Retardantes de chama – Eventos esportivos ancoram previsões de aumento das vendas no mercado nacional

Soluções ecológicas– Participar de segmentos diferenciados tem sido a estratégia adotada por muitas companhias para se manterem competitivas, caso da Great Lakes Solutions, uma das maiores do mercado global. Para assegurar a liderança mundial em soluções de retardantes de chama, Jose Tovar, gerente de vendas para a América Latina, avisa que a empresa fez importantes investimentos no segmento. “Injetamos recursos em pesquisa e desenvolvimento nas plantas e na área comercial para lançar produtos”, comenta, sem revelar cifras. No front estão quatro novos aditivos: Emerald 1000, Emerald 2000, Emerald 3000 e Emerald NH-1. Em comum, os produtos se pautam nos ganhos ao meio ambiente. “Eles fazem parte da nossa estratégia de inovação ecológica no aspecto ‘mais verde’”, aponta Tovar.

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Placa conta com aditivo de baixo impacto ambiental

O Emerald NH-1 e o Emerald 2000 são isentos de halogênio. O primeiro se destina a espumas flexíveis de poliuretano em aplicações automotivas e moveleiras, enquanto o segundo atende às especificações das placas de circuito impresso. Segundo explica Tovar, o NH-1 proporciona equilíbrio superior em relação às propriedades físicas, baixa volatilidade e resistência ao scorck (sem manchas).

Os outros dois lançamentos são halogenados, mas também embutem o conceito de baixo impacto ambiental. Considerado pela fabricante, o único

retardante de chamas “verde” à base de bromo, o Emerald 1000 foi desenvolvido para substituir o decabromodifenil éter, o decabromodifenil etano, entre outros aditivos utilizados em poliestireno, poliolefinas e em sistemas de resinas poliéster termoplástica/termofixa. Sua estrutura polimérica atende aos critérios descritos na notificação de Registro Federal norte-americano 40 CFR 723, o que o configura como um produto sustentável. “O aditivo é versátil e se volta para a indústria de eletrônicos, automóveis e adesivos e coberturas”, afirma Tovar.

Desenhado para o uso em espuma de isolamento de poliestireno, o Emerald 3000 surgiu como alternativa ao hexabromociclododecano (HBCD). Trata-se de um polímero estável e de alto peso molecular. Sua reduzida tendência a reter água ajuda a diminuir o conteúdo de água residual das pérolas de poliestireno expandido, melhorando a eficiência do processo. Foi aprovado nos testes de inflamabilidade EN ISO 11925-2 e DIN 4102 B2, da Alemanha. Além da família Emerald, o portfólio traz a Firemaster (para espuma de PU), Great Lakes PHT 4 Diol LV (para espuma de isolamento de PU) e Great Lakes BA-59P (para eletrônicos), entre outros. “Esses produtos fazem parte do que é provavelmente a carteira mais diversificada da indústria”, afirma Tovar.

A Great Lakes Solution é a divisão de negócios de retardantes de chama da Chemtura, empresa que se considera líder do mercado de aditivos plásticos, fruto da fusão, em 2005, da Crompton Corporation com a Great Lakes Chemical Corporation.

Bromados na berlinda – Os aditivos mais utilizados pela indústria brasileira são os derivados bromados em sinergia com o trióxido de antimônio. Essa combinação reina há anos e deve permanecer na dianteira por muitos outros ainda, apesar da tendência anunciada de maior consumo dos retardantes de chama não halogenados. No campo dos livres de halogênio, predominam a alumina tri-hidratada (ATH), o hidróxido de magnésio, os compostos fosforados e o cianurato de melamina. Em linhas gerais, pode-se dizer que o retardante bromado é o líder disparado em resinas poliolefínicas, e os fosfatados se destacam entre as poliuretanas e os estirênicos.

Plástico, Paulo Cesar Ghidetti, coordenador técnico para a América Latina – BU Additives da Clariant, Retardantes de chama - Eventos esportvivos ancoram previsões de aumento das vendas no mercado nacional
Paulo Cesar Ghidetti: indústria irá se abrir para o produto não hologenado

Segundo Paulo Cesar Ghidetti, coordenador técnico para a América Latina – BU Additives da Clariant, existe uma forte tendência de aumento da demanda por produtos não halogenados. Essa defesa não é à toa. A já tradicional linha Exolit da Clariant vai nessa toada. Essa família de aditivos, formulados à base de fósforo, tem um mecanismo de ação diferenciado, a fim de evitar a propagação da fumaça. Conforme Ghidetti explica, eles atuam na fase sólida por carbonização do polímero criando uma camada protetora que impede o acesso do oxigênio. “Os produtos não halogenados são extremamente eficientes e capazes de atender aos diversos padrões de flamabilidade existentes”, defende. Os halogenados, por sua vez, agem na fase gasosa, interrompendo o mecanismo de radicais de energia da chama.

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