Conhecer as resinas plásticas é fundamental – Transformação de Plásticos

Conhecer o comportamento das resinas plásticas é fundamental para o sucesso da sua transformação, especialmente no caso das peças injetadas, no qual essa característica precisa ser dominada pelo projetista do molde, mas também pelos preparadores e reguladores das máquinas.

Quando essas características são desprezadas, as peças obtidas se apresentam com dimensões diferentes das esperadas. Explico por que a seguir.

No extenso universo da fabricação dos produtos plásticos, podemos identificar dois elementos principais: as resinas e os processos de transformação.

Entre as resinas plásticas (ou polímeros), podemos citar inúmeros materiais sintéticos agrupados em três grandes famílias:

  1. Commodities
  2. Plásticos de engenharia
  3. Materiais de alta performance

Cada um deles com propriedades e características diferentes e, além disso, modificados pela adição de um grande número de cargas e aditivos.

Resinas Plásticas – Quanto aos processos de transformação, os principais são:

  1. Injeção,
  2. Extrusão (de filmes, tubos, perfis, chapas, recobrimentos de cabos, granulação, multifilamentos, ráfia e outros)
  3. Sopro (convencional com auxílio de extrusora ou por injection-blow)
  4. Termoformagem a vácuo,
  5. Rotomoldagem,
  6. Compressão,
  7. Calandragem e outros.

Cada processo emprega ferramentas adequadas, a exemplo de moldes, cabeçotes, calibradores e outros periféricos que dão a forma final aos itens transformados.

As dificuldades encontradas para o processamento e as exigências com relação às propriedades e qualidade final se mostram cada vez mais rigorosas.

Nesta coluna, enfocarei o processo de injeção, o mais utilizado pela indústria, sem menosprezar os demais que são igualmente importantes, mas é o processo com o qual tenho mais familiaridade e experiência para compartilhar.

A fabricação de peças injetadas utiliza máquinas injetoras com características técnicas específicas, moldes de injeção cada vez mais complexos, que impõem a instalação de termorreguladores para operar adequadamente com alguns materiais de engenharia e de alta performance.

Além disso, são exigidos outros periféricos, como secadores, desumidificadores, alimentadores, moinhos e robôs, cada vez mais necessários para acompanhar a evolução da tecnologia.

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Com relação aos polímeros, podemos dividi-los em duas famílias: os amorfos e os cristalinos.

Polímero de Estrutura Amorfa

Entre os materiais amorfos, podemos citar o poliestireno cristal (PS), acrílico (PMMA), policarbonato (PC), estireno-acrilonitrila (SAN) e o policloreto de vinila (PVC) que são transparentes porque suas moléculas no estado sólido se encontram desarranjadas, deixando espaços vazios entre elas e, assim, permitindo a passagem da luz, dando-nos a ideia de serem materiais transparentes, tal como o vidro.

Plástico Moderno, Polímero de estrutura amorfa
Polímero de estrutura amorfa

 

Polímero de Estrutura Cristalina

Os polímeros cristalinos são materiais opacos. Exemplificando, podemos citar os polietilenos (PE), poliacetais (POM), poliésteres como o polibutileno tereftalato (PBT) e as poliamidas 6 e 6.6 (PA), nos quais suas moléculas, no estado sólido, estão organizadas e arranjadas espacialmente na forma de cristais, por isso o nome cristalino, impedindo a passagem da luz e dando-nos a impressão de serem resinas brancas e opacas.

Plástico Moderno, Polímero de estrutura cristalina
Polímero de estrutura cristalina

A cristalinidade está relacionada com diversos fatores, como o grau de ramificações das moléculas, peso molecular, velocidades de resfriamento e temperaturas no molde, etc.

Podemos considerar, também, a quantidade de regiões amorfas ou cristalinas encontradas nos polímeros, pois nenhum material plástico é 100% amorfo ou 100% cristalino.

Sempre teremos regiões amorfas nos polímeros cristalinos e vice-versa, portanto se um polímero apresentar uma quantidade maior de regiões amorfas, ele será considerado um material amorfo e se tiver uma quantidade maior de regiões cristalinas será considerado um material cristalino, ou mesmo semicristalino (termo encontrado em algumas literaturas), dependendo da estrutura encontrada.

Plástico Moderno, Regiões amorfas e cristalinas de um polímero
Regiões amorfas e cristalinas de um polímero

 

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Um Comentário

  1. Muito bacana, é sempre bom estar incrementando o conhecimento sobre o plásticos.
    Gostei muito, da matéria posta em sites que li uns dias atrais falando sobre o rearranjo molecular do PET, simplesmente incrível.

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