Retardantes de chama – Eventos esportivos ancoram previsões de aumento das vendas no mercado nacional

Os principais produtos da companhia são: o Exolit OPPxx (fosfinatos orgânicos), para plásticos de engenharia; Exolit AP 7xx (polifosfato de amônio), para poliolefinas; Exolit AP 4xx (polifosfato de amônio), para PU e epóxi; e o Exolit AP 422, indicado para tintas intumescentes. O Exolit OP é um dos destaques do portfólio. Trata-se de uma novidade e, segundo Ghidetti, proporciona versatilidade e alto desempenho.

No ano passado, a empresa anunciou a terceira etapa de seu programa de expansão de capacidade produtiva para retardantes de chamas não halogenados Exolit OP, com a construção de uma fábrica em sua planta em Hürth-Knapsack, próximo a Cologne, na Alemanha. A conclusão da segunda fábrica para produção em escala industrial no mesmo local, em meados de 2012 (fase dois), dobrará a capacidade produtiva. A terceira unidade produtora entrará em operação em 2013, triplicando a capacidade original da planta.

Essa linha de retardantes de chamas organofosforados apresenta baixo impacto sobre as propriedades finais dos produtos, não migra e não produz fumaça corrosiva. Além disso, necessita de dosagens pequenas e moderadas para atender às crescentes normas de segurança contra fogo, ao mesmo tempo em que atende a aspectos ecológicos em todas as fases do ciclo de vida de um produto.

A linha Exolit OP foi desenvolvida como alternativa aos retardantes de chamas bromados. Ela é muito procurada por sua eficiência em proporcionar segurança contra chamas em plásticos de engenharia, como poliamidas e poliésteres utilizados em computadores, conectores, ventiladores de computador e peças estruturais. Outras aplicações incluem resinas termofixas e novos revestimentos e isolamentos para cabos com base em elastômeros termoplásticos.

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Retardantes de chama à base de fósforo também agem como plastificantes

A Lanxess também desenvolve aditivos considerados mais seguros e ecológicos. A empresa é uma das líderes em fornecimento de retardantes com propriedade antichama para poliuretano no Brasil, e traz como destaque os aditivos Levagard e Disflamoll. São substâncias à base de fósforo e utilizadas na formulação de PU, PVC, ABS/PC, PS alto impacto/PPO, além de elastômeros. As aplicações são várias: placas para isolamento térmico e acústico, estofados, pisos, borrachas de isolamento de portas (metrôs e trens) e em espumas flexíveis de PU presentes em colchões e estofados.

Quando submetidos a altas temperaturas, os retardantes base fósforo presentes no plástico reagem gerando a forma polimérica do ácido fosfórico. Este ácido carboniza o material formando uma camada protetora e inibindo a reação de pirólise. Os produtos da Lanxess também possuem propriedades plastificantes, o que em muitas aplicações auxilia a plastificação. “Essa característica reduz a concentração de uso dos plastificantes convencionais”, comenta Rogério Ibanhez, gerente regional de vendas – Cone Sul, da unidade de negócios FCC da Lanxess. Ele destaca como vantagem também o fato de o aditivo ser fornecido na forma líquida, pois assim o seu manuseio e a sua incorporação são facilitados.

A Basf atua no mercado de retardantes de chama com duas linhas: a Melapur, composta por fórmulas de cianato de melamina e de polifosfato de melamina destinada às poliamidas; e o Flamestab NOR 116 para fibras e filmes de poliolefinas. Esse é um estabilizante à luz do grupo dos NOR Hals que, em algumas aplicações, também confere propriedades antichama, com aumento da resistência térmica e à luz ultravioleta. A companhia descobriu que a substituição, na amina bloqueada, do átomo de hidrogênio ligado ao nitrogênio por um oxigênio ligado a um grupo carbônico confere a propriedade antichama ao Hals.

Plástico, Pedro Caldari, gerente de vendas regional de aditivos e pigmentos para plásticos da Basf, Retardantes de chama - Eventos esportvivos ancoram previsões de aumento das vendas no mercado nacional
Pedro Caldari: Copa do Mundo de futebol aumentará as vendas

O Flamestab, da então Ciba – essa fabricante de aditivos foi adquirida pela Basf em 2009 –, foi empregado na reforma de estádios, como o Maracanã, no Rio de Janeiro, há alguns anos. Baseando-se nessa experiência, a grande aposta de Pedro Caldari, gerente de vendas regional de aditivos e pigmentos para plásticos da Basf, está na realização da Copa do Mundo de futebol. “Em virtude das novas exigências e regulamentações do mercado, existe uma tendência de aumento do consumo. Por exemplo, cito os assentos de estádio”, comenta.

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