Plástico

Retrofit

Plastico Moderno
15 de agosto de 2010
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    A Manoinjet é de pequeno porte e conta com sete funcionários. “Quando necessário, eu terceirizo algumas operações, como montagem dos sistemas elétricos e pintura”, informa. A empresa também revende equipamentos usados. “Eu compro injetoras antigas ou recebo algumas máquinas como forma de pagamento pelos serviços de retrofit. Eu as reparo e repasso para outras empresas”, diz.

    Os trabalhos completos, que englobam a substituição de peças mecânicas e hidráulicas e a troca de comando, assim como a pintura, duram, em média, sessenta dias. “A injetora, dependendo do caso, fica até melhor do que quando era nova”, garante. Nesses casos, as máquinas são reparadas na oficina da Amanoinjet e é oferecida garantia de um ano. “Quando o cliente faz opção apenas da substituição do comando, o serviço pode ser feito nas dependências do próprio cliente”, revela.

    De acordo com Amano, a demanda por serviços é feita, na grande maioria das vezes, por transformadores de porte médio para cima. As pequenas nem sempre dispõem de tempo para liberar o equipamento para a reforma. A economia aquecida atrapalha. “Temos pedidos fechados há algum tempo que não conseguimos realizar. O cliente está cheio de serviço e não tem como reduzir a linha de produção”, explica. Ele gostaria de um melhor planejamento por parte dos contratantes. Na opinião dele, as fábricas deveriam aproveitar os momentos de maior ociosidade para investir no retrofit. “Ninguém faz isso”, resume.

    Plástico Moderno, Marco Antonio da Silva,da America Service, Retrofit

    Silva: equipamentos antigos são robustos

    Marco Antonio da Silva trabalhou na Romi durante 24 anos, exercia o cargo de gerente técnico. No ano passado, depois de deixar a indústria de injetoras, fundou a America Service, em parceria com dois sócios. O número de funcionários é reduzido, mas a empresa contrata temporários quando a demanda exige. “Por enquanto, só trabalhamos com máquinas da Romi”, diz. De acordo com Silva, o maior número de trabalhos ocorre em equipamentos fabricados entre 1992 e 1997. “Eles são a ‘bola da vez’”, garante.

    O sócio da empresa destaca a robustez das máquinas fabricadas naquela época. Para ele, até 1997, o peso estrutural das máquinas era de 30% a 40% superior ao dos modelos lançados nos anos seguintes. “Não se faz mais máquinas daquele jeito”, constata. Isso ocorreu por conta da concorrência das chinesas. Era preciso reduzir o custo e as nacionais ficaram mais leves. “Antes de 97 as unidades de fechamento das brasileiras contavam com buchas de aço reforçadas. Hoje, as buchas usadas são muito menores”, exemplifica.

    O carro-chefe da America Service é a troca de comandos de injetoras de todos os tamanhos oferecidos pela empresa onde trabalhou mais de duas décadas. “Cerca de 80% dos nossos clientes querem só trocar o controle. Os problemas mecânicos não são tão complicados, os próprios transformadores fazem os reparos internamente”, diz. Os comandos das máquinas antigas são muitas vezes substituídos por modelos dotados com aperfeiçoamentos como telas touch screen.

    Além de prestar serviços, a America Service oferece um produto de fabricação própria que tem sido bem aceito pelos clientes. Trata-se de um inversor de frequência cuja missão é economizar energia durante o uso de injetoras antigas. “Em um ciclo de 55 segundos, durante vinte segundos a peça fica resfriando”, exemplifica. Durante esse período, nas antigas, o motor continua funcionando. “Quando a máquina está com o inversor, o motor para de funcionar nesse período, proporcionando redução de até 45% no consumo de eletricidade, além de economizar óleo, evitar desgastes do motor e proporcionar outras vantagens”, exemplifica.

    Plástico Moderno, Ely Prates de Souza, Diretor da Ferth, Retrofit

    Prates: mecânica é maior problema para sopradora

    Sopradoras – No caso das injetoras, os componentes eletrônicos evoluíram de forma mais rápida do que os mecânicos e hidráulicos. Nas sopradoras, essa relação não é a mesma. “A solução eletrônica é mais fácil de ser atualizada. Os maiores problemas ocorrem na parte mecânica”, explica Ely Prates de Souza, diretor da Ferth. O problema não ocorre apenas por causa da evolução dos projetos das máquinas. “Muitos transformadores fazem ‘gambiarras’, usinam a própria estrutura e depois precisamos fazer alterações”, emenda.

    Apesar dessa característica, a substituição dos comandos é recomendada. “Colocar um novo CLP e toda a fiação é uma forma de modernizar a máquina, melhorar seu desempenho”, atesta Fábio Ikeda, diretor da Tecnofit. Com a operação, em muitos modelos se torna possível controlar de forma mais precisa a produção dos parisons.

    A Ferth está no mercado desde 1990. Além dos serviços de reforma de sopradoras de todas as marcas disponíveis no mercado, a empresa também fabrica algumas peças, como cabeçotes, por exemplo. Entre os equipamentos reformados pela empresa, a maioria conta com entre quinze e vinte anos, embora alguns possam chegar a trinta anos. “As mais frequentes são as máquinas da Bekum e da Pavan Zanetti, embora de vez em quando apareçam outras”, diz Souza.

    Para o diretor, a reforma vale a pena quando custa até um terço do preço de uma máquina nova. Essa relação aumenta a vantagem da operação nas máquinas de maior porte. “Uma sopradora de frascos de meio litro raramente comporta o retrofit. Já uma de cinco litros apresenta maior custo/benefício”, explica. Em torno de 90% dos serviços são realizados dentro da oficina da Ferth.



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    Um Comentário


    1. Caio

      Façam um orçamento de Retrofit com a Automata do Brasil e verão que vale a pena! Por ex: combinação de novo comando, aplicação de acessórios, nova pintura, adequações normativas, reforma eletroeletrônica etc.. Máquina nova em perfeito estado e preço mt mais em conta do que trocar a máquina. Recomendo



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