Embalagens

Resinas: PET avança em novas aplicações – Perspectivas 2018

Antonio Carlos Santomauro
23 de Fevereiro de 2018
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    Plástico Moderno, Auri Marçon, presidente executivo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET)

    Auri Marçon, presidente executivo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET)

    Discretas, ao menos por enquanto”, assim Auri Marçon, presidente-executivo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET), fala de suas perspectivas de crescimento do mercado brasileiro de PET no decorrer deste ano. Podem, porém, surgir impulsos adicionais caso a economia mais aquecida amplie as vendas de produtos nos quais essa resina hoje ganha espaço como matéria-prima das embalagens – e que têm sua demanda estimulada pela crescente preocupação com a alimentação mais saudável –, como os sucos e chás prontos para beber. “O PET vem aumentando sua participação nesses mercados”, diz Marçon. “Também se consolidou no mercado de leite UHT, no qual é esperada uma expansão”, acrescenta.

    Deve-se considerar também a evolução dos mercados nos quais o PET já tem presença bastante consolidada, nos quais realiza parte muito significativa de seus negócios, e que em situações econômicas estáveis naturalmente devem elevar suas demandas, casos de óleos, refrigerantes e água. “No mercado da água, especificamente, houve forte expansão nos últimos anos, mas ainda há espaço para crescimento”, destaca Marçon.

    Segundo ele, até mesmo a maior necessidade de reciclagem das embalagens, imposta não só pelos preceitos da sustentabilidade mas também pela legislação, hoje amplia o uso do PET para categorias de produtos que tradicionalmente utilizam outros materiais, por exemplo, os produtos de limpeza. “As embalagens de PET têm logística estabelecida há cerca de vinte anos, assim como uma ampla infraestrutura industrial voltada ao consumo do material reciclado”, justifica Maçon. “É importante notar que a demanda pelo PET reciclado tem se mantido consistente mesmo em períodos recessivos”, ressalta.

    Plástico Moderno, Resinas: PET avança em novas aplicações - Perspectivas 2018

    Mas 2017, avalia o executivo da Abipet, foi um ano “difícil” também para a indústria brasileira de PET, resina cuja demanda, segundo estimativas preliminares, em 2017, relativamente ao ano anterior, variou entre -1% e +1% (estimativas mais precisas deve ser fornecidas após o verão, época de demanda mais intensa dessa resina, e que a Abipet inclui nos cálculos das variações anuais de seu consumo). Mesmo que esse índice de 1% seja positivo, o consumo ainda será bem inferior àquele registrado em 2013 (ver Tabela 2).



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