Embalagens

Resinas Estirênicas podem crescer nos itens descartáveis

Antonio Carlos Santomauro
16 de maio de 2020
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    Plástico Moderno - PS começa a ocupar espaço de ABS e SAN na produção de peças para a linha branca

    PS começa a ocupar espaço de ABS e SAN na produção de peças para a linha branca

    Novos usos – Fornecedora de ABS, SAN, ASA, MABS (ABS transparente) e de blendas como ABS/PC e ASA/PMMA, em 2019, a Toray registrou crescimento nos negócios realizados no mercado brasileiro. Não, porém, em índice muito satisfatório. “Tínhamos iniciado uma recuperação em 2018 e crescemos em 2019, foi menos do que esperávamos, mas crescemos”, relata Luiz Rocha, gerente de vendas e marketing da operação brasileira da multinacional de origem japonesa que produz suas resinas no Japão e na Malásia. “Para este ano, tínhamos grandes expectativas, mas mesmo antes do coronavírus os resultados iniciais não correspondiam a elas”, complementa o profissional da Toray.

    Assim como já acontece em outros países, também no Brasil, afirma Rocha, começa-se a usar mais incisivamente ASA, bem como ABS, para pintura e cromação, em peças automotivas antes feitas de polipropileno, a exemplo de painéis e aplicações internas. Também aumenta, diz o profissional da Toray, o uso de ASA, SAN e ABS em aplicações de eletrodomésticos, como copos de liquidificadores e visores de fornos de micro-ondas, entre outras, às quais essas resinas conseguem aliar desempenho com acabamento esteticamente mais atraente.

    Visando aproveitar essas tendências, no Brasil, a Toray pretende atuar ainda mais incisivamente com o ASA destinado à indústria automotiva. Também aposta bastante no ABS transparente na indústria de eletrodomésticos. “Além do excelente balanço de propriedades, em aplicações como copos e visores de eletrodomésticos o ABS transparente tem um custo mais atrativo, comparativamente a opções como PC e acrílico”, argumenta. “Estamos até ampliando a capacidade de produção de nossa planta de ABS transparente na Malásia, que até o final do ano deverá ter sua capacidade duplicada”, acrescenta Rocha.

    Gonçalves, da Activas, prevê que, passada a crise do coronavírus, deve voltar a crescer a demanda brasileira por ABS, ASA e SAN para a produção de peças automotivas e componentes de eletrodomésticos. “São setores que vinham se mantendo aquecidos e se expandindo, até a ocorrência dessa crise”, observa.

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    A questão dos descartáveis – Inevitavelmente, as restrições aos produtos plásticos de uso único atuarão como elementos de contenção da demanda por poliestireno. Afinal, estima Natal, esse gênero de aplicações responde por aproximadamente um terço da demanda total por essa resina. “O movimento de restrição aos produtos descartáveis é uma realidade global”, pondera o profissional da Unigel.

    Mas, para ele, a demanda por PS ainda pode crescer em ritmo superior ao da mera expansão vegetativa da atividade econômica. Primeiramente, porque, com o aquecimento da economia e a melhoria das condições sociais, essa resina será mais demandada por setores como as indústrias de linha branca e de eletroeletrônicos. “E têm surgido alguns novos usos: em determinadas aplicações o PS pode substituir, sem prejuízo das propriedades, resinas de engenharia, como ABS e SAN; por exemplo, em peças de refrigeradores e lavadoras”, aponta.

    O consumo brasileiro de poliestireno, relata Natal, atingiu seu maior volume em 2013, quando atingiu 392 mil toneladas; três ano depois, ele havia baixado para 362 mil toneladas A partir de então, teve início um processo de recuperação, lento, é verdade, que culminou com um crescimento estimado de 5% do ano passado. E, de acordo com o profissional da Unigel, a queda registrada nos anos anteriores não decorreu de restrições aos produtos descartáveis. “Ela se deve mais à conjuntura econômica do país, que prejudicou muito setores importantes para nós, como a indústria da linha branca”, pondera.



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