geral. “Proporcionar um bom trabalho de pós-venda, para nós, é importante. O transformador de plástico não pode ver sua linha de produção parada por causa de um problema proporcionado por robôs”, diz.

    Ajustes – Para a Wittmann, depois de atravessar 2009 com vendas um tanto retraídas, os negócios começaram a reagir a partir do último mês de março. “Estamos em um momento excelente, vamos superar com grande facilidade os números do ano passado. Queremos ultrapassar os resultados de 2008, que foram excelentes, queremos bater nosso recorde”, informa Milito.

    Plástico Moderno, Reinaldo do Carmo Milito, Diretor da Wittmann, Robótica - Economia aquecida aumenta o interesse por automação

    Milito: compra da Battenfeld integra injetoras aos robôs

    Vale lembrar alguns acontecimentos vividos pelo grupo austríaco. A Wittmann foi fundada em 1975, como produtora de reguladores de fluxo para máquinas da indústria plástica. Nos anos seguintes, diversificou a linha de produtos com outros periféricos. Tornou-se fabricante de robôs em 1985. Um fato importante ocorreu em 2008, quando a multinacional concretizou a compra de uma empresa alemã de renome, a fabricante de injetoras Battenfeld.

    Com a aquisição, o grupo passou a privilegiar a oferta de soluções totalmente integradas para a injeção de plásticos. Nos projetos, encontram-se os robôs, entre os demais periféricos. Uma das vantagens, por exemplo, é a possibilidade de programação dos movimentos dos “braços” do equipamento no controle da injetora. “O controle integrado permite, por exemplo, gerenciar o funcionamento da máquina a distância, pela internet”, ressalta.

    De acordo com Milito, a nova fase, com o passar do tempo, irá ajudar a empresa em determinadas transações. Ele ressalta, no entanto, a necessidade de alguns ajustes para atingir o entrosamento ideal do funcionamento das duas empresas no Brasil. “Muitos dos nossos representantes de vendas em determinadas regiões não eram da Battenfeld. Por outro lado, muitos representantes da Battenfeld trabalhavam com marcas concorrentes”, exemplifica.

    Ajustes à parte, o diretor reconhece a fase mais madura vivida pelo mercado de automação. “A procura por soluções automatizadas continua em alta”, resume. Ele confirma o crescente interesse por modelos sofisticados. Uma boa notícia para a marca, cujos modelos são todos movidos por servomotores e livremente programáveis. Milito procura aproveitar o momento para desmistificar a imagem da Wittmann de oferecer produtos sofisticados, com custos inacessíveis. “Temos preços flexíveis e queremos mostrar para o mercado que competimos de igual para igual com as demais empresas. Alguns clientes acostumados com determinadas máquinas demonstram surpresa com as nossas ofertas”, comenta.

    Desbravando mercado – Em 1973, nascia na França a Sepro, empresa voltada para a automação de processos de fabricação de chapas metálicas. Em 1982, a empresa lança seu primeiro modelo de robô voltado para a indústria de injeção de plásticos, área de atuação na qual se especializou. No Brasil, a primeira venda se concretizou em 1998, para fornecedoras de autopeças da fábrica de Curitiba-PR da montadora Renault. O escritório de representação foi montado em 2001, em Jundiaí-SP.

    Plástico Moderno, Oscar da Silva, Gerente de vendas e serviços da Sepro do Brasil, Robótica - Economia aquecida aumenta o interesse por automação

    Sepro vai concorrer com marcas já estabelecidas, diz Silva.

    “A empresa começou a participar do mercado nacional para valer em 2007. Antes, atendíamos apenas clientes europeus que atuavam por aqui, fornecíamos peças de reposição e prestávamos serviços de assistência técnica”, informa da Silva. O momento promissor do mercado é a oportunidade para a marca enfrentar as principais concorrentes, estabelecidas há mais tempo por aqui. “O primeiro semestre foi excelente, tivemos faturamento 50% superior ao ano de 2009”, revela. O ano passado, é verdade, não foi dos melhores. “O ano de 2008 foi fantástico”, diz.

    De acordo com Silva, o diferencial da Sepro reside na sofisticação dos robôs. O executivo diz que essa característica faz a marca sobressair nos países do Velho Continente. “Na Europa, a parte técnica é muito valorizada, os clientes preferem pagar mais caro e obter retorno maior do investimento nas linhas de produção”, explica.

    Para ele, boa parte dos transformadores brasileiros ainda não dá o devido valor à qualidade das máquinas e compra por causa do preço. Mas o cenário está mudando. Da mesma forma que ocorre com os demais produtos tecnológicos, os preços dos robôs, nos últimos tempos, estão se tornando mais baixos. O real fortalecido perante outras moedas colabora.

    Para o gerente, o cenário aumenta a chance de sucesso dos equipamentos da Sepro. A empresa oferece três séries de robôs. A Axess, dirigida às injetoras de 20 a mil toneladas de força de fechamento, é formada por modelos mais simples, apontados como ideais para os interessados em ter acesso à tecnologia oferecida pela empresa. A linha G4, voltada para injetoras de 20 a 5 mil toneladas de força de fechamento, é mais sofisticada. “Os robôs G4 são mais evoluídos e potentes, garantem ciclos muito repetitivos, grande velocidade e capacidade”, assegura. No final do ano passado, na feira realizada em Fakuma, na Alemanha, a empresa lançou a série S5. “A série S5 conta com tecnologia de última geração. Aos poucos, vai substituir a G4”, explica.

    Algumas características dos equipamentos da marca explicam a excelência. Todos os modelos são dotados com eixos movimentados com servomotores. A linha Axess é equipada com os controles Touch 2 e as séries G4 e S5 com o Visual 2. “Os comandos eletrônicos são muito avançados e gerenciam em tempo real informações sobre produção, produtividade e número de peças a fabricar, entre outras. Eles são fáceis de trabalhar, o próprio operador pode comandar a operação”, informa. A robustez mecânica também é valorizada por da Silva. “Nossos robôs têm uma espécie de sensor que atua como sistema de amortecimento, que evita problemas durante a retirada da peça provocados pela variação da abertura da máquina”, exemplifica.



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