Aditivos e Masterbatches

Retardantes de chamas: Normas reduzem risco de incêndios

Antonio Carlos Santomauro
30 de outubro de 2018
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    Plástico Moderno, Retardantes de chamas: Normas reduzem risco de incêndios e estimulam uso de aditivos mais adequados

    Embora a atividade econômica siga inibida, desenvolve-se no Brasil – talvez não na velocidade desejada – o ambiente regulatório sobre controle de incêndios (ver box). Tal movimento reverbera no mercado dos retardantes de chamas, no qual a oferta de insumos é mais diversificada, buscando atender tanto os requisitos de eficácia e custos, quanto os preceitos da sustentabilidade. Nessa busca, elas combinam produtos não halogenados com aqueles fundamentados no bromo; esses últimos, muitas vezes em versões mais modernas, que prometem minimizar os impactos ao meio ambiente e diminuir a oposição ao seu uso.

    Os produtos reativos e poliméricos se consolidaram como as duas principais vertentes do desenvolvimento dos novos retardantes halogenados. Os primeiros, diferentemente dos tradicionais aditivos, reagem com os polímeros e têm, portanto, menores probabilidades de migrar para a superfície do material e daí para o meio ambiente. Já os retardantes poliméricos apresentam moléculas maiores e, consequentemente, mais dificuldades para penetrar no organismo dos seres vivos.

    Retardantes halogenados e poliméricos já constam dos portfólios dos principais players dessa indústria: caso da Lanxess, que entre outros produtos disponibiliza o reativo PH4 Diol, utilizado especialmente em PU rígido, e o polimérico Emerald Innovation 3000, uma alternativa ao HBCD (hexabromociclododecano), até há pouco tempo utilizado em larga escala em aplicações de EPS (poliestireno expandido), mas atualmente banido do portfólio das grandes multinacionais desse mercado (inclusive da própria Lanxess, assim como da Albermale e da ICL-IP). No Brasil, o HBDC ainda chega por meio de importação, especialmente da Ásia. A partir de novembro de 2019 não mais serão concedidas licenças para comprar esse material no exterior.

    Plástico Moderno, Soraya: derivados de fósforo disputam as espumas de PU

    Soraya: derivados de fósforo disputam as espumas de PU

    Conjugando essa modernização com suas características de eficácia, os retardantes halogenados se mantêm altamente relevantes, observa Soraya Jericó, gerente de vendas da unidade de negócio de Additives da Lanxess. “Há décadas se fala no seu abandono, mas eles permanecem utilizados em grande escala, pois são extremamente eficientes e há algumas normas que somente são atendidas por eles”, salienta.

    Mas o portfólio de retardantes da Lanxess inclui soluções com e sem halogênios. Até há pouco tempo, nele havia apenas os produtos das marcas Levagard, mais utilizados em aplicações de PU e que podem ou não conter halogênios, e Disflamoll, de ésteres que combinam a atividade como plastificantes com a função do retardamento. Agora, ele inclui também os produtos oriundos da Chemtura (adquirida pela Lanxess no início do ano passado), entre o quais Soraya cita o Emerald Innovation NH-1, um produto não-halogenado (à base de fósforo), destinado a espumas de PU, cujo uso em mobiliário desde 2015 é objeto de uma norma da ABNT. “É um produto extremamente indicado também para os estofados da indústria automobilística, pois tem baixíssimo índice de fogging”, complementa Soraya.

    Na Chemtra, o portfólio inclui o retardante reativo FR-122P, para EPS e XPS (PS extrudado). “Estamos desenvolvendo retardantes reativos para outras resinas”, afirma Selena Mendonça, gerente de negócios dessa empresa que distribui no Brasil os retardantes da israelense ICL-IP.

    Também o portfólio da Chemtra mescla retardantes bromados com outros à base de fósforo, que, de acordo com Selena, têm seu espaço mercadológico assegurado por aplicações distintas. “O bromo não vai bem nas espumas de PU, que utilizam basicamente produtos com fósforo, mas prevalece amplamente nas poliolefinas, nos plásticos de engenharia, nos termofixos”, detalha. Mas a Chemtra já oferece retardantes não halogenados eficazes para alguns plásticos de engenharia, como ABS e PC.



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