Máquinas e Equipamentos

Robôs – Aumento de qualidade e segurança motiva ampliar aplicações

Jose Paulo Sant Anna
10 de agosto de 2020
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    Plástico Moderno - Modelo de cinco eixos da Sepro pode realizar várias operações ©QD Foto: Divulgação

    Modelo de cinco eixos da Sepro pode realizar várias operações

    A sensação unânime entre os fornecedores de robôs é de que o aumento da presença desse equipamento na indústria do plástico tem crescido de maneira constante nos últimos dez anos. De acordo com os profissionais responsáveis por essas empresas, trata-se de tendência irreversível, graças à produtividade e redução de custos proporcionadas pelo periférico. A procura tem sido abrangente e atinge bom número de compradores de todos os portes, fator importante em um mercado pulverizado, no qual se estima a presença de em torno de 12 mil transformadores, em grande maioria de pequeno porte.

    De longe, a aplicação em que mais se utiliza o equipamento na indústria do plástico no Brasil é a da retirada de peças das máquinas de injeção. Conforme o caso, eles podem cortar galhos ou rebarbas resultantes da operação e direcionar as peças para sistemas automáticos de embalagem e armazenamento. Em algumas outras aplicações os modelos mais sofisticados são imprescindíveis, casos da produção de peças injetadas que necessitam da colocação de insertos metálicos ou de embalagens que utilizam a técnica do in mold label.

    Os robôs também podem exercer outras funções. Alguns modelos possuem comandos capazes de gerenciar tarefas quando instalados em injetoras antigas que ainda se encontram em funcionamento e têm poucos recursos de programação. Em uma linha, por exemplo, podem ligar ou desligar o fornecimento de água gelada ou controlar a alimentação da matéria-prima e o número de ciclos, entre outras tarefas. Também podem colaborar nas linhas finais de armazenagem de embalagens ou na pintura de peças plásticas.

    Em 2020, o ano parecia muito promissor para essas empresas, as vendas até março se encontravam nos patamares planejados ou, em alguns casos, até superiores ao esperado. Com a chegada da pandemia, os negócios sofreram uma queda atípica, fenômeno que atingiu todo o setor de máquinas e equipamentos. Como não existem estatísticas oficiais desse nicho de mercado, não se sabe ao certo em quanto ele foi afetado. O que deve ocorrer nos próximos meses é difícil antecipar. Há esperança de que quando houver a retomada da economia as vendas de robôs se recuperem mais rápido do que as de outras máquinas.

    No mercado há ampla gama de oferta de modelos, dos mais simples aos muito sofisticados. A seleção depende de algumas variáveis. Quando usado em injetoras, a escolha depende das características da máquina à qual será acoplado, da duração dos ciclos e do tamanho e formato das peças a serem fabricadas.

    A não ser em operações que exijam tecnologia de ponta, os modelos cartesianos, com movimentos na direção de três ou quatro eixos, atendem as expectativas de grande parte das operações presentes na produção de peças injetadas. Esses modelos têm preços mais acessíveis e em queda nos últimos anos por conta da disseminação da tecnologia. São, de longe, os mais vendidos no mercado nacional.

    Entre as fornecedoras de robôs cartesianos se encontram marcas como a Dal Maschio, com fábrica no Brasil, Star Seiki, Wittmann Battenfeld e Sepro, estas com escritórios comerciais instalados no país. Todas essas voltadas ao setor do plástico. Outras empresas, casos da Fanuc e ABB, oferecem os robôs chamados de articulados, com até seis eixos de atuação, indicados para operações mais sofisticadas e que também atendem outros setores industriais.

    Qualquer que seja a aplicação, os robôs oferecem vantagens indiscutíveis, destacam os fornecedores. No caso da injeção, por exemplo, eles proporcionam a repetição da operação programada dentro dos parâmetros desejados – característica para lá de importante nas linhas com ciclos muito rápidos realizados em máquinas que operam 24 horas por dia. Reduzem o índice de perdas, pois impedem prejuízos causados por acidentes com quedas ou manuseio inapropriado.

    Também evitam riscos à saúde dos trabalhadores em determinadas situações, como ocorre nas linhas de injeção de peças de grande porte, como para-choques, por exemplo. A aprovação da NR 12, norma do Ministério do Trabalho voltada para a segurança do operário, que recentemente ganhou versão mais rigorosa, tornou-se um incentivo a mais para os compradores.



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