Resinas virgens tem queda de preços e prejudica recicladas

Economia circular: Queda de preços das resinas virgens prejudica recicladas

Avaliado ao longo dos anos, o mercado brasileiro da reciclagem de plásticos apresenta evolução expressiva (veja quadro). Mas 2023 não lhe foi muito favorável, pois as inúmeras e enfáticas afirmações sobre a importância do uso das resinas recicladas como instrumento de sustentabilidade e de economia circular não impediu que a queda nos preços das resinas virgens (ver tabela 1) diminuísse bastante a sua competividade.

Esse acirramento da concorrência com as resinas virgens deve até reduzir a produção de plásticos reciclados no país, diz Maurício Jaroski, diretor de economia circular na consultoria MaxiQuim. “Não dá para dizer quanto, mas provavelmente produziremos no Brasil menos que as 1,1 milhão de toneladas de reciclados PCR do ano passado”, prevê.

Os atuais preços das resinas virgens, observa Jaroski, estimulam seu uso até mesmo por empresas que utilizavam material reciclado não necessariamente para reduzir custos, mas por estratégias de sustentabilidade e economia circular; mesmo porque resinas virgens têm o diferencial da qualidade assegurada e da padronização. “É uma concorrência muito difícil”, ressalta o especialista da MaxiQuim.

Esse impacto negativo dos preços das resinas virgens na demanda por reciclados tem âmbito global, como explica Paula Leardini, analista sênior e líder de reciclagem nas Américas na consultoria Icis. “Existem compradores de resinas focados na sustentabilidade, com metas de uso de resinas recicladas, mas a maioria ainda usa o preço na tomada de decisões”, diz.

Ressaltando que começou em agosto uma recuperação dos preços dos plásticos virgens capaz de ampliar a demanda pelos materiais reciclados, Paulo Teixeira, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), vê no cotejo entre esses preços e os das resinas PCR um desafio para a continuidade do desenvolvimento da reciclagem. Afinal, argumenta, enquanto os preços das resinas virgens têm relação com variáveis como câmbio, preço internacional, petróleo e insumos petroquímicos, os das recicladas são muito impactados pela oferta de resíduos e pela qualidade do material triado. “As movimentações de retração ocasionadas por conta do cenário não se refletem em redução de custos do reciclados”, pondera Teixeira.

Mas o dirigente da Abiplast destaca o “crescimento consistente” da indústria brasileira de reciclagem de plásticos. “Recentemente, divulgamos dados referentes a 2022, e a reciclagem de plásticos registrou um aumento de 9% em relação a 2021, desempenho distinto da produção de plásticos transformados, que durante o mesmo período teve queda de 6,2%”, compara.

Poliolefinas


Maior desvinculação dos mercados de resinas virgens e recicladas é a proposta também de Fabiana Quiroga, diretora de Economia Circular da Braskem na América do Sul, que prevê que, em âmbito global, a empresa deve este ano colocar no mercado algo entre 60 mil e 70 mil t de resinas recicladas, quantidade “um pouco superior” à registrada em 2022.

Economia circular: Queda de preços das resinas virgens prejudica recicladas ©QD Foto: Divulgação
Fabiana: preços dos resíduos não caíram com resina virgem

“Mas a queda nos preços das resinas virgens trouxe um desafio de rentabilidade, até porque os custos das matérias-primas para reciclagem não caíram na mesma proporção, só nos últimos meses começamos a sentir uma queda nos preços dos resíduos”, ressalva Fabiana.

A Dow, afirma Giancarlo Montagnani, gerente de Sustentabilidade para Embalagens e Especialidades Plásticas da empresa no Brasil, não precisou reduzir no decorrer deste ano a produção de sua linha Revoloop, de PE reciclado PCR, produzida no Brasil em parceria com a operação de reciclagem da Ambipar. Mas conviveu com adiamentos de alguns projetos de utilização dessa linha; para compensá-los, buscou novos mercados e novas aplicações.

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Montagnani: PE reciclado foi bem recebido nos flexíveis

“E nos surpreendeu positivamente o mercado de filmes flexíveis, que nem era nosso foco inicial, pensávamos mais em aplicações rígidas”, ressalta Montagnani, citando, entre algumas das atuais aplicações das resinas Revoloop em flexíveis, as embalagens do lava-roupas em pó Urca, e embalagens secundárias das cervejas com a marca Devassa, da Heineken.

Mas para manter sua competividade frente aos materiais de primeiro uso, a Dow também precisou baixar os preços de suas resinas recicladas. “Trabalhamos no sentido de implementar uma visão das resinas recicladas como um mercado específico, que tem sua própria dinâmica. Mas ainda é muito forte a visão dessas resinas como algo que deve custar menos”, ressalta Montagnani.

Adriano Tanaka, diretor comercial do grupo Clean Plastic, relata uma melhora na demanda por reciclados a partir de setembro, após um período “muito ruim” nos meses anteriores.

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Tanaka: sétima planta aumenta capacidade produtiva em 15%

“Devemos este ano colocar no mercado um volume de resinas de 6% a 7% superior ao do ano passado; estamos abrindo negociações com muitos brand owners e temos boas perspectivas com a exportação, já exportamos para Peru, Colômbia, Chile”, detalha o diretor da Clean Plastic, que hoje recicla PE e PP em seis fábricas, localizadas em diversas regiões brasileiras.

Por sua vez, a Plaskaper mantém, na região metropolitana de Curitiba-PR, uma unidade na qual recicla majoritariamente filmes de PE recolhidos pelo grupo de logística reversa KWM, do qual faz parte, predominantemente, provenientes de resíduos pós-consumo. “Temos também uma linha para reciclagem de PP rígido e outra de ráfia de PP”, ressalta Alessandro Gonçalves, gerente comercial e de desenvolvimento da empresa.

Evolução dos números da reciclagem no Brasil e Quedas nos preços das resinas (jul/2022 a jul/2023)

Economia circular: Queda de preços das resinas virgens prejudica recicladas ©QD Foto: Divulgação

Focada em mercados com maiores exigências de qualidade – como o setor automobilístico e a construção civil, entre outros –, a Plaskaper está obtendo este ano desempenho comercial que considera satisfatório. “Mas poderia ter sido melhor, não fosse a questão do preço da resina virgem”, diz Gonçalves. “Talvez tenha havido até uma queda nos volumes comercializados, mas conseguimos atuar sem sacrificar margens”, acrescenta.

Resinas virgens e Outras resinas

Também o mercado do PET reciclado foi negativamente impactado pela queda nos preços das versões virgens, e sua produção provavelmente será este ano inferior àquela registrada em 2022, projeta Auri Marçon, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet). Considerando tanto resinas virgens quanto recicladas, ele prevê que o mercado nacional de PET para garrafas até deve registrar uma expansão de cerca de 3%. “Mas provavelmente a demanda por resina virgem crescerá mais, a busca por reciclado crescendo menos, ou até registrando alguma queda”, especifica Marçon.

O cotejo entre os preços certamente influiu nesse movimento, pois empresas sem metas e estratégias de sustentabilidade que já utilizavam resinas recicladas reduziram esse consumo, ou o abandonaram.

“Em alguns meses, e mesmo recentemente, o preço do PET reciclado estava 20% a 30% superior ao do virgem”, relata Marçon. “Mas os grandes brand owners seguem com suas metas de uso de reciclados, e até aumentando-as”, acrescenta.

Houve dificuldades também no mercado do PVC, informa Daniela Silvestrini, diretora comercial da Alassia (empresa que recicla essa resina a partir de resíduos pós-industriais, em uma instalação em Sorocaba-SP). O PVC virgem, ela observa, que na pandemia chegou a custar R$ 14/kg, está hoje sendo vendido por R$ 5,50 a 5,90/kg (sem impostos).

“Nós vendemos nossa resina de PVC a R$ 4,50 a R$ 5,20/kg, e nem podemos nos beneficiar dos créditos tributários concedidos aos fornecedores de resinas virgens”, lamenta Daniela.

Buscando mais competitividade, a Alassia baixou seus preços; mesmo assim, vem atingindo volumes de vendas similares aos do ano passado.

Economia circular: Queda de preços das resinas virgens prejudica recicladas ©QD Foto: Divulgação
Daniela: investir em tecnologia é fundamental para o setor

“Mas tivemos aumento significativo na procura por beneficiamento de resíduos”, destaca Daniela, referindo-se ao serviço prestado para empresas interessadas em aproveitar suas sobras e rejeitos de PE.

A Krisoll até registrará este ano algum crescimento na venda de produtos com resinas recicladas, afirma Vladimir de Oliveira, diretor de vendas dessa empresa que produz compostos com poliamidas, tanto virgens quanto recicladas por ela própria a partir de resíduos pós-industriais (em menor escala, fornece também compostos de resinas como poliacetal, PBT, ABS/PC, entre outras). “Mas será um crescimento inferior aos dos negócios com resinas virgens”, ressalva Oliveira.

Cerca de 25% do volume de compostos de PA atualmente comercializado pela Krisoll é hoje realizado com resinas recicladas. “Tivemos alguns clientes que estavam utilizando reciclados e passaram a demandar material virgem. Nosso reciclado está em patamares de preços de aproximadamente 70% a 75% do preço do material virgem; já esteve em 50%”, compara Oliveira.

Novos produtos

Sinal evidente da confiança na continuidade da expansão desse mercado, fornecedores de resinas recicladas seguem anunciando investimentos e projetos, apesar das dificuldades que hoje enfrentam. A Braskem, por exemplo, lançou neste mês de novembro uma versão reciclada de EVA – resina largamente utilizada no setor calçadista –, passando a oferecer versões recicladas de todas as suas resinas virgens (fornece atualmente cerca de cinquenta grades de resinas recicladas de PE, PP e PVC).

Também desenvolve novas aplicações para resinas recicladas, como um stand up pouch 100% feito de PE, agora utilizado por um fertilizante orgânico da marca Organosolví – desenvolvido em parceria com a convertedora de embalagens Antilhas (veja mais sobre isso na reportagem sobre tintas para plásticos) –, e uma bombona de 20 litros que acondiciona os produtos da fabricante de óleos combustíveis Moove, nas quais há 40% de reciclados PCR. “Esse mercado do óleo lubrificante, antes um desafio técnico, é bastante promissor”, ressalta Fabiana.

A Braskem também segue destinando recursos à reciclagem química, em alguns casos em projetos desenvolvidos em parceria com empresas como a norte-americana Nexus e a holandesa Vitol. “Estamos também trabalhando no desenvolvimento de uma tecnologia própria de reciclagem química”, destaca Fabiana, lembrando que recentemente se completou o primeiro aniversário da plataforma Wenew, na qual a empresa agora integra produtos, iniciativas, parcerias e projetos focados na economia circular, inclusive as resinas recicladas.

A Dow, adianta Montagnani, no próximo ano passará a trabalhar com mais uma planta de reciclagem, e incluirá PEBD e PE linear em sua linha de reciclados, hoje composta apenas por PEAD. “E recentemente entrou em operação nossa planta de reciclagem química no Reino Unido”, diz, referindo-se a uma parceria com a Mura Technology.

Resinas recicladas, prevê o profissional da Dow, devem paulatinamente constituir um mercado específico, menos vinculado às virgens, especialmente quando houver um arcabouço regulatório que estabeleça, entre coisas, percentuais mínimos de uso de materiais reciclados. “Também falta um índice de preços mais robusto para resinas recicladas, como existe para resinas virgens”, complementa.

Capacidades adicionais

Está pronta para inauguração a sétima fábrica do grupo Clean Plastic, que operará em Manaus-AM. “Com ela, ampliaremos em cerca de 15% nossa capacidade, hoje de 120 mil toneladas anuais de PE e PP”, informa Tanaka.

A Plaskaper, afirma Gonçalves, deve no próximo ano elevar em cerca de 20% sua atual capacidade produtiva, situada no patamar de 1,2 mil t/mês.

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Gonçalves: reciclado de alto desempenho tem mercado firme

“Há potencial crescente de negócios no mercado dos reciclados de alto desempenho, que trabalha com contratos mais longos e produtos específicos”, justifica Gonçalves.

Ele identifica no mercado brasileiro da reciclagem uma grande dificuldade de obtenção de matéria-prima de qualidade.

“Filmes shrink, por exemplo, exigem características específicas de transparência e densidade. Ainda não existe uma boa tecnologia para a obtenção desse material, precisamos de um processo interno de separação manual muito eficaz”, observa o profissional da Plaskaper.

Tecnologia é qualificada como ferramenta básica para a evolução dessa indústria também por Daniela, da Alassia.

“Para serem competitivas, as resinas recicladas precisam cada vez mais estar relacionadas à qualidade e sustentabilidade, e isso exige investimento em tecnologia”, ressalta a profissional da Alassia, empresa que nos próximos dois anos deve elevar em 20% sua atual capacidade produtiva de 300 t/mês. “Já tínhamos esse projeto de ampliação da capacidade antes da atual conjuntura, e estamos mantendo-o até porque estamos crescendo bastante na área de prestação de serviços”, relata.

A Krisoll, informa Oliveira, acaba de adquirir uma nova extrusora que quase duplicará sua capacidade de reciclagem, hoje entre 70 e 80 t/mês.

“Estamos ajustando o layout da fábrica para iniciar a operação desse equipamento”, diz. A empresa começa a implementar um projeto para reciclar também resíduos PCR de poliamida. “Esse projeto deve dar bastante tração para nossa presença no mercado de resinas recicladas, no qual acredito bastante”, destaca.

Resinas virgens: Perspectivas


Apesar de algumas quedas de preços registradas nos últimos meses, ao menos por enquanto não é possível visualizar nenhum fator capaz de manter, no próximo ano, um movimento consistente de redução dos preços das resinas virgens, analisa Jaroski, da MaxiQuim, que vê nessa atual queda de preços apenas “um repique” em um ciclo de baixa da atividade petroquímica global.

“Não creio que em 2024 a situação seja muito distinta daquela registrada este ano. Entraram em operação muitas fábricas de resinas: plantas muito produtivas, com grandes capacidades”, avalia.

Mantendo-se baixos os preços dos plásticos virgens, pondera Jaroski, não deve se alterar muito a atual conjuntura do mercado de resinas recicladas. “Acho que nada mudará no próximo ano, a não ser que ocorra algo fora da curva, como uma ampliação dos conflitos no Oriente Médio, alguma regulamentação que obrigue o uso de reciclados, a adoção de tarifas diferenciadas para quem usa reciclados”, diz. “Mas a economia circular veio para ficar, quando se recuperarem os preços dos plásticos virgens, certamente a indústria da reciclagem voltará a crescer.”

Paula, da Icis, crê que ao menos até o final deste ano a indústria brasileira da reciclagem seguirá avançando em ritmo lento; mas deve logo se recuperar, até pela intensificação de imposições legais.

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Paula: qualidade do sistema de coleta ainda é baixa no Brasil

“Ela avançará mais rapidamente quando houver a exigência de índices mínimos de conteúdo reciclado, como já há na Europa e em alguns estados norte-americanos”, pondera Paula.

Para ela, mais até que a ampliação da capacidade de oferta de resinas recicladas, essa indústria demanda uma evolução na qualidade de sua matéria-prima. “O Brasil tem uma boa estrutura de catadores, mas a coleta precisa evoluir não apenas quantitativamente, mas também qualitativamente”, postula Paula.

Teixeira, da Abiplast, endossa essa afirmação da oferta de matéria-prima como um gargalo do processo de desenvolvimento do mercado brasileiro de resinas recicladas. “Essa indústria possui capacidade para reciclar mais do que as 1,1 milhão de t/ano de resinas PCR colocadas no mercado. O impedimento para um volume maior de reciclagem reside na escassez de oferta de resíduos devidamente separados e triados com qualidade”, avalia.

Também são necessárias, ressalta Teixeira, ações na estrutura tributária do país, que ainda não possui sequer uma nomenclatura capaz de diferenciar o material reciclado da matéria-prima de origem petroquímica.

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Teixeira: resina reciclada tem composição de custos diferente

“Isso prejudica o reciclador, uma vez que a indústria petroquímica não apenas possui uma estrutura empresarial completamente distinta, mas também desfruta de regimes especiais, como o Reiq, dos quais os recicladores não podem se beneficiar”, ressalta.

“Apesar dos desafios e gargalos, o cenário é positivo e a reciclagem de plásticos é uma das atividades com maior ritmo de crescimento na indústria de transformados plásticos.”

Marçon, da Abipet, crê que a demanda por PET reciclado logo voltará a crescer. “Aliás, já deve estar crescendo, não apenas pela questão do preço, mas também porque no verão há muito mais matéria-prima disponível”, observa.

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Marçon: brand owners seguem aumentando metas de reciclagem ©QD Foto: Divulgação/Abiplast – Eudes Santana

“E estamos recebendo muitas informações de empresas interessadas em começar a usar, ou usar ainda mais, o PET reciclado”, complementa.

Várias empresas anunciaram – algumas até já implantaram – projetos de expansão de sua capacidade de produção de PET reciclado. “Até o final de 2024 deve ser ampliada em pelo menos 20% essa capacidade, hoje de 450 mil t/ano”, finaliza o presidente da Abipet, anunciando que ainda em 2023 a entidade lançará uma versão atualizada de um guia com diretrizes para a reciclabilidade de uma garrafa PET.

Sinctronics


A partir do próximo ano o Sinctronics disponibilizará ao mercado as resinas que recicla, por enquanto destinadas basicamente aos produtores de eletroeletrônicos para os quais implementa serviços de logística reversa (a HP, por exemplo).

“Já no primeiro semestre, deveremos implantar o segundo turno em nossa planta”, adianta Milton Froiman, gerente de operações e negócios do Sinctronics, operação de logística reversa e reciclagem de eletroeletrônicos estruturada pela Flex (multinacional que em diversos países fabrica esse gênero de produtos para posterior comercialização com outras marcas).

Em sua fábrica de Sorocaba-SP, o Sinctronics desmonta eletroeletrônicos descartados, destina alguns dos materiais assim obtidos a recicladores especializados, e recicla lá mesmo os plásticos, entre os quais predominam ABS e poliestireno de alto impacto (muitas vezes utilizados na produção de novos componentes de eletroeletrônicos). “Estamos agora desenvolvendo alguns projetos com PC e PC/ABS”, revela Froiman.

Além do material proveniente de programas de logística reversa de fabricantes, o Sinctronics também recebe resíduos de outras fontes, como cooperativas.

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Froiman: preço das recicladas deve se desligar das virgens

“No começo do ano, os preços dos resíduos fornecidos por essas fontes estavam muito altos, mas depois baixaram bastante, talvez pela própria redução da demanda por reciclados resultante da queda nos preços das resinas virgens”, pondera Froiman.

Em outros países, ele compara, os preços das resinas recicladas já estão menos atrelados ao comportamento dos preços dos plásticos virgens, e mais estáveis quando esses últimos oscilam. “Creio que isso acontecerá também por aqui”, prevê Froiman.

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