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Resinas especiais – Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

Maria Aparecida de Sino Reto
4 de maio de 2007
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    A diretora ainda conduz diversos desenvolvimentos que prefere manter em sigilo, por questões estratégicas de mercado. Porém, ainda vê muito campo para os plásticos de engenharia substituírem ligas metálicas e também avanço dos plásticos dissipadores de eletricidade estática. A empresa desenvolve compostos de alto desempenho mecânico e térmico, ligas de resinas compatibilizadas e materiais reforçados com fibras de vidro, de carbono, aramidas e cargas especiais.

    Com o foco em inovações, a Bayer chamou bastante a atenção para uma nova tecnologia batizada de Aura. O processo consiste em pintar peças em efeito dégradé por meio de um banho de imersão, ou spray. A idéia é favorecer a personalização de produtos, pois se destina a baixas escalas de produção. “O pigmento penetra sem afetar as propriedades do polímero”, explica Mariana Tozzi, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Bayer MaterialScience América Latina, departamento criado em janeiro deste ano para desenvolver novas aplicações em nível mundial.
    A Bayer desenvolveu e licencia tecnologia Aura.

    É possível empregá-la em várias famílias de polímeros: policarbonato e suas blendas (PC/PBT,PC/ABS), poliuretano, PU termoplástico, náilon, todos ofertados pela Bayer, e também o náilon, o poliéster e o SAN. A aplicação em resinas como ABS, PVC e PS, contudo, depende do grade e do resultado desejado.De olho no avanço da nanotecnologia, a empresa exibiu em seu estande peças fabricadas com plástico aditivado com nanotubos de carbono, que conferem maior leveza, resistências mecânica e ao impacto superiores e maior flexibilidade. Os nanotubos de carbono são quatro vezes mais leves que o aço e cinco vezes mais resistentes a cargas mecânicas.

    Para o mercado brasileiro, a empresa vislumbra aplicações para o produto em peças de esporte e lazer como raquetes de tênis e também na pá dos geradores de energia eólica. “Essa alternativa energética está crescendo”, acredita Mariana.

    Plástico Moderno, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    Tecnologia MuCell aplicada com PA em cobertura de motor

    Aplicações inovadoras para a técnica de holografia constituíram outro tema apresentado pela Bayer. “É o futuro do armazenamento de dados, a holografia tende a substituir os meios atuais, a longo prazo”, acredita ela. Os hologramas representam soluções inovadoras em aplicações de segurança, displays, iluminação e outros.

    Transparência e resistência – Entre os vários segmentos de atual participação e tendências de mercado destacados na feira, a Bayer enfatizou, ainda, os benefícios do uso do policarbonato na fabricação dos garrafões de água. O mercado brasileiro já usou a resina nessa aplicação, mas a substituiu por commodities.

    A Bayer mostrou na feira que planeja retomar esse segmento. “O Brasil é o único país na América Latina que não usa o policarbonato nessa aplicação”, lamenta Mariana.
    Segundo a expositora, o PC assegura melhor transparência e maior higiene do garrafão, que requer lavagem a quente, e a resina possui resistência térmica elevada. Além disso, o policarbonato oferece maior resistência ao impacto e pode ter vida útil até cinco vezes mais longa em relação a outros materiais. Transparência e ótima resistência ao impacto também são os apelos da Eastman para divulgar as chapas de copoliéster, que a empresa produz em Manaus-AM.

    Plástico Moderno, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    Fleischhauer destaca o novo ASA soft touch

    O produto concorre com o policarbonato e com o acrílico por suas propriedades já mencionadas e se destaca pela facilidade de moldagem a frio, característica especial desse produto.

    As chapas de copoliéster não requerem secagem prévia, possuem ampla janela de processamento (125ºC – 155ºC), permitem ciclos rápidos de produção e podem ser facilmente decoradas (adesivo, silk screen etc).

    De acordo com Jefferson Garbelotti, gerente de desenvolvimento de mercado no Brasil, o negócio de chapas é estratégico e novo na América Latina. Os principais focos no mercado nacional são vacuum forming, móveis, proteção para máquinas e displays para pontos de vendas, mas as possibilidades de uso se expandem para diversas outras áreas. “O acrílico quebra e, em relação ao PC, o preço é bastante competitivo”, compara.

    Plástico Moderno, Mariana Tozzi, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Bayer MaterialScience América Latina, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    Mariana: nova tecnologia Aura favorece produções personalizadas

    E por falar em acrílico e policarbonato, o grupo Unigel anunciou durante a feira a fusão da Resarbras Acrílicos e da Policarbonatos do Brasil em uma única empresa, a Unigel Plásticos. Para Marc Slezynger, vice-presidente da controladora Unigel S.A., o objetivo da unificação é consolidar e fortalecer o grupo na área de plásticos para ser um competidor mundial. “A Unigel quer ser um player global e para isso pretende se fortalecer cada vez mais em cada um dos segmentos em que atua, consolidando os negócios em escala global, com investimentos dentro e fora do País. A reestruturação da Resarbras e da Policarbonatos, que levou à criação da Unigel, está em sintonia com essa meta”, justifica Slezynger.

    O processo começou no início deste ano, quando o grupo adquiriu a empresa mexicana Plastiglas, da qual herdou a tecnologia de chapas acrílicas cast, reconhecida internacionalmente e dona de uma fatia de 25% desse segmento no mercado americano. Integrada na cadeia produtiva do acrílico, a Resarbras é líder brasileira de chapas e resinas acrílicas. Fabricante de resinas e chapas de policarbonato, a Policarbonatos do Brasil é a única fabricante da resina policarbonato da América Latina.Nos próximos quatro anos, o vice-presidente estima investir em torno de R$ 70 milhões na nova empresa, em ampliações de capacidade, hoje em 23 mil t/ano de acrílicos e 15 mil t/ano de policarbonato. “Pretendemos ampliar em 50%”, informou.

    Plástico Moderno, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    Nanotubos reforçam peças esportivas(esq.)

    Plástico Moderno, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    efeitos do novo processo Aura permitem personalização

    Além das resinas e chapas, o grupo atua também nos mercados de produtos químicos (intermediários químicos como estireno, acrilonitrila, acrilatos e metacrilatos), embalagens (filmes de polipropileno, garrafas de PET e latas de alumínio), fertilizantes (sulfato de amônio) e produtos para mineração (cianetos para lixívia de ouro).

     

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