Máquinas e Equipamentos

Robôs: Automação reduz perdas e aumenta produtividade com mais segurança

Jose Paulo Sant Anna
12 de setembro de 2017
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    O grupo Wittmann Battenfeld apresenta um diferencial em relação aos seus principais concorrentes. Surgido a partir da aquisição da fabricante de injetoras alemã Battenfeld pelo grupo austríaco de automação industrial Wittmann, a empresa tem a oportunidade de importar tanto robôs de forma isolada quanto conjuntos de equipamentos completos, formados por injetoras, robôs e outros periféricos. Como a venda dos conjuntos exige maiores investimentos, em tempos de crise a procura por robôs avulsos ganhou importância no desempenho da empresa nos últimos tempos.

    Plástico Moderno, Modelo da série W8 Pro oferece alto grau de integração às injetoras

    Modelo da série W8 Pro oferece alto grau de integração às injetoras

    “Temos uma linha de robôs cartesianos que podem ser instalados junto a injetoras de qualquer porte, das pequenas às grandes. Ela atende quase 100% das necessidades do mercado”, explica Pedrassani. Um caso particular ocorre nas linhas voltadas para a produção de grandes volumes de peças, casos que ocorrem com frequência nas indústrias de embalagens e utilidades domésticas. O avanço das máquinas injetoras permite a realização de ciclos muito rápidos, na casa dos três segundos. “Para essa aplicação temos robôs que realizam entradas pelas laterais dos moldes. Em geral eles pegam as peças e saem rapidamente, depois as transferem para um segundo braço”.

    Seis eixos – Existem empresas especializadas em automatização industrial que produzem robôs diferenciados, dotados com movimentos direcionados em seis eixos. São modelos que oferecem maiores recursos tecnológicos do que os de três ou quatro eixos, os favoritos entre os transformadores. Tais fornecedores têm um argumento para convencer os clientes da indústria do plástico a colocarem a mão no bolso. Eles apelam para a boa relação custo/benefício proporcionada pelos seus equipamentos, que podem ser vantajosos em determinadas aplicações.

    Plástico Moderno, Robô de seis eixos corta com precisão as rebarbas de uma peça

    Robô de seis eixos corta com precisão as rebarbas de uma peça

    Entre as empresas que se encaixam nesse perfil se encontra a Fanuc America, multinacional especializada em automação industrial. Suas linhas de robôs de seis eixos são indicadas para aplicações voltadas para os vários setores fabris, entre os quais aparecem os transformadores de plástico. “Cada caso é um caso, os interessados em adquirir um robô devem analisar com cuidado suas necessidades antes de efetuar a compra. Há situações nas quais os robôs cartesianos são os mais adequados, em outros os de seis eixos proporcionam melhor retorno”, explica Silvio Luqueti, engenheiro de vendas.

    “Em uma máquina que produz peças de grande porte, que necessitam que sejam cortadas rebarbas, ou para ciclos muito rápidos, feitos em dois ou três segundos, o de seis eixos pode ser o mais indicado”, exemplifica. Para o setor do plástico, ele recomenda três modelos oferecidos pela empresa. O LR Mate 200 iD tem alcance de 700 mm e é indicado para operações de peças com até 7 kg de carga. O MD iA/12, com alcance de 1,4 mil mm, opera peças de até 12 kg. Já o M 20 iA, conta com alcance de 1,8 mil mm e é indicado para peças com até 20 kg.

    Luqueti reconhece que as vendas de equipamentos não passam por seus melhores momentos. A crise tem afetado os negócios. “Mas em nossa empresa, a área de robôs é a que menos tem sentido a recessão”. Ele lembra que a Fanuc tem sido bastante procurada para orçamentos mesmo por transformadores de pequeno porte. “Muitos demitiram funcionários durante o pior momento da crise e agora querem investir na compra de robôs para quando houver o reaquecimento da economia continuarem com estruturas enxutas”.

    Plástico Moderno, Bueno: modelos mais complexos (ao lado) podem realizar mais tarefas na linha de produção

    Bueno: modelos mais complexos (ao lado) podem realizar mais tarefas na linha de produção

    Rodrigo Bueno, gerente geral de automação robótica da ABB Brasil, outra fabricante de robôs com seis eixos, defende a mesma tese. Para ele, esses equipamentos oferecem opções diferenciadas. “Eles têm versatilidade para atender necessidades variadas de capacidade de carga e alcance. Além disso, podem ser úteis não apenas na operação de retirada de peças as máquinas, realizam trabalhos complementares, como cortes de galhos de injeção e a retirada de rebarbas”.

    Para esse nicho de mercado, Bueno recomenda a linha SafeMove2, dotada com tecnologia de monitoramento dos movimentos dos robôs. “Ela foi projetada para facilitar a integração homem máquina. Permite a aproximação do operador ao robô trabalhando dentro de um conceito de célula colaborativa, com total segurança”, garante. Ele também destaca a flexibilidade, economia de espaço e ganhos significativos em tempo de ciclo proporcionados pelo equipamento quando comparado com outras soluções.



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