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Resinas – Distribuição – Bens de consumo salvaguardam o mercado varejista de resinas, que prevê ano de bons negócios

Simone Ferro
20 de abril de 2009
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    Contrariando os prognósticos, a Activas cresceu 20% nos três primeiros meses de 2009 em relação ao mesmo período do ano passado. “Se há consumo, nosso objetivo é atender à demanda, e não ficar de braços cruzados, e sim buscar novas oportunidades de negócios. A reação gera resultados; a passividade, a inércia. Escolhemos claramente a primeira opção”, afirma Gonçalves. Entre os efeitos da crise, ele cita a escassez de crédito para o transformador. O gerente da unidade de negócios da quantiQ, Fabiano Bianchi, destaca o impacto da crise no resultado financeiro das empresas. “A distribuição foi afetada pelo custo de inventário acima do preço de mercado.” Ele afirma ainda que o setor trabalha, já há algum tempo, com margens bastante reduzidas. “Isso foi realidade em 2008, e permanece como perspectiva para 2009.”

    Para o transformador, um dos primeiros impactos foi a escassez de crédito, que em muitos casos afetou o capital de giro. Para evitar a inadimplência, o varejo de resinas optou por renegociar dívidas. “Aumentou o número de solicitações de renegociações de prazos para efetivação dos pagamentos. Mas a partir de março o mercado industrial voltou a uma normalidade de crédito”, diz Bianchi.

    A retração dos lucros ainda preocupa. “O mercado de distribuição operou em 2008 com margens extremamente reduzidas, e ainda não há cenário para recuperação”, afirma o diretor da Fortymil, Ricardo G. Mason. Mas ele não descarta a possibilidade de aumentos. “A diferença é que lá fora os preços despencaram de uma só vez e voltaram a subir em janeiro. Aqui a queda foi gradativa, mas já estamos no limite quando comparado aos preços internacionais e custos de insumos. O aumento deve realmente ocorrer”, diz Mason.

    Segundo o gerente-comercial de polímeros da Unipar, Jaime Utrera, o mercado de distribuição sofreu forte retração, entre 20% e 30%, no início deste ano, no comparativo com o mesmo período de 2008. Na alta de preço das resinas, os transformadores esgotaram seus estoques e operaram no limite da reposição dos mesmos, aguardando a melhor oportunidade para voltar a comprar. “Março apresentou um desempenho melhor, visto que o preço demonstra já ter chegado ao limite. As perspectivas de aumento devem ajudar o mercado a se ‘reestocar’, mesmo que moderadamente.”

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    Marcelo (esq.) e Marcos Prando, diretores da Replas

    A baixa liquidez refletiu-se na demanda e também aumentou a inadimplência. A renegociação dos prazos de pagamento foi o recurso adotado pelos distribuidores. “Muitas empresas foram obrigadas a deixar de operar com bancos e tiveram que fazer caixa com seus estoques.”

    O caminho inverso também foi necessário. “A Fortymil reduziu seus estoques e procurou trabalhar bem a questão do crédito de seus clientes.” De acordo com Mason, a diversificação das operações da Fortymil, que fornece reciclados, compostos e serviços de micronização, tingimento e outros, também favoreceu. “A área industrial ajuda a equalizar os momentos mais críticos.”

    No primeiro trimestre, a Replas também registrou aumento nas vendas, porém com retração nas margens, em comparação com o mesmo período do ano passado. “A lucratividade caiu muito, mas esperamos melhoras para o segundo semestre”, avalia o diretor Marcelo Prando. Ele defende ainda que há espaço para a recuperação de margens e preços. “As cotações internacionais subiram um pouco e voltaram para o patamar do primeiro trimestre do ano passado.” Entre as estratégias para driblar a crise, o diretor Marcos Prando cita o controle do estoque, das operações financeiras e da inadimplência, que aumentou e já voltou a se estabilizar.

     

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