Máquinas e Equipamentos

Robôs: Automação reduz perdas e aumenta produtividade com mais segurança

Jose Paulo Sant Anna
12 de setembro de 2017
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    Outro aspecto positivo para a empresa é o fato de contar com fábrica no Brasil. “Isso nos dá mais flexibilidade. Conseguimos entender a necessidade e oferecer ao cliente de forma ágil a solução com a melhor relação custo/benefício”. As melhores condições de financiamento para os produtores locais também ajudam, assim como a segurança de investir em reais. Por aqui, a variação das taxas cambiais, sujeitas a picos em clima de instabilidade política, prejudica os importadores.

    Plástico Moderno, Modelo de rôbo: ter fabricação local é um trunfo para a Dal Maschio

    Modelo de rôbo: ter fabricação local é um trunfo para a Dal Maschio

    O carro-chefe da empresa é a série de robôs cartesianos DMG. “Eles acabaram de ganhar novo comando numérico, dotado de mais recursos”, ressalta o diretor. A empresa atende transformadores ligados a todos os segmentos econômicos. “Nos últimos tempos, o mais promissor tem sido o de embalagens, que está sofrendo menos com a crise econômica”. Entre os fabricantes de embalagens, tem sido grande a procura por robôs voltados para a colocação de etiquetas no processo in mold label.

    Indústria 4.0 – Ainda esse ano, a Star Seiki, empresa japonesa especializada em robôs para a indústria do plástico, fará o lançamento mundial de um robô que se comunica com as redes de computador prestando informações sobre o planejamento da produção e outros tópicos. Esse robô, já utilizado no Japão, foi projetado visando facilitar as empresas a se adaptarem à indústria 4.0, tema bastante discutido mundo afora neste momento. A novidade estará disponível no final do ano no Brasil, onde a empresa mantém escritório próprio de representação.

    Enquanto a novidade não chega, a empresa vai tocando os negócios no mercado nacional. “Desde o segundo semestre do ano passado, as vendas vêm crescendo. Vários projetos estão sendo desengavetados”, informa Roberto Eiji Kimura, gerente geral. A empresa participou das duas feiras de plástico realizadas em São Paulo nos meses de abril e maio. “Elas proporcionaram bons resultados, ajudaram a alavancar os negócios”.

    De acordo com o dirigente, enquanto na Plástico Brasil houve maior presença de visitantes representando empresas de médio e grande porte, na Feiplastic o público predominante foi o de pequenos e médios transformadores. “Temos clientes nos dois públicos. Hoje muitas empresas menores, com até 30 injetoras, trabalham em jornadas de 24 horas por dia, sete dias por semana, e elas necessitam de robôs”. Para Kimura, quem hoje não investe em automação fica defasado e não consegue atender a demanda do mercado. “É uma tendência sem volta”.

    Apesar da forte crise vivida pela indústria automobilística, o setor de autopeças tem a reputação de ótimo cliente. “Várias montadoras de origem asiática se instalaram no Brasil e elas já nos conhecem, dão preferência aos fornecedores equipados com nossos produtos”. Outro mercado considerado bastante interessante nos últimos tempos é o formado pelos fabricantes de embalagens. “Mas existem segmentos que deram uma parada”, reconhece.

    A linha de maior sucesso no mercado nacional é a ES, indicada para máquinas que atuam com ciclos de injeção entre oito e quinze segundos. Outras opções são a Top GX, que opera em ciclos de seis a doze segundos, e a ZX, dotada com modelos mais rápidos, para injetoras que operam com ciclos de até seis segundos.

    Plástico Moderno, Pedrassani: clientes buscam reduzir o custo de produção

    Pedrassani: clientes buscam reduzir o custo de produção

    Investimento obrigatório – “O mercado exige. Os transformadores de plástico são obrigados a investir em soluções que aumentem sua competitividade”, defende Marcos Pedrassani, gerente técnico da Wittmann Battenfeld. Para ele, os clientes têm todo o interesse de adquirir equipamentos voltados para a redução do custo dos processos de fabricação, mas a crise tem atrapalhado. A observação vale tanto para empresas de grande porte, já familiarizadas com a automação, quanto para as pequenas e médias, que geram bom número de novos clientes para a empresa todos os anos.

    “Temos desenvolvido projetos que proporcionam benefícios e ganhos aos clientes, mas na hora de concretizar a operação o ambiente econômico posterga as vendas, os clientes ficam inseguros”, informa. Depois de um ano difícil, 2017 começou promissor. “No início do ano fizemos negócios”. Com o estouro de nova crise política, volta a ameaça de estagnação. “O investimento necessário para adquirir um robô não é alto e o retorno é rápido, mas as empresas têm medo de fazer dívidas em moeda internacional, há um clima que favorece a instabilidade cambial”.



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