Embalagens

Resinas Estirênicas podem crescer nos itens descartáveis

Antonio Carlos Santomauro
16 de maio de 2020
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    Plásticos derivados do estireno têm demanda firme e podem crescer nos itens descartáveis

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    Natal: todo o grupo de resinas obteve vendas maiores em 2019

    As contestações de cunho ambiental a uma de suas principais aplicações – os produtos de uso único – ainda não resultaram em queda na demanda nacional por poliestireno (PS). Indicadores mostram, na verdade, ter havido no ano passado até mesmo elevação dessa demanda, que já nos primeiros meses deste ano parece ter mantido alguma estabilidade, até mesmo nos momentos iniciais da crise provocada pelo novo coronavírus. Crise, aliás, que poderá impactar intensamente os negócios com outras resinas estirênicas, como ABS, ASA e SAN, mais usuais nos mercados de bens de consumo durável, menos atrativos em uma conjuntura na qual a mera sobrevivência se coloca como preocupação básica dos consumidores.

    No decorrer de 2019, em comparação ao ano anterior, o consumo nacional de poliestireno cresceu perto de 5%, chegando ao total de 390 mil toneladas, na estimativa de Marcelo Natal, diretor comercial de estirênicos da Unigel. Ele exclui dessa contabilidade o EPS (poliestireno expandido); considera apenas as modalidades constantes do portfolio da empresa: poliestireno cristal e alto impacto (HIPS), utilizados nos produtos de uso único – copos, pratos, talheres e outros – e também nos refrigeradores; XPS (PS estrudado) para embalagens de alimentos; bobinas para embalagens para laticínios e eletroeletrônicos. “Mas também o mercado de EPS apresentou um crescimento importante em 2019, de 9,5% sobre o ano anterior, fechando em 107 mil toneladas”, acrescenta Natal, lembrando que sua empresa também fornece o monômero de estireno para os produtores de EPS.

    Em São Paulo e em algumas outras cidades, diz Laércio Gonçalves, diretor-geral da distribuidora Activas, as restrições ao uso de produtos descartáveis reduziram o volume dos negócios realizados com poliestireno. “Mas ainda não houve queda na demanda nacional por essa resina”, ressalta o diretor da Activas, distribuidora de cujo portfolio fazem parte poliestireno da Innova e ABS, ASA e SAN da Ineos Styrolution.

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    Porém, segundo ele, não houve queda nos volumes de comercialização de poliestireno – bem como de outras resinas – sequer nos primeiros estágios a crise da Covid-19. “Mesmo em março, primeiro mês da crise, a Activas não registrou queda na demanda pelas resinas plásticas que comercializa; inclusive, na demanda por poliestireno”, afirma Gonçalves, que é também presidente da Adirplast (Associação Brasileira dos Distribuidores de Resinas Plásticas e Afins).



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