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Resinas termoplásticas – câmbio e pandemia sacodem mercado

Antonio Carlos Santomauro
15 de novembro de 2020
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    Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação

    Natal: procura por chapas de MMA reativou fábrica na Bahia

    Outras resinas – No mercado brasileiro de poliestireno, o volume de vendas deve ser este ano cerca de 10% inferior àquele realizado em 2019, projeta Marcelo Natal, diretor comercial de estirênicos da Unigel, empresa que entre outros produtos fornece poliestireno cristal e alto impacto para produtos de uso único, para XPS e EPS (PS extrudado e expandido), e para laminados, além de atuar também no mercado do acrílico com o monômero MMA e suas chapas. “No primeiro semestre, considerando todas as aplicações, o mercado brasileiro de PS encolheu cerca de 20%, relativamente ao mesmo período de 2019”, comunica Natal.

    Segundo ele, a partir de julho, notou-se “boa recuperação” da demanda por poliestireno; em alguns segmentos, com vendas até superiores às do ano passado, por exemplo, nas aplicações de XPS, que acondicionam alimentos em pontos de venda e em sistemas de delivery (esse segmento corresponde a cerca de 17% do mercado brasileiro de PS). “De um ano para cá os produtores de chapas de XPS estavam até expandindo sua capacidade. Isso foi importante para atender a demanda de agora”, destaca Natal. “Creio que o mercado de XPS continuará aquecido mesmo após a pandemia, pois cresceu o hábito do delivery e ao menos parte disso deve se manter”, acrescenta.

    De julho em diante, prossegue Natal, também atingiu volumes superiores aos do ano passado a demanda por PS para a indústria de refrigeradores. Retraiu-se, porém, o uso da resina em produtos de uso único, como copos e talheres, pois fechou-se um mercado fundamental para essas aplicações: eventos e festas. Com amplo uso em equipamentos de proteção e individual e em barreiras de estabelecimentos comerciais, cresceu a demanda tanto pelo polímero MMA quanto pelas chapas acrílicas. Em abril, a Unigel reativou uma operação de produção de chapas que mantém na Bahia, mas estava sem operação há cerca de cinco anos.

    Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação

    Jane: recorde de vendas no Brasil foi quebrado em agosto

    A operação brasileira da fabricante de poliamidas Radici registrou, no terceiro trimestre, uma forte recuperação em seus volumes de negócios, relata Jane Campos, CEO da empresa na América Latina. “Em agosto batemos nosso recorde histórico de vendas no Brasil”, afirma Jane, que credita parte dessa recuperação ao auxílio emergencial concedido pelo governo, que ampliou a demanda por bens duráveis e por materiais para reformas de residências (poliamidas são usadas, por exemplo, em interruptores de luz e espelhos de tomadas). “O varejo começou a recompor estoques, e isso também incrementou a demanda”, ressalta Jane.

    Durante o primeiro semestre, no Brasil a Radici registrou um resultado 23% inferior ao do mesmo período de 2019. “Até tivemos algum crescimento no segmento de embalagens, responsável por cerca de 15% de nossos negócios, mas a indústria automobilística, principal usuária de poliamidas, praticamente parou”, justifica Jane.

    Maior fornecedora de poliamidas do Brasil, a Basf já vive um “processo gradual” de reaquecimento de suas vendas, afirma Murilo Feltran, gerente de produtos de Materiais de Performance da empresa na América do Sul. “Além do setor automotivo, também as indústrias de calçados e de bens de consumo já começam a apresentar recuperação”, detalha.



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