Aditivos e Masterbatches

Resinas termoplásticas – câmbio e pandemia sacodem mercado

Antonio Carlos Santomauro
15 de novembro de 2020
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    Poliolefinas, PVC, PET – Se ainda têm dificuldades para projetar o cenário dos meses finais do ano, neste terceiro trimestre os fornecedores de resinas não devem ter muitos motivos para queixas. A Braskem, por exemplo, anunciou ter batido em agosto seu recorde histórico mensal em volume de vendas de resinas no mercado interno, superando a marca de 350 mil toneladas de PE, PP e PVC. “Nos meses de julho e agosto, a demanda por produtos químicos e resinas voltou aos patamares de 2019”, informa Fabio Santos, diretor de estratégia de produto, comunicação e serviços da empresa.

    No segundo trimestre deste ano, o volume de vendas da Braskem foi 19% inferior ao registrado no trimestre anterior, e 15% menor quando comparado ao do mesmo período de 2019. Santos crê ser ainda difícil fazer projeções para o restante do ano, dada a volatilidade da demanda, que segue em um movimento ascendente: “Enquanto em abril produzimos 289 mil toneladas, em junho esse número subiu para 407 mil toneladas, tendo a demanda interna crescido mais que as exportações, respectivamente, cerca de 33% e 17%”, detalha.

    Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação

    DESEMPENHO POR RESINA NO BRASIL

    Castro: área da saúde manteve firmes as suas compras de PVC ©QD Foto: Divulgação

    Castro: área da saúde manteve firmes as suas compras de PVC

    Por sua vez, a Unipar viu o índice de ocupação de sua capacidade instalada de produção de PVC – cujo maior mercado é a construção civil – baixar de 63,6% no primeiro semestre de 2019, para 52% no mesmo período deste ano (esse índice inclui a capacidade total das plantas da empresa no Brasil e na Argentina).

    A retração, ressalta Alexandre de Castro, diretor comercial de PVC da Unipar, concentrou-se no período compreendido entre os meses de abril e maio. “Em junho, notamos um aumento na demanda e uma forte recuperação”, afirma. “Mercados ligados à área da saúde – como a fabricação de blisters, embalagens de medicamentos e bolsas de sangue –, bem como o segmento de filmes, mantiveram a demanda estável mesmo com a pandemia”, acrescenta.

    O mercado de embalagens PET apresentou no primeiro semestre uma redução de volumes entre 8% e 10% em relação ao mesmo período de 2019, avalia Auri Marçon, presidente executivo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET). A pandemia, especialmente no mês de abril, impactou fortemente mercados importantes para essa resina, como os refrigerantes e sucos naturais. “Mas vale lembrar que esses mesmos mercados tiveram um ótimo verão, compensando parcialmente a queda”, ressalta Marçon.

    Não se alterou a demanda por PET para embalagens de óleo comestível, que em alguns meses até registrou elevação sobre 2019, pois esse é um produto com forte consumo domiciliar e a Covid-19 aumentou a quantidade de refeições preparadas nas residências. “Parte da queda de demanda foi compensada pelo consumo adicional da resina para embalar produtos para limpeza e saneantes, de álcool gel, inclusive”, observa o presidente da Abipet.

    No total deste ano, prevê Marçon, pode ser inferior a 5% a queda nos volumes comercializados no Brasil de PET para embalagens. “Já estamos muito próximos dos volumes comercializados em agosto e setembro do ano passado, e são boas as expectativas para o verão”, destaca.



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