Resinas Termoplásticas: Câmbio e Pandemia Sacodem Mercado e Pedem Mudanças

Revista Plástico Moderno

Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação

Termoplásticas: Assim como derrubou a procura por seus produtos, a Covid-19 obrigou a indústria de resinas a também reduzir a sua oferta, seja para se adequar à demanda menor, seja pela necessidade de atender às regras de isolamento social. Como seus fornecedores passaram por processo similar, surgiram relatos globais de dificuldades de obtenção de matérias-primas, inclusive, mas não apenas, a nafta, bem como de seus derivados. Assim, quando a demanda começou a recuperar o fôlego, faltou resina no mercado mundial.

Por se tratar de atividade globalizada, o que acontece em uma região do mundo afeta as demais. Como a fortíssima economia da China começou a se recuperar mais cedo da pandemia, intensificaram-se também antecipadamente suas avultadas compras, tornando ainda mais escassa a oferta para países onde a economia se recuperou depois. Caso do Brasil, onde os fabricantes de resinas, mesmo administrando vendas e restringindo exportações, encontraram dificuldades para atender, além de seus clientes habituais, também a demanda de transformadores que, antes usuários de resinas importadas, deixaram de dispor dessa fonte de matéria-prima.

Marta Loss Drummond, analista de mercado de resinas termoplásticas da consultoria MaxiQuim Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Marta: recuperação da demanda já começou em vários setores

Tal situação impactou os preços cobrados pelas resinas: em um primeiro momento, ao menos, com uma recuperação muito rápida de preços que haviam baixado quando a demanda caiu.

Como esses preços são vinculados ao dólar, eles foram afetados por aqui também pela uma variação cambial que nos primeiros sete meses deste ano valorizou a moeda norte-americana em quase 30% em relação ao real. Até porque durante algum tempo a demanda esteve muito fraca e os preços das resinas em reais não subiram tanto: “Em reais, nos sete primeiros meses deste ano eles subiram entre 10% a 15%”, estima Marta Loss Drummond, analista de mercado de resinas termoplásticas da consultoria MaxiQuim.

Este ano, projeta Marta, o consumo brasileiro de resinas termoplásticas (PE, PP, PS, PVC e PET) deverá ficar entre 4% e 5% inferior ao de 2019. “Comparativamente ao mesmo período do ano passado, estimo uma queda de 6% no primeiro semestre deste ano”, calcula (ver box com números do setor no primeiro semestre).

Resinas e Aditivos

Gradualmente, observa a profissional da Maxiquim, já se reaquece a demanda por resinas mesmo nos setores mais atingidos pela pandemia, como as indústrias de automóveis e de eletroeletrônicos. O mesmo acontece na construção civil, muito prejudicada no início da Covid-19. “Agora há pequenas reformas domiciliares, pessoas adaptando suas casas para home office, investindo na reforma de ambientes as quantias antes destinadas a viagens. Isso aumenta a demanda por materiais de construção, móveis, eletrônicos”, ressalta.

Edison Terra, coordenador da Coplast (Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas), da Abiquim Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Terra: mercado global voltou ao equilíbrio no 3º trimestre

Difícil, porém, ao menos por enquanto, prognosticar como prosseguirá essa recuperação, pondera Edison Terra, coordenador da Coplast (Comissão Setorial de Resinas Termoplásticas), da Abiquim.

Houve, como relata, intenso aquecimento da demanda em julho e em agosto, e isso deve se manter em setembro. Mas as projeções para além desse período devem considerar alguns fatores. “O que acontecerá após a redução do auxílio emergencial, que ajudou a alavancar também o consumo de bens duráveis, e mesmo a construção civil?”, indaga Terra.

Ele também aponta que, nos finais de ano, muitos transformadores reduzem sua produção e a consequente demanda por resinas. “Mas, na medida em que haverá menos gente viajando – até porque muitas empresas já concederam férias coletivas –, isso não mudará o comportamento dos consumidores e, consequentemente, as programações dos transformadores?”, questiona o coordenador da Coplast.

Resinas Termoplásticas: Poliolefinas, PVC, PET

Se ainda têm dificuldades para projetar o cenário dos meses finais do ano, neste terceiro trimestre os fornecedores de resinas não devem ter muitos motivos para queixas.

A Braskem, por exemplo, anunciou ter batido em agosto seu recorde histórico mensal em volume de vendas de resinas no mercado interno, superando a marca de 350 mil toneladas de PE, PP e PVC. “Nos meses de julho e agosto, a demanda por produtos químicos e resinas voltou aos patamares de 2019”, informa Fabio Santos, diretor de estratégia de produto, comunicação e serviços da empresa.

No segundo trimestre deste ano, o volume de vendas da Braskem foi 19% inferior ao registrado no trimestre anterior, e 15% menor quando comparado ao do mesmo período de 2019. Santos crê ser ainda difícil fazer projeções para o restante do ano, dada a volatilidade da demanda, que segue em um movimento ascendente: “Enquanto em abril produzimos 289 mil toneladas, em junho esse número subiu para 407 mil toneladas, tendo a demanda interna crescido mais que as exportações, respectivamente, cerca de 33% e 17%”, detalha.

Desempenho por Resina Termoplástica no Brasil

Desempenho das Resinas termoplásticas no Brasil: Polietilenos, Polipropileno, Poliestireno e PET- câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
DESEMPENHO POR RESINA NO BRASIL
Castro: área da saúde manteve firmes as suas compras de PVC ©QD Foto: Divulgação
Castro: área da saúde manteve firmes as suas compras de PVC

Por sua vez, a Unipar viu o índice de ocupação de sua capacidade instalada de produção de PVC – cujo maior mercado é a construção civil – baixar de 63,6% no primeiro semestre de 2019, para 52% no mesmo período deste ano (esse índice inclui a capacidade total das plantas da empresa no Brasil e na Argentina).

A retração, ressalta Alexandre de Castro, diretor comercial de PVC da Unipar, concentrou-se no período compreendido entre os meses de abril e maio. “Em junho, notamos um aumento na demanda e uma forte recuperação”, afirma.

“Mercados ligados à área da saúde – como a fabricação de blisters, embalagens de medicamentos e bolsas de sangue –, bem como o segmento de filmes, mantiveram a demanda estável mesmo com a pandemia”, acrescenta.

O mercado de embalagens PET apresentou no primeiro semestre uma redução de volumes entre 8% e 10% em relação ao mesmo período de 2019, avalia Auri Marçon, presidente executivo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET).

A pandemia, especialmente no mês de abril, impactou fortemente mercados importantes para essa resina, como os refrigerantes e sucos naturais. “Mas vale lembrar que esses mesmos mercados tiveram um ótimo verão, compensando parcialmente a queda”, ressalta Marçon.

Não se alterou a demanda por PET para embalagens de óleo comestível, que em alguns meses até registrou elevação sobre 2019, pois esse é um produto com forte consumo domiciliar e a Covid-19 aumentou a quantidade de refeições preparadas nas residências. “Parte da queda de demanda foi compensada pelo consumo adicional da resina para embalar produtos para limpeza e saneantes, de álcool gel, inclusive”, observa o presidente da Abipet.

No total deste ano, prevê Marçon, pode ser inferior a 5% a queda nos volumes comercializados no Brasil de PET para embalagens. “Já estamos muito próximos dos volumes comercializados em agosto e setembro do ano passado, e são boas as expectativas para o verão”, destaca.

Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Natal: procura por chapas de MMA reativou fábrica na Bahia

Outras Resinas

No mercado brasileiro de poliestireno, o volume de vendas deve ser este ano cerca de 10% inferior àquele realizado em 2019, projeta Marcelo Natal, diretor comercial de estirênicos da Unigel, empresa que entre outros produtos fornece poliestireno cristal e alto impacto para produtos de uso único, para XPS e EPS (PS extrudado e expandido), e para laminados, além de atuar também no mercado do acrílico com o monômero MMA e suas chapas. “No primeiro semestre, considerando todas as aplicações, o mercado brasileiro de PS encolheu cerca de 20%, relativamente ao mesmo período de 2019”, comunica Natal.

Segundo ele, a partir de julho, notou-se “boa recuperação” da demanda por poliestireno; em alguns segmentos, com vendas até superiores às do ano passado, por exemplo, nas aplicações de XPS, que acondicionam alimentos em pontos de venda e em sistemas de delivery (esse segmento corresponde a cerca de 17% do mercado brasileiro de PS).

“De um ano para cá os produtores de chapas de XPS estavam até expandindo sua capacidade. Isso foi importante para atender a demanda de agora”, destaca Natal. “Creio que o mercado de XPS continuará aquecido mesmo após a pandemia, pois cresceu o hábito do delivery e ao menos parte disso deve se manter”, acrescenta.

De julho em diante, prossegue Natal, também atingiu volumes superiores aos do ano passado a demanda por PS para a indústria de refrigeradores.

Retraiu-se, porém, o uso da resina em produtos de uso único, como copos e talheres, pois fechou-se um mercado fundamental para essas aplicações: eventos e festas. Com amplo uso em equipamentos de proteção e individual e em barreiras de estabelecimentos comerciais, cresceu a demanda tanto pelo polímero MMA quanto pelas chapas acrílicas. Em abril, a Unigel reativou uma operação de produção de chapas que mantém na Bahia, mas estava sem operação há cerca de cinco anos.

Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Jane: recorde de vendas no Brasil foi quebrado em agosto

A operação brasileira da fabricante de poliamidas Radici registrou, no terceiro trimestre, uma forte recuperação em seus volumes de negócios, relata Jane Campos, CEO da empresa na América Latina.

“Em agosto batemos nosso recorde histórico de vendas no Brasil”, afirma Jane, que credita parte dessa recuperação ao auxílio emergencial concedido pelo governo, que ampliou a demanda por bens duráveis e por materiais para reformas de residências (poliamidas são usadas, por exemplo, em interruptores de luz e espelhos de tomadas).

“O varejo começou a recompor estoques, e isso também incrementou a demanda”, ressalta Jane.

Durante o primeiro semestre, no Brasil a Radici registrou um resultado 23% inferior ao do mesmo período de 2019. “Até tivemos algum crescimento no segmento de embalagens, responsável por cerca de 15% de nossos negócios, mas a indústria automobilística, principal usuária de poliamidas, praticamente parou”, justifica Jane.

Maior fornecedora de poliamidas do Brasil, a Basf já vive um “processo gradual” de reaquecimento de suas vendas, afirma Murilo Feltran, gerente de produtos de Materiais de Performance da empresa na América do Sul. “Além do setor automotivo, também as indústrias de calçados e de bens de consumo já começam a apresentar recuperação”, detalha.

Feltran: calçados e bens de consumo também se recuperam Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Feltran: calçados e bens de consumo também se recuperam

Presente em vários mercados, a Basf, pondera Feltran, consegue algum equilíbrio entre as perdas e ganhos em cada um deles. Assim, se registrou queda em mercados importantes como a indústria automobilística, também se expandiu em setores como energia e telecomunicações, e na produção de cadeiras para escritório, mais procuradas com o aumento do trabalho em home office, e que além de peças estruturais em poliamida têm assentos e encostos feitos em poliuretano (que a empresa também fornece).

“Aumentou também a procura por polisulfona, para aplicação em equipamentos que exigem esterilização, como artigos médicos e componentes de respiradores e ventiladores”, especifica Feltran.

A expressiva redução das operações da indústria automobilística afetou também os negócios da Ineos Styrolution, que no Brasil fornece as resinas estirênicas ABS, SAN, ASA e ABS/PC – usadas também em eletrodomésticos e eletroeletrônicos – e resinas de SBC (copolímeros de estireno e butadieno) para embalagens e modificação de impacto de PS. Porém, já a partir de julho, consolidou-se um movimento de “forte recuperação” das vendas, como relata Fabio Bordin, diretor da Ineos Styrolution na América do Sul.

Bordin Ineos cadeia produtiva está com estoques muito baixos Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Bordin: cadeia produtiva está com estoques muito baixos

É difícil, observa Bordin, qualificar desde já essa recuperação como temporária ou sustentável. “Mas tendo a achar que ela é sustentável, as previsões de vendas de meus clientes são otimistas”, argumenta. “Se eu tivesse mais material disponível, estaria vendendo; em função do estoque, estou até precisando administrar as vendas”, acrescenta.

A pandemia afetou mais severamente a demanda de resinas como o ASA e ABS HH (high heat), cujo principal destino é o setor automotivo. “Já nossas resinas Styrolux e Styroflex (ambas resinas de SBC), muito usadas na modificação de impacto do poliestireno, tiveram seus volumes aumentados pela maior necessidade de produtos descartáveis”, diz. “O segmento de linha branca também foi afetado, mas em menor volume quando comparado ao automotivo”, finaliza.

Estabilização – Neste trimestre, projeta Edison Terra, da Coplast, deve se estabilizar a relação entre a oferta e a demanda no mercado global, cuja escassez dificultou enormemente a importação de resinas como o PE, PP, e PVC.

“O PVC, por exemplo, está em falta em todo o mundo, inclusive na China”, destaca Terra.

Mas, ao menos durante mais algum tempo, seguirá reduzida a importação, crê Marta Drummond, da Maxiquim. “A exportação também deve seguir em baixa, pois o mercado interno está lentamente recuperando a demanda e os produtores locais devem se focar nas vendas internas”, ressalta.

Esse maior foco nos clientes locais pode explicar a redução da participação do mercado externo nos negócios totais da Braskem: “Essa participação ficou em torno de 30% no segundo trimestre, mas deverá ser menor no segundo semestre”, projeta Santos.

Tanto as economias emergentes quanto as mais desenvolvidas, ressalta o profissional da Braskem, registrarão queda na demanda por resinas em 2020, mas a América do Norte e a Europa serão as regiões mais afetadas, e terão um período de recuperação mais lento. “Para 2021, há expectativa de crescimento da demanda em todas as regiões”, observa.

Marçon: ABIPET produção de PET não sofreu restrição de insumos Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Marçon: produção de PET não sofreu restrição de insumos

Em um cenário no qual houve relato de falta de matéria-prima para a produção de plásticos, ele salienta que a Braskem recentemente assinou com a Petrobras dois novos contratos para fornecimento de nafta petroquímica: um para abastecimento das unidades da Bahia e outro para atender às fábricas no Rio Grande do Sul.

Eles garantem à companhia o fornecimento de um volume mínimo anual de 650 mil toneladas e um adicional máximo até 2,8 milhões de t/ano. “Com prazo de cinco anos, os acordos entram em vigor em dezembro próximo, quando se encerra o contrato atual”, relata Santos.

A nafta não foi o único insumo com oferta impactada pela pandemia: houve também, por exemplo, algum desequilíbrio na oferta de do PIA (ácido isoftálico purificado), que tem participação secundária na obtenção de PET. “Isso já está regularizado; vez por outra falta algum aditivo, mas isso não afetou o PET, pois os grandes players da resina garantiram o abastecimento”, afirma Auri Marçon.

O Brasil, diz o presidente da Abipet, é autossuficiente na produção de PET, e produz internamente também as duas matérias-primas dessa resina: o PTA (ácido tereftálico) e MEG (mono etilenoglicol). “Também por questões sazonais, o país tem pouco risco de desabastecimento na cadeia petroquímica do PET: quando o consumo se aquece aqui, ele diminui no hemisfério norte”, acrescenta.

Mas não será por falta ou encarecimento de matérias-primas que, conforme prevê Jane Campos, da Radici, até o final deste ano tanto a poliamida 6 quanto a 6.6 tenham seus preços elevados em aproximadamente 30% (relativamente aos valores atuais). “Com a queda da demanda em decorrência da pandemia, esses preços tinham caído mais de 30%; então, há mais um processo de recuperação que de aumento de preços”, argumenta Jane.

Ela qualifica o atual comportamento do mercado brasileiro de resinas como “bem similar” ao do chinês, com uma queda muito acentuada no início da pandemia e uma recuperação também muito rápida. “Na Europa, as quedas foram menos acentuadas, mas a recuperação também está mais lenta”, compara. “Em âmbito global, a Radici fixou para 2021 a meta de crescer 4%, relativamente a 2020”, diz Jane. “No Brasil, com a pandemia, nossos negócios devem ser este ano cerca de 10% inferiores aos realizados em 2019”.

Ajuda Emergencial

A ajuda emergencial concedida pelo governo contribuiu para amenizar a queda da atividade econômica brasileira, mas não evitou que, segundo estimativas da Maxiquim, no primeiro semestre a demanda nacional por resinas registrasse queda de 6% em comparação com o mesmo período de 2019. Nesse mesmo período, a produção nacional de resinas diminuiu 7,6% (Tabela 1).

Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Tabela 1 – Variação na produção nacional de resinas

Novamente, comparando-se os primeiros semestres deste ano e de 2019, a balança comercial mostrou pequeno aumento nas importações e redução mais expressiva nas exportações (Tabela 2), até porque os produtores nacionais devem focar mais o mercado interno, pode-se projetar quedas ainda maiores nas exportações na segunda metade deste ano.

E, como indica a Tabela 3, a pandemia provocou um rearranjo na demanda por resinas entre os diferentes mercados, provocando, entre outras coisas, aumento na procura por PE para o setor alimentício, e a virtual cessação da demanda por PP na indústria automobilística.

Tabela 2 - Balança comercial brasileira de resinas (toneladas) Plástico Moderno - Resinas termoplásticas - câmbio e pandemia sacodem mercado e pedem mUdanças ©QD Foto: Divulgação
Tabela 2 – Balança comercial brasileira de resinas (toneladas)

PVC e PS, detalha Marta Drummond, da Maxiquim, estiveram entre as resinas mais afetadas pela pandemia. O PVC, em decorrência da forte retração inicial da construção civil. “Por sua vez, o PS foi mais utilizado em embalagens para entregas, mas caiu muito seu uso em artigos descartáveis”, explica Marta. “Em 2021, o consumo brasileiro de resinas deve se elevar em 5%, em relação a 2020”, projeta.

Tabela 3 - Participação dos vários mercados no consumo das resinas da Braskem no Brasil ©QD Foto: Divulgação
Tabela 3 – Participação dos vários mercados no consumo das resinas da Braskem no Brasil

Sem arriscar previsões, Edison Terra, da Coplast, visualiza alguns fatores capazes de fortalecer a demanda nacional no decorrer próximo ano. “O setor agro vai bem e consome cada vez mais plásticos”, especifica. “Gradativamente, a nova Lei do Saneamento deverá gerar investimentos também nesse setor, que usa muitas resinas”, acrescenta.

Conjunturas complexas como a atual podem levar a aprendizados, pondera o coordenador da Coplast: “Em outros países há mais parcerias, relacionamentos mais duradouros, enquanto no Brasil as negociações são muito pontuais; talvez seja a hora de trabalhar, também aqui, com mais contratos e com fórmulas definidas de preços”, enfatiza Terra.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios