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Resinas – A feira promete muitas inovações tecnológicas, em meio a debates sobre a reorganização da indústria petroquímica

Maria Aparecida de Sino Reto
6 de abril de 2007
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    Dois outros grandes projetos caminham para elevar a petroquímica brasileira ao topo mundial, ambos em parceria com a Petrobrás: o megacomplexo petroquímico Comperj, no Rio de Janeiro, e a Petroquímica do Sudeste. Com início de operação previsto para 2012, o Complexo Petroquímico Integrado do Rio de Janeiro, um negócio de US$ 8,5 bilhões de dólares, contempla a produção de 800 mil t/ano de polietilenos e 850 mil t de polipropileno, além de outros insumos de primeira e segunda geração (eteno, propeno, estireno etc.).
    Com vários interessados no negócio, os únicos parceiros definidos pela Petrobrás até o momento são o Grupo Ultra (já aliado da Petrobrás e da Braskem nos negócios envolvendo a Ipiranga) e o BNDES. O complexo promete atrair cerca de 200 indústrias de transformação em seu entorno.

    “A velocidade com que esses projetos irão sair do papel dependerá de fatores que extrapolam as fronteiras do País e das condições de competitividade, porque concorrerão com os projetos da Arábia Saudita, do Oriente Médio”, opina o presidente do Siresp. Para ele, esse será o novo espelho para avaliação da competitividade brasileira. “É com eles que vamos disputar mercado.”

    Plástico Moderno, Resinas - A feira promete muitas inovações tecnológicas, em meio a debates sobre a reorganização da indústria petroquímica

    Em reação a esses movimentos, emerge mais uma integração: a Petroquímica do Sudeste, resultado da provável parceria entre Petrobrás, Suzano Petroquímica e Unipar (proprietária da Polietilenos União, de Santo André-SP). As duas petroquímicas são parceiras da Petrobrás na composição acionária da Rio Polímeros e da PqU. A Unipar também detém participação na central de petroquímicos básicos da Petroquímica União (PqU). No fim de março, a Petrobrás declarou intenção de acelerar o processo de consolidação do setor petroquímico na Região Sudeste. Um empreendimento desse porte, porém, dificilmente se resolve antes de um ano.

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    Roriz: mostra será oportuna para avaliar a competitividade da indústria

    Preliminares – Os números do Siresp com dados de janeiro e de fevereiro deste ano apontam alta de 7,07% no total de resinas produzidas no bimestre, em relação ao mesmo período de 2006.

    Com base nessa mesma referência, também as vendas totais tiveram incremento de 4,89%, somando 734.845 t nos dois primeiros meses deste ano. As vendas internas, no entanto, encolheram 3,36% no período, enquanto as exportações avançaram 38,40%.

    As projeções de Roriz para 2007 são positivas. Na visão dele, o País precisa crescer mais para não ficar atrás em relação aos países concorrentes, que avançam a taxas muito superiores aos índices nacionais. “Pelo lado da balança oferta/demanda vai ser muito positivo”, acredita.

    Destaques da feira – Os descritivos enviados pelos expositores à nossa redação permitem entrever muitas novidades coincidentes com as avaliações mencionadas pelo presidente do Siresp. Para citar alguns exemplos, a Basf comparece à feira com ampla variedade de plásticos biodegradáveis. Resinas derivadas de catálise metalocênica e da exclusiva tecnologia Insite, com características ímpares de desempenho e processamento, compõem os vários novos desenvolvimentos prometidos pela Dow em seu estande.

    Os polímeros de alto desempenho prometem um show à parte, a julgar pelas prévias anunciadas pela Degussa com a apresentação de resinas poliéter-éter-cetona de altíssima rigidez, elevada estabilidade dimensional e excelente resistência química, além de novos grades da especialidade poliamida 12.

    As poliamidas também constituem atração da GE, que leva para a feira uma nova resina transparente com características de retardância à chama e a produtos químicos agressivos. Uma linha de poliftalamidas, resinas com elevada resistência a altas temperaturas, e dois novos grades de polímero de cristal líquido constituem atrações da DuPont. Confira os lançamentos e os principais destaques reservados para a feira nesta edição.

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    Um Comentário


    1. José Geraldo Alves

      Boa noite Srs e Sra.
      Trabalho com resina, faço através dos moldes, Bois, Cavalos, Porta retratos, inúmeras variedades como troféus etc.
      Mas preciso de inovação no mercado e não sei como seguir, pois tenho poucos recursos, entretanto que gostaria de ajuda em prol de alavancar-me neste mercado.
      Att



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