Robôs – Aumento de qualidade e segurança motiva ampliar aplicações

Plástico Moderno - Pedrassani: maior demanda está na retirada das peças prontas ©QD Foto: Divulgação
Pedrassani: maior demanda está na retirada das peças prontas

Antes e depois – “Sobre vendas, o que podemos falar é no que acontecia antes da pandemia”, informa Marcos Pedrassani, gerente de vendas de robôs e automação da multinacional Wittmann Battenfeld. O ano passado foi próspero para a empresa e este ano havia começado bem, tanto que havia planos para aumentar a equipe de colaboradores. “Agora vivemos um momento atípico e é difícil fazer qualquer previsão”.

Em relação aos concorrentes especializados em robôs cartesianos para a indústria do plástico, o grupo Wittmann Battenfeld apresenta um diferencial. Surgido a partir da aquisição da fabricante de injetoras alemã Battenfeld pelo grupo austríaco de automação industrial Wittmann, a empresa oferece conjuntos completos para injeção, formados por injetoras, alimentadoras e outros periféricos. A particularidade facilita a vida dos transformadores interessados em investir em novas linhas de produção, que podem adquirir todos os componentes em uma única empresa. “Cerca de 20% a 30% das vendas dos robôs são feitas em conjunto com os demais equipamentos”.

Plástico Moderno - Robô W833pro, da Wittmann, admite várias configurações, conforme a aplicação desejada ©QD Foto: Divulgação
Robô W833pro, da Wittmann, admite várias configurações, conforme a aplicação desejada

Os clientes que adquirem robôs para instalá-los em injetoras de outras marcas não podem ser desprezados, é lógico. A observação vale tanto para empresas de grande porte, já familiarizadas com a automação, quanto para as pequenas e médias, que geram bom número de novos clientes para a empresa todos os anos. O grupo conta com linha ampla, formada por modelos adaptáveis às injetoras de todos os portes.

“A retirada de peças das injetoras é a aplicação com maior demanda entre os clientes”. Os modelos mais vendidos são os da família W8pro. “Eles são configuráveis de acordo com a capacidade de carga, os cursos dos eixos e podem contar com acionamento de até seis eixos servomotorizados. Possuem software com texto em português e programação amigável”.

Automação é o caminho – A pandemia prejudicou a venda de robôs pelo fato de a maioria das empresas terem reduzido ou adiado os investimentos previstos. A automação, no entanto, é boa saída para a situação que estamos vivenciando, pois consegue manter o ritmo de produção com menos funcionários e diminui riscos de contaminação dentro da empresa. Pouco a pouco a cultura está mudando, mas estamos longe dos mercados mais desenvolvidos nesse quesito.

Plástico Moderno - Silva: robô não deve ser visto como um periférico comum ©QD Foto: Divulgação
Silva: robô não deve ser visto como um periférico comum

As opiniões são de Oscar da Silva, diretor da Sepro, empresa de origem francesa. Para o executivo, a procura por robôs no Brasil tem aumentado, com uma ressalva. “O transformador brasileiro ainda adquire o robô como um periférico comum, orientado mais pelas vantagens financeiras ofertadas por alguns fabricantes chineses de máquinas do que pela definição técnica mais adequada a sua real necessidade e que proporciona melhor retorno”. Os mais procurados fornecidos pela empresa no Brasil são os mais simples, de três eixos.

A indústria do plástico representa 99% dos clientes da empresa. “Nossa gama de robôs foi desenvolvida especificamente para o processo de automatização de máquinas injetoras, mas também podem ser utilizados em outras aplicações”. A linha da empresa é bastante ampla, oferece desde modelos cartesianos de três eixos para operações de retirada, empilhamento e pequenas automações, passando pelos de cinco eixos para operações como multiposicionamento ou corte de rebarbas, até os robôs poliarticulados de seis eixos, indicados tanto para automatizar a injetora quanto para complementar a ação de um robô cartesiano em operações fora da injetora.

Uma das novidades da Sepro, apresentada na edição da feira K’ do ano passado, foi a nova linha Success X, que estará disponível no Brasil no primeiro trimestre de 2021. Ela combina uma plataforma remodelada do modelo cartesiano Success de três eixos com dupla rotação servomotorizada de dois eixos e foi desenvolvida em conjunto com a empresa Yaskawa Motoman. É indicada para injetoras de 20 a 700 toneladas de força de fechamento e tem preços mais atrativos que outros modelos do gênero. No caso de aplicações mais avançadas, a Sepro oferece os modelos de cinco eixos 5X Line, de pequeno e médio porte, e 7X Line, de grande porte.

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