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Resinas: Importação apoia retomada do acrílico – Perspectivas 2018

Antonio Carlos Santomauro
26 de Março de 2018
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    Plástico Moderno,

    Relativamente ao ano passado, em 2018 deve crescer algo entre 12% e 16% o volume de chapas de acrílico comercializadas no Brasil, prevê João Orlando Vian, consultor executivo do Indac (Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico). Perspectiva impactante, à primeira vista, mas ela perde um pouco de brilho quando considerada em um contexto no qual, após agudas e sucessivas quedas, a quantidade de chapas comercializadas a que ela pode conduzir – de 9 mil a 9,5 toneladas –, será ainda significativamente inferior às 12 mil toneladas registradas em 2013 (ver Tabela 3).

    Plástico Moderno, João Orlando Vian, consultor executivo do Indac (Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico)

    João Orlando Vian, consultor executivo do Indac (Instituto Nacional para Desenvolvimento do Acrílico)

    Sequer o crescimento de 8% nas vendas de chapas de acrílico registrado no Brasil em 2017 pode ser muito comemorado pelos fabricantes que atenderam apenas um terço dessa demanda, ficando as chapas importadas com um share de 64%. “Foi o primeiro ano no qual a importação de chapas de acrílico suplantou a produção local”, destaca Vian (segundo ele, em 2016 o índice da importação estava em 45%).

    Vian credita parte importante da responsabilidade pela expansão da concorrência internacional ao ingresso de chapas asiáticas por Santa Catarina, onde a tarifa de importação é de 4%, enquanto no estado de São Paulo, principal consumidor do produto, ela chega a 18%. “Estamos conversando bastante com governo, mostramos que as chapas asiáticas hoje chegam ao Brasil com preços irreais, que na verdade significam apenas o preço apenas da matéria-prima. Mas ainda não conseguimos nenhum resultado”, diz.

    E a indústria, detalha o consultor do Indac, pode atualmente produzir cerca de 15 mil toneladas de chapas acrílicas por ano; assim, a fatia de mercado efetivamente ocupada por eles em 2017, próxima de 3 mil toneladas, significou a elevadíssima taxa de ociosidade de 80%. “Para sobreviverem, muitos produtores estão virando também transformadores”, ele relata.

    De acordo com Vian, realizando a maior parte de seus negócios com atividades relacionadas à comunicação – produção de displays, por exemplo -, a indústria de chapas de acrílico responde intensamente às movimentações na economia. “Dados mostram que se indústria de transformação cai 2%, as vendas do setor crescem 5% ou 6%. Da mesma forma, suas vendas crescem 5%? ou 6% se essa indústria expande-se 2%”, ele destaca. “Mas acredito que somente daqui a quatro ou cinco anos o volume de chapas de acrílico comercializadas no Brasil retornará ao patamar de 12 mil toneladas registrado em 2013”, finaliza.

    Plástico Moderno, Tabela 3 - Comercialização de chapas de acrílico no Brasil (em mil toneladas)

    Tabela 3 – Comercialização de chapas de acrílico no Brasil (em mil toneladas)



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