Máquinas e Equipamentos

12 de setembro de 2017

Robôs: Automação reduz perdas e aumenta produtividade com mais segurança

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Robô cartesiano ESW 1200sII, fabricado pela Star Seiki

    Robô cartesiano ESW 1200sII, fabricado pela Star Seiki

    Texto: José Paulo Sant’Anna
    Fotos: Divulgação

    O aumento da presença dos robôs nas empresas de transformação de plástico tem sido constante e parece ser uma tendência irreversível. As muitas vantagens proporcionadas pelo equipamento estão se tornando imprescindíveis para manter as empresas com ritmo de produção dentro dos limites de produtividade exigidos nos dias de hoje. Participam desse segmento empresas como Dal Maschio, Star Seiki, Wittmann Battenfeld, Fanuc e ABB.

    Isso não significa que os fabricantes de robôs deixem de sentir os efeitos negativos da crise econômica. Em 2016, os negócios ficaram aquém do esperado. No início do ano, a calmaria aparente no clima político e o controle da inflação ajudaram a um início de retomada. Com a volta da crise política ninguém se arrisca a dar palpites sobre o que vai ocorrer nos próximos meses. Há insegurança sobre os rumos a serem tomados pela economia. Apesar da ausência de dados consolidados oficiais, a sensação unânime dos representantes do setor é de que as vendas caíram em ritmo menor do que o verificado por fornecedores de outros equipamentos.

    A principal utilização do robô na indústria do plástico se encontra na retirada de peças das máquinas de injeção. A grande vantagem do uso dos robôs é a confiabilidade que eles transmitem ao exercerem determinadas funções. Os usuários têm a certeza de que a operação programada será executada dentro dos parâmetros calculados. Os ciclos se tornam repetitivos e asseguram peças injetadas dentro das características imaginadas, impossíveis de serem obtidas com o trabalho manual.

    O índice de perdas se reduz bastante. No caso das peças que precisam de ótima aparência, os robôs impedem prejuízos causados por acidentes com quedas ou manuseio inapropriado. O mesmo ocorre com as peças de grande porte, como para-choques e painéis de automóveis, difíceis de serem transportadas pelos seres humanos. Nas linhas de produção com ciclos muito rápidos, a automação permite que as máquinas operem sem parar, 24 horas por dia. Em algumas operações, eles são indispensáveis. Podemos citar os casos de peças de todos os portes que exigem a colocação de insertos. Idem para os fabricantes de embalagens que utilizam o processo in mold label, que exige a colocação de etiquetas nas cavidades dos moldes para que as peças saiam gravadas.

    Existem modelos de robôs de simples a muitos sofisticados, com preços os mais variados. A indústria do plástico apresenta uma característica peculiar que ajuda os interessados em investir. Os robôs cartesianos com movimentos na direção de três ou quatro eixos são adequados para atender a grande maioria das expectativas dos transformadores. Esses modelos estão entre os que exigem investimentos de menor porte. Existem os de seis eixos, mais caros, usados em aplicações de maior exigência.

    Sob a ótica dos operadores das máquinas, a faca é de dois gumes. Por um lado, os robôs realizam tarefas pesadas, que podem gerar problemas de saúde e/ou acidentes para os trabalhadores. Por outro, é indiscutível que os robôs provocam a redução no quadro de funcionários necessários para tocar uma fábrica. Um dilema enfrentado nos tempos atuais. Um problema comum no parque instalado brasileiro se encontra nos moldes utilizados nas máquinas de transformação. Eles precisam ser projetados levando-se em conta o movimento feito pelos braços do robô durante a retirada das peças, o que nem sempre ocorre. Com a disseminação da cultura do uso do robô, no entanto, esse problema tende a ser minorado com o passar do tempo.

    Plástico Moderno, Gomes e modelo de rôbo: ter fabricação local é um trunfo para a Dal Maschio

    Gomes e modelo de rôbo: ter fabricação local é um trunfo para a Dal Maschio

    Muito bem, obrigado – “O ano passado foi muito difícil, o mercado esteve bem recessivo. Esse ano começou de maneira completamente diferente, as vendas apresentaram ótimo desempenho. Antes da realização da Plástico Brasil [feira realizada em São Paulo em abril] já atingimos nossa meta do ano. E a feira foi deixou boas perspectivas de negócios”, diz José Luiz Galvão Gomes, diretor da Dal Maschio. “Enquanto outras empresas estão demitindo, nós estamos contratando”, emenda.

    A Dal Maschio, de origem italiana, é especializada em robôs para a indústria do plástico e foi pioneira no setor a ter fábrica no Brasil. Em 2000 inaugurou uma planta em Diadema-SP e há quatro anos transferiu sua sede para São Bernardo do Campo-SP. Gomes credita os bons resultados a vários fatores. No campo da economia, a situação política no começo do ano apresentou momentos de calmaria e a inflação caiu a níveis próximos do zero, o que disseminou confiança nos empresários interessados em automatizar suas fábricas, antes ressabiados em fazer investimentos. Ele torce para que a nova onda de escândalos políticos não atrapalhe.

    As vantagens técnicas proporcionadas pela automação também colaboraram. O diretor aponta um dado para explicar a crescente importância dada ao uso dos robôs. “Historicamente conseguimos obter a média de 30% a 35% de novos clientes todos os anos. Temos notado o aumento da demanda por parte de empresas de pequeno e médio porte, necessitadas de alcançar maiores índices de competitividade”.


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