Aditivos e Masterbatches

Resinas – Falam os produtores

Antonio Carlos Santomauro
12 de março de 2020
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    Plástico Moderno -

    Resinas – Falam os produtores – Perspectivas 2020

    Plástico Moderno - Santos: produção da Braskem cresce na América do Norte

    Santos: produção da Braskem cresce na América do Norte

    Diretor de estratégia de produto, comunicação e serviços da Braskem, Fabio Santos estima para este ano incremento de 3% na demanda pelo conjunto composto por PE, PP e PVC. O polietileno será beneficiado pelo setor de infraestrutura e pelo consumo das famílias, e o polipropileno por melhor desempenho da indústria de bens duráveis em decorrência da queda das taxas de juros. “E o reaquecimento da construção civil deve estimular a demanda por PVC, com o novo marco do saneamento sustentando essa demanda aquecida para além de 2021”, complementa Santos.

    Murilo Feltran, gerente de marketing e produto de Materiais de Performance da Basf, aposta no crescimento de mercados como as indústrias automotiva, de eletroeletrônicos e de bens de consumo, como propulsor de maior demanda pelos plásticos de engenharia fornecidos por sua empresa: poliamidas, PBT e poliacetal. “O mercado de sistemas de poliuretano, automotivo, construção civil e bens de consumo ajudarão a aumentar as vendas”, acrescenta.

    Plástico Moderno - Bordin: vendas de ABS devem crescer mais de 10% em 2020

    Bordin: vendas de ABS devem crescer mais de 10% em 2020

    Outros fatores, crê Feltran, ajudarão a promover os negócios da Basf com resinas. Caso de uma norma em vigor desde o final de 2017, que ao colocar novas exigências de reação ao fogo para os núcleos isolantes de painéis e telhas deve favorecer, nessa aplicação, o uso de PIR (poli-isocianurato), em detrimento de opções como EPS e PUR (poliuretano). “E com o crescimento da infraestrutura de TV a cabo e internet, cresce o PBT no revestimento de cabos de fibra ótica”, ressalta.

    Plástico Moderno - Feltran: infraestrutura de cabos impulsiona uso de PBT

    Feltran: infraestrutura de cabos impulsiona uso de PBT

    Fabio Bordin, diretor de negócios da Ineos Styrolution na América do Sul, revela perspectivas “bastante positivas” para este ano, no qual os poliestirênicos de sua empresa, amparados pela maior movimentação dos mercados automotivo, linha branca e eletrônicos, podem ser demandados em volume de 5 a 10% superior ao de 2019. “Acho até que podemos crescer 10%, crescendo mais o ABS, que tem mais aplicações”, observa.

    Parceiras do ABS no portfolio da Ineos Styrolutuion, ASA e SAN também devem ser comercializadas em maiores quantidades, prevê Bordin. A resina ASA, especificamente, por enquanto mais usual em automóveis, deve ser posicionada também para aplicações presentes em outros mercados, como telhas, calhas e decks (nas quais é combinada com PVC). “ASA é uma resina muito resistente a intempéries”, explica Bordin. Será porém, ele admite, inibida a demanda por PS. “Mas no Brasil não fornecemos essa resina para descartáveis; aqui fornecemos muito pouco PS, apenas para alguns clientes globais que fabricam canetas e barbeadores”, ele detalha.



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