Resinas especiais – Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

Plástico Moderno, Edson R. Simielli, diretor de marketing na América Latina, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais
Simielli: venda da GE nada muda para usuários

Os polímeros de engenharia e os de alto desempenho escalaram mais alguns degraus a caminho da substituição dos metais e de outros materiais. A ampla variedade de resinas e de aplicações expostas nos estandes reservados a esse segmento da indústria do plástico comprova a tendência de crescimento desse mercado no País, associada a maiores exigências de peças, como suportar temperaturas mais elevadas e resistência química e mecânica superior.

Aparentemente despreocupado com a venda iminente da unidade GE Plastics, da General Electric Co. (ver boxe), o diretor de marketing na América Latina, Edson R. Simielli, garantiu que nada mudaria para o mercado e discorreu animado sobre a exposição da empresa.

Para divulgar produtos e mostrar tendências, a GE montou em seu estande um carro-conceito, desenvolvido junto com a GM, a Nissan e a Hyundai. “É revolucionário em termos de materiais e aplicações, com foco na flexibilidade de design, redução de peso e estética”, disse Simielli.

O veículo foi projetado com “vidros” de policarbonato, à exceção do retrovisor dianteiro, item com requisitos muito rígidos (pela transmitância de luz) em questões de segurança; painéis laterais verticais feitos com a blenda Noryl GTX, polióxido de fenileno e náilon (PPO/PA); e painéis horizontais desenvolvidos com a novíssima tecnologia HPPC, de termoplásticos reforçados com fibras longas tridimensionais. A propósito, a HPPC ainda se encontra em fase de validação.

Plástico Moderno, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais
Peças feitas com a nova linha ecológica iQ

“A escolha do polímero a ser reforçado com as fibras dependerá da necessidade da peça, da rigidez e das propriedades mecânicas requeridas”, explicou o diretor.

Além do carro-conceito, duas motos destacavam o plástico como substituto de outros materiais: uma Harley Davidson e uma Ducati. A primeira exibia opções de bagageiros e suporte do painel de instrumentos feitos com a blenda Noryl GTX e pára-brisa de policarbonato. A outra trazia toda a carenagem feita com blenda de policarbonato com poliéster (PC/PBT ou PC/PET), conhecida no mercado pela marca Xenoy. “O material pode ser injetado na cor da peça e receber pintura por cima”, ressaltou Simielli.

Carros e motos à parte, a grande novidade da GE consistiu no lançamento mundial efetuado na Brasilplast da linha Verton Xtreme, compreendida por materiais de alto desempenho, com resistências mecânica, química e à intempérie muito elevadas. Segundo o diretor, o novo composto é formulado com o termoplástico apropriado à necessidade da peça e atende diversos segmentos da indústria em peças semi-estruturais, na substituição de metais e outras aplicações.

A nova família de produtos é ofertada em três opções: o Xtreme Color, que proporciona resistência mecânica aliada a cores variadas; o Flame Retardancy, composto antichama não halogenado; e o Weatherability, dotado de maior resistência mecânica associado à resistência às intempéries.

O mercado também foi contemplado com o primeiro projeto nacional para substituição dos vidros laterais traseiros por policarbonato revestido com silicone (proteção ao risco), desenvolvido em parceria com a Fiat e a Plascar. A montadora ainda não decidiu qual modelo de carro vai estrear as novas peças.

A empresa também aproveitou a feira para apresentar ao mercado a nova linha iQ, cujo forte é o apelo ecológico, incorporada à família do polibutileno tereftalato (PBT) e da blenda PC/PBT. Os novos produtos usam como matéria-prima garrafas pós-uso de PET que passam por um processo de despolimerização, retornando às matérias-primas básicas. “Depois, essas matérias-primas são repolimerizadas na fabricação de PBT”, explica Simielli. A GE estima que o uso de dez toneladas da nova resina evita o consumo de 85 barris de petróleo.

Novas aplicações – Fabricante global presente no mercado brasileiro com produção de compostos baseados em PBT e poliacetal, a Ticona concentrou sua exposição em novas aplicações, tanto para estas formulações como para outros polímeros de alto desempenho de seu portfólio sem produção local, disponíveis para importação.

Os visitantes da feira conferiram alguns produtos desenvolvidos com fins de facilitar a atividade da cozinha industrial, de promover maior segurança, entre outras. Até então inimaginável num plástico, a empresa criou fôrmas de pão injetadas em polímero de cristal líquido (CLP). Versátil, o polímero confere à peça elevada resistência térmica e bom acabamento superficial. Utilizando resinas como o polissulfeto de fenileno (PPS), do PBT e do próprio polímero de cristal líquido, a Ticona desenvolveu não-tecidos, fibras e monofilamentos aplicados em luvas para segurança contra cortes (uso em frigoríficos, por exemplo), filtros industriais, e isolação térmica, entre outras.

Também a Degussa direcionou o foco para novas aplicações, associadas à oferta de desenvolvimentos recentes com base no seu carro-chefe, a poliamida 12. A novidade ficou por conta do novo grade Vestamid LX9020, específico para fabricar tubos de grandes diâmetros, destinados a operações off-shore em plataformas de petróleo. “Esse setor carecia de um produto do gênero”, disse o chefe de produto polímeros de alta performance, Germano Coelho. A poliamida, explica, entra em uma das camadas das tubulações. Essa camada de resina proporciona vedação química, não permitindo que os fluidos circulantes permeiem a tubulação e migrem para fora.

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Resina de alto desempenho vira luva de segurança

A nova resina assegura alta resistência à hidrólise e elevada vida útil em água e água carbonada, além de excelente desempenho em testes de tensão de escoamento, alta resistência à compressão e excelente comportamento no relaxamento da tensão de compressão. O pacote de propriedades do polímero ainda inclui alta ductilidade e baixa sensibilidade à propagação de trincas, expansão térmica baixa (relacionada a ciclos térmicos, pois reduz forças termicamente induzidas), alta cristalinidade, ótima resistência a bolhas e excelente compatibilidade com o metanol.

Coelho também destacou outro importante lançamento da Degussa, anunciado no fim de outubro do ano passado: sua entrada para o seleto grupo de fabricantes de poliéter-éter-cetona, o PEEK. (veja PM 387, janeiro de 2007, pág. 32). A empresa construiu fábrica de polimerização na China e unidade de compostagem na Alemanha, de onde distribui o produto para o mercado mundial. O polímero de altíssimo desempenho resiste a altas temperaturas, tem boa processabilidade, excelente resistência química e confere às peças elevada estabilidade dimensional.

Segundo Coelho, o produto despertou o interesse da indústria brasileira de maquinários, que pode se beneficiar da boa processabilidade e também reduzir o peso das peças, substituindo metal, pois alguns grades da resina resistem a temperaturas superiores a 300ºC.

Outra empresa que também comemorou a inclusão do PEEK no portfólio foi a Solvay Química, fruto da aquisição da divisão de polímeros da Gharda Chemicals, da Índia, no segundo semestre do ano passado, que capacitou a Solvay a desenvolver, fabricar e comercializar novo elenco de polímeros de alto desempenho, entre os quais o poliéter-éter-cetona.

Plástico Moderno, Germano Coelho, chefe de produto polímeros de alta performance, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais
Coelho aposta na PA para tubos de grandes diâmetros para offs-hore

“Nossa grande novidade na feira é a nova família de polímeros de ultradesempenho Solva Spire, introduzida no mercado no início deste ano”, informou Alexandre Guimarães, gerente regional de polímeros especiais na América do Sul. Essa linha inclui o PEEK, PEEK modificado, sulfona de alta temperatura (HTS), poliamida-imida e polifenileno auto-reforçado (SRP), assim denominado por sua altíssima resistência mecânica intrínseca.

O principal foco para o PEEK no País são as aplicações na indústria do petróleo, informou Guimarães. A nova linha de polímeros especiais apresenta bom potencial de mercado no segmento médico-hospitalar, cada vez mais exigente em seus requisitos, como maior número de ciclos de esterilização, maior resistência química e a altas temperaturas. “Existe uma empresa brasileira produzindo semi-acabados em PEEK, em PEEK modificado e em polifenilsulfona”, anuncia. Porém, prefere resguardar o nome do cliente.  Os semi-acabados se transformam depois em peças diversas, como cabos para instrumentos cirúrgicos, buchas de alto desempenho para aplicações no mercado de óleo e gás, entre outras.

Outra tendência exibida no estande da Solvay ficou por conta do uso da poliftalamida (PPA) em conectores. Resina de altíssima fluidez e resistente a altas temperaturas, o polímero confere melhor desempenho a peças de paredes finas. “A PPA apresenta maior resistência à temperatura em comparação com o PBT e é favorecida na eliminação do chumbo na fabricação de conectores.”

O gerente também aproveitou a ocasião para divulgar a finalização da ampliação da fábrica de poliéter-sulfona e de polifenilsulfona, nos Estados Unidos. A Solvay prevê concluir o empreendimento durante o terceiro trimestre do ano. O fabricante prefere não divulgar números, mas diz que a expansão favorecerá os mercados de iluminação automotiva, médico-hospitalar e aeroespacial.

Mais plástico no carro – Tradicional fabricante de poliamida, a Rhodia apresentou o primeiro desenvolvimento brasileiro para a linha Technyl Star, geração de resinas lançada em meados de 2000 com características diferenciadas das poliamidas convencionais. O diretor para a América do Sul, Francisco José Vallim Weffort, comemora a criação da maior peça injetada em Technyl Star em âmbito mundial, o roof rack (bagageiro) desenhado em conjunto com a Fiat e produzido pela Plásticos Mueller para o Fiat Idea Adventure. “A peça plástica pesa entre 6 kg e 7 kg, contra cerca de 17 kg da convencional, em alumínio, e suporta cerca de 250 quilos”, compara. Além da queda substancial de peso, a substituição do alumínio pela poliamida permite reduzir custos.

Essa família de poliamidas apresenta disposição radial das cadeias, permitindo o emaranhamento com cadeias curtas, o que confere menor viscosidade. A baixa viscosidade reduz o tempo de ciclo e requer forças de fechamento, pressões de injeção e temperaturas menores. Como resultado, o transformador aumenta sua produtividade e pode usar máquinas de menor porte, ou máquinas de mesmo porte para peças maiores, e menor consumo de energia elétrica.

Direto da Europa – Executivos provenientes da matriz (França) vieram à feira divulgar no País desenvolvimentos elaborados no mercado internacional, com potencial para o mercado brasileiro, como o Technyl XT, desenhado para o mercado de extrusão para tubos, mangueiras corrugadas e monofilamentos. O diferencial do produto fica por conta da janela de processamento mais ampla em comparação às PAs convencionais, o que propicia maior produtividade. Segundo os diretores franceses, o transformador ganha de 30% a 40% de aumento na produtividade.

A resina também atende com as mesmas vantagens o segmento de extrusão/sopro. Neste caso, o objetivo da Rhodia foi reduzir a espessura de parede dos tanques para motos, a fim de aumentar a capacidade de armazenamento de combustível. O produto está sendo produzido em série na Europa para atender pequenas motos tipo Scooter e as de maior porte. Essa mesma família ainda dispõe de grade liberado pela FDA (Food and Drug Administration) para uso em embalagens sofisticadas, denominadas bag in can, empregadas por fabricantes europeus de produtos cosméticos.

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Bagageiro de PA pesa menos de 7 kg e suporta cerca de 250 kg

Comum na Europa, os motores turbo-diesel demandaram o desenvolvimento do novo Technyl A 548BV15, anunciado por Valérie Stoeckel, responsável pelo marketing no setor automotivo. O polímero, explicou, se destina à produção de peças complexas por extrusão/sopro em 3D, sujeitas às altas temperaturas dos motores, como um componente que efetua ligação do motor com o circuito de ar.

Outras novidades anunciadas pelos executivos franceses consistem no Technyl SI (de superimpacto) e no Technyl Xcell, desenhado para operar com a tecnologia MuCell. Segundo Robert Monti, gerente de marketing para as áreas CIG (consumer and industrial goods) e E & E (electric and electronic), a resina Technyl SI apresenta excelente resistência ao impacto e mantém inalteradas a rigidez e outras propriedades mecânicas. “O novo produto permite aliviar o peso de peças pela redução na espessura da parede, sem perda no desempenho estrutural e propriedades de impacto”, ressalta. Além disso, é altamente resistente à temperatura ambiente e ao frio. Entre as indicações de uso, substitui metal em polias e manoplas de equipamentos de ginástica, entre outras.

A Technyl Xcell deriva de uma parceria com a empresa Trexell, detentora da tecnologia MuCell. O produto foi desenvolvido para atender este processo de injeção micromolecular, que resulta em peças com estrutura microcelular. O processo é inovador em poliamida e consiste na injeção de microbolhas junto com o polímero, conferindo redução de peso e excelente estabilidade dimensional.
A resina, disponível nos grades XCell 6.6 e XCell 6, foi desenvolvida em especial para a indústria automobilística. De acordo com o diretor global de marketing, Vincent Lajotte, essa família de poliamida ainda reduz o empenamento, propicia redução significativa do ciclo de injeção e reproduz cópia fiel da textura do molde. Estão entre as aplicações-alvo a cobertura de motor e a tampa de comando de válvulas.

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A partir da direita: Valérie Stoeckel, Robert Monti, Vincent Lajotte e Francisco Weffort

Lançamento mundial – A antiga unidade de negócios estirênicos da Lanxess ganhou vida própria no segundo semestre do ano passado e se tornou a mais nova empresa do grupo, batizada de Lustran Polymers. A Brasilplast serviu de palco para o lançamento simultâneo, na Europa, nos Estados Unidos e na América Latina, do Centrex ST 4766, um terpolímero de acrilonitrila-estireno-acrilato (ASA) com características soft touch, considerado um produto inovador pelo gerente de marketing da Lustran Polymers e da unidade semicristalinos da Lanxess, André Fleischhauer.

O produto possui características como baixo brilho, proteção contra os raios ultravioleta e boa resistência ao intemperismo. Portanto, suas principais indicações de uso são peças automotivas exteriores e interiores expostas aos raios solares, como painéis de instrumentos. “Nas aplicações internas, segue o mesmo conceito do ABS soft touch, que também é inovador.

A diferença é que o ASA tem resistência aos raios ultravioleta. Ambos apresentam baixo brilho”, assegura.A expositora também anunciou o lançamento do Lustran Ultra, grade de ABS de excelente resistência térmica e maior resistência ao impacto, em relação ao ABS convencional.

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Nova Technyl XT propicia maior produtividade

Segundo Fleischhauer, a nova resina suporta até 118ºC, enquanto as convencionais não vão além dos 95ºC e os grades de alta temperatura resistem no máximo a 108ºC.

“A idéia do ultra é concorrer com as blendas de ABS/PC em aplicações que empregam mistura de ABS com menor teor de policarbonato”, anunciou. Ele explica que as blendas também suportam temperaturas na mesma faixa do ABS ultra, porém este tem custo menor.

No campo dos polímeros semicristalinos da Lanxess, o gerente destaca um grade de poliamida com aditivação que lhe confere características diferenciadas, como altíssima resistência térmica e mecânica, facilidade para injeção e desmoldagem – sinônimo de maior produtividade –, e possibilidade de cromação. O produto foi aprovado para compor as carcaças dos faróis do Ford Fiesta e do Vectra 2007.

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Tanques para motos com paredes mais finas armazenam mais combustível

Sob medida – Tradicional fabricante de especialidades em compostos de engenharia, a Pepasa Plásticos de Engenharia levou para a Brasilplast nova linha de formulações retardantes à chama não halogenadas, que atendem à tendência do mercado de substituir aditivos lesivos ao meio ambiente ou prejudiciais à saúde.

Diretora-superintendente da empresa, Zoé Moncorvo considerou esta edição da feira mais objetiva. “Os clientes se mostraram mais focados nas consultas, nas suas necessidades.” Segundo ela, há muitas novas aplicações a caminho. Seu estande exibiu diversas peças representantes dos últimos desenvolvimentos da Pepasa, como formulações de alto desempenho à base de polissulfeto de fenileno (PPS), de alta resistência térmica e capacidade de isolamento, com aplicações na fabricação de peças auto-extinguíveis para a área elétrica. A empresa também desenvolveu um composto à base de SAN com alta precisão dimensional e resistência mecânica para compor as hélices de equipamentos de ar-condicionado de grande porte.

A diretora ainda conduz diversos desenvolvimentos que prefere manter em sigilo, por questões estratégicas de mercado. Porém, ainda vê muito campo para os plásticos de engenharia substituírem ligas metálicas e também avanço dos plásticos dissipadores de eletricidade estática. A empresa desenvolve compostos de alto desempenho mecânico e térmico, ligas de resinas compatibilizadas e materiais reforçados com fibras de vidro, de carbono, aramidas e cargas especiais.

Com o foco em inovações, a Bayer chamou bastante a atenção para uma nova tecnologia batizada de Aura. O processo consiste em pintar peças em efeito dégradé por meio de um banho de imersão, ou spray. A idéia é favorecer a personalização de produtos, pois se destina a baixas escalas de produção. “O pigmento penetra sem afetar as propriedades do polímero”, explica Mariana Tozzi, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Bayer MaterialScience América Latina, departamento criado em janeiro deste ano para desenvolver novas aplicações em nível mundial.
A Bayer desenvolveu e licencia tecnologia Aura.

É possível empregá-la em várias famílias de polímeros: policarbonato e suas blendas (PC/PBT,PC/ABS), poliuretano, PU termoplástico, náilon, todos ofertados pela Bayer, e também o náilon, o poliéster e o SAN. A aplicação em resinas como ABS, PVC e PS, contudo, depende do grade e do resultado desejado.De olho no avanço da nanotecnologia, a empresa exibiu em seu estande peças fabricadas com plástico aditivado com nanotubos de carbono, que conferem maior leveza, resistências mecânica e ao impacto superiores e maior flexibilidade. Os nanotubos de carbono são quatro vezes mais leves que o aço e cinco vezes mais resistentes a cargas mecânicas.

Para o mercado brasileiro, a empresa vislumbra aplicações para o produto em peças de esporte e lazer como raquetes de tênis e também na pá dos geradores de energia eólica. “Essa alternativa energética está crescendo”, acredita Mariana.

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Tecnologia MuCell aplicada com PA em cobertura de motor

Aplicações inovadoras para a técnica de holografia constituíram outro tema apresentado pela Bayer. “É o futuro do armazenamento de dados, a holografia tende a substituir os meios atuais, a longo prazo”, acredita ela. Os hologramas representam soluções inovadoras em aplicações de segurança, displays, iluminação e outros.

Transparência e resistência – Entre os vários segmentos de atual participação e tendências de mercado destacados na feira, a Bayer enfatizou, ainda, os benefícios do uso do policarbonato na fabricação dos garrafões de água. O mercado brasileiro já usou a resina nessa aplicação, mas a substituiu por commodities.

A Bayer mostrou na feira que planeja retomar esse segmento. “O Brasil é o único país na América Latina que não usa o policarbonato nessa aplicação”, lamenta Mariana.
Segundo a expositora, o PC assegura melhor transparência e maior higiene do garrafão, que requer lavagem a quente, e a resina possui resistência térmica elevada. Além disso, o policarbonato oferece maior resistência ao impacto e pode ter vida útil até cinco vezes mais longa em relação a outros materiais. Transparência e ótima resistência ao impacto também são os apelos da Eastman para divulgar as chapas de copoliéster, que a empresa produz em Manaus-AM.

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Fleischhauer destaca o novo ASA soft touch

O produto concorre com o policarbonato e com o acrílico por suas propriedades já mencionadas e se destaca pela facilidade de moldagem a frio, característica especial desse produto.

As chapas de copoliéster não requerem secagem prévia, possuem ampla janela de processamento (125ºC – 155ºC), permitem ciclos rápidos de produção e podem ser facilmente decoradas (adesivo, silk screen etc).

De acordo com Jefferson Garbelotti, gerente de desenvolvimento de mercado no Brasil, o negócio de chapas é estratégico e novo na América Latina. Os principais focos no mercado nacional são vacuum forming, móveis, proteção para máquinas e displays para pontos de vendas, mas as possibilidades de uso se expandem para diversas outras áreas. “O acrílico quebra e, em relação ao PC, o preço é bastante competitivo”, compara.

Plástico Moderno, Mariana Tozzi, gerente de desenvolvimento de novos negócios da Bayer MaterialScience América Latina, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais
Mariana: nova tecnologia Aura favorece produções personalizadas

E por falar em acrílico e policarbonato, o grupo Unigel anunciou durante a feira a fusão da Resarbras Acrílicos e da Policarbonatos do Brasil em uma única empresa, a Unigel Plásticos. Para Marc Slezynger, vice-presidente da controladora Unigel S.A., o objetivo da unificação é consolidar e fortalecer o grupo na área de plásticos para ser um competidor mundial. “A Unigel quer ser um player global e para isso pretende se fortalecer cada vez mais em cada um dos segmentos em que atua, consolidando os negócios em escala global, com investimentos dentro e fora do País. A reestruturação da Resarbras e da Policarbonatos, que levou à criação da Unigel, está em sintonia com essa meta”, justifica Slezynger.

O processo começou no início deste ano, quando o grupo adquiriu a empresa mexicana Plastiglas, da qual herdou a tecnologia de chapas acrílicas cast, reconhecida internacionalmente e dona de uma fatia de 25% desse segmento no mercado americano. Integrada na cadeia produtiva do acrílico, a Resarbras é líder brasileira de chapas e resinas acrílicas. Fabricante de resinas e chapas de policarbonato, a Policarbonatos do Brasil é a única fabricante da resina policarbonato da América Latina.Nos próximos quatro anos, o vice-presidente estima investir em torno de R$ 70 milhões na nova empresa, em ampliações de capacidade, hoje em 23 mil t/ano de acrílicos e 15 mil t/ano de policarbonato. “Pretendemos ampliar em 50%”, informou.

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Nanotubos reforçam peças esportivas(esq.)
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efeitos do novo processo Aura permitem personalização

Além das resinas e chapas, o grupo atua também nos mercados de produtos químicos (intermediários químicos como estireno, acrilonitrila, acrilatos e metacrilatos), embalagens (filmes de polipropileno, garrafas de PET e latas de alumínio), fertilizantes (sulfato de amônio) e produtos para mineração (cianetos para lixívia de ouro).

 

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