Aditivos e Masterbatches

Retardantes de chamas: Normas reduzem risco de incêndios

Antonio Carlos Santomauro
30 de outubro de 2018
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    Questões de mercado – A Chemtra também tem sinergistas que combinam as funções de retardantes e plastificantes, por exemplo, na linha de fosforados Phosflex. E, de acordo com Selena, a empresa começou a trazer ao Brasil produtos bromados que combinam a ação retardadora de chamas com outras funcionalidades, como resistência à luz UV e a impactos. “Os produtos com resistência UV podem ser aplicados em artigos como caixas de tomadas e de interruptores que ficam expostos à luz do sol, enquanto aqueles com resistência a impactos são interessantes para itens como gabinetes de televisores e computadores”, detalha.

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    De acordo com Selena, as dificuldades da economia brasileira tornam difícil prever se a Chemtra conseguirá este ano expandir seus negócios com retardantes. “Mas vejo muitas empresas, especialmente da construção civil, interessadas em desenvolver produtos com padrões mais elevados de retardamento a chamas”, ressalta. “Esse interesse decorre de uma série de fatores: há mais normas – mais rígidas – e os bombeiros estão mais rigorosos nas fiscalizações e nas exigências”, pondera Selena.

    Mas a principal força motriz da demanda por retardantes é realmente a dinâmica da economia, aponta Carmo, da Neotrade. Sua empresa, ele prossegue, até registrará este ano algum incremento em seus negócios, mas principalmente pela redução da concorrência. “No final do ano passado, o governo chinês começou a trabalhar mais firmemente na questão ambiental, chegando a fechar fábricas, e isso diminuiu a oferta de produtos chineses no Brasil”, observa o profissional da Neotrade.

    Por sua vez, Colavita, da Oxy, lembra que os dois principais usuários de trióxido de antimônio – construção civil e indústria automobilística, responsáveis por algo entre 80% e 90% do consumo desse produto – sofreram bastante com a recessão da economia nacional. Mesmo assim, no primeiro semestre houve algum aquecimento da demanda: “Em volume, vendemos entre 4% e 5% a mais que no mesmo período do ano passado”, diz. “Difícil, porém, prever o que ocorrerá no restante do ano, até porque houve a greve dos caminhoneiros e haverá eleições”, finaliza Colavita.



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