Retrofiting de injetoras

Automação custa caro para pequenos

– Retrofiting de injetoras: A grande maioria dos transformadores nacionais tem porte pequeno e fôlego restrito para investimentos em automação. Paulo Teixeira, diretor superintendente da Abiplast, explica que com os elevados impostos de importação e o fim de financiamentos no BNDES, acaba se tornando caro adotar o uso de robôs e outros equipamentos.

Para ele, o fato dos preços desses equipamentos até terem caído à medida que eles se popularizam, não compensa o quadro de capacidade ociosa e juros altos. Outras alternativas são procuradas pelo setor para não perder competitividade.

Retrofiting de injetoras

Uma saída bastante adotada no caso dos transformadores tem sido apostar no retrofitting de injetoras antigas, de modo a preparar as máquinas à necessidade de serem acopladas a robôs e periféricos.

Paulo Teixeira, diretor superintendente da Abiplast
Paulo Teixeira, diretor superintendente da Abiplast

Existem empresas especializadas nessa operação que garantem bons resultados. Uma delas é a Fatech, de São Bernardo do Campo-SP.

“Trabalhamos com retrofitting há uns quatro anos, já fizemos mais de cem serviços desse tipo”, conta Wesley Alves da Silva, gestor de vendas da empresa, que também presta serviços de manutenção os mais variados e de adaptação de máquinas antigas às exigências das normas de segurança de trabalho NR 12.

A idade predominante das injetoras nas quais a Fatech realiza retrofittings é de quinze a vinte anos.

“Realizamos todas as mudanças necessárias para que elas possam trabalhar em conjunto com robôs e equipamentos de automação. Trocamos o comando, dotando a máquina com os softwares necessários, e substituímos todos os cabos, com exceção dos fios de potência, que têm bitolas maiores e podem ser mantidos”.

Para que a operação seja viável, é necessário que os componentes mecânicos da máquina sejam compatíveis com as alterações. “Caso contrário o custo fica muito elevado e não vale a pena”.

A empresa realiza trabalhos em injetoras de todas as marcas. “Os casos mais difíceis são os das que transformam PVC, mas conseguimos bons resultados”.

De acordo com o gerente, a reforma custa, em média, em torno de cinco vezes menos do que a aquisição de máquina nova.

“Depois do retrofitting em injetoras, o transformador pode trabalhar pelo menos cinco anos sem qualquer problema grave de manutenção nos novos conjuntos eletrônicos dos equipamentos. Se a injetora funcionar dentro do regime de trabalho recomendado, esse prazo pode chegar a dez anos com facilidade”, garante.

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