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Retardantes de chamas: Arcabouço regulatório precisa avançar mais

Antonio Carlos Santomauro
11 de outubro de 2018
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    Plástico Moderno, Retardantes de chamas: Arcabouça regulatório precisa avançar mais

    Plástico Moderno, Berto: materiais devem ter certificado de reação ao fogo

    Berto: materiais devem ter certificado de reação ao fogo

    Desde a tragédia que em 2013 matou mais de 240 pessoas e feriu outras centenas na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria-RS, já foram publicadas pelo menos quatro normas relacionadas a controle de incêndios e surgiram diversos projetos legislativos focados nesse tema (ver quadro). Mas esse arcabouço regulatório ainda precisa avançar, afirma Antonio Fernando Berto, chefe do Laboratório de Segurança ao Fogo e a Explosões do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo) e coordenador do Comitê de Estudos de Reação ao Fogo do CB-24 (Comitê de Segurança contra Incêndio da ABNT).

    Já houve, ele reconhece, avanços em normas como a NBR 16625:2017, publicada no ano passado. E, agora, discute-se na ABNT uma norma para coberturas, sempre sujeitas a focos de incêndio provenientes de fontes como quedas de balões, fogos de artifício e bitucas de cigarros. “Também pretendemos uma norma específica para fachadas, o incêndio do edifício Grenfell Tower, que no ano passado matou 79 pessoas em Londres, propagou-se principalmente por ter uma fachada bastante utilizada no Brasil, composta por painéis de alumínio e polietileno”, destaca Berto.

    Plástico Moderno, Sylvio do Carmo: Abichama atua para desenvolver regulamentação

    Sylvio do Carmo: Abichama atua para desenvolver regulamentação

    Para ele, o ideal seria haver um processo de certificação dos materiais a partir de suas características de reação ao fogo, destacando aqueles com maior qualidade nesse quesito. “Esse tipo de certificação já existe nos Estados Unidos e na Europa”, afirma Berto. “E temos hoje retardantes muito eficazes para promover grandes melhorias no desempenho dos plásticos em relação à segurança contra incêndio”, ele acrescenta.

    Tal opinião é endossada por Sylvio do Carmo, presidente da Abichama (Associação Brasileira da Indústria de Retardantes de Chama). “Existem retardantes extremamente eficazes para a maioria aplicações; no caso de um incêndio em uma sala, por exemplo, eles podem aumentar em até dez vezes o tempo de escape se estiverem aplicados em móveis e em outros artigos”, ressalta.

    A Abichama, relata Carmo, vem acompanhado ativamente as iniciativas de instituições como ABNT e Inmetro, e no ambiente legislativo participa das reuniões de uma Frente Parlamentar Mista de Segurança Contra Incêndio, criada em 2015. “Mas o Brasil ainda é muito carente de regulamentação nessa área”, reconhece o presidente da entidade.

    Plástico Moderno, Retardantes de chamas: Arcabouça regulatório precisa avançar mais



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