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Resinas – A feira promete muitas inovações tecnológicas, em meio a debates sobre a reorganização da indústria petroquímica

Maria Aparecida de Sino Reto
6 de abril de 2007
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    Um dos polímeros mais consumidos no País, o polietileno representa um mercado anual de 1,9 milhão de toneladas (2006), segundo dados do Siresp, com seis fabricantes locais: Dow, Polietilenos União, Rio Polímeros, Solvay, Triunfo e o conglomerado Braskem, que, tão logo concluiu o processo de incorporação da Politeno, englobou também a Ipiranga. Na ativa, com produção própria desde abril do ano passado, a Rio Polímeros, caçula do setor, adicionou ao mercado brasileiro capacidade anual de 540 mil t de PEAD/PEBDL e provocou uma superoferta temporária.

    A capacidade produtiva brasileira deverá dar novo salto no próximo ano. Se cumprido o cronograma, a Polietilenos União, de Santo André-SP, inaugurará em 2008 fábrica multipropósito com capacidade nominal de 200 mil t/ano de PEAD/PEBDL.
    O polipropileno, consumo anual de 1,1 milhão de t (2006) e um dos polímeros com maior índice de crescimento, só conta com dois produtores domésticos, que disputam palmo a palmo o posto de líder: Braskem e Suzano Petroquímica. A competição promete ficar ainda mais acalorada nos próximos períodos, sobretudo após a questão da compra da Ipiranga pela Braskem, que herdou a planta de 150 mil t de PP da empresa incorporada e assumiu a liderança do mercado.

    O mercado de policloreto de vinila (PVC) também dispõe de apenas duas fabricantes nacionais: Braskem, na liderança, e Solvay. Juntas, elas somam capacidade de quase 800 mil t anuais, para um consumo de aproximadamente 770 mil t (2006). A julgar pelas promessas de expansão, a relação de oferta e demanda apertada deve perdurar por pouco tempo.

    Ambas anunciam projetos de ampliação de capacidade. Os da Braskem contemplam aumento de 150 mil t, até 2010, e consideram as fábricas da Bahia e de Alagoas. A Solvay planeja concluir atualização e ampliação da unidade produtiva de Santo André-SP, atingindo oferta de 300 mil t/ano de PVC em 2008. Além do incremento de capacidade, a empresa do ABC paulista prevê expandir o mix de produtos, a fim de acompanhar o crescimento do mercado sul-americano. Considerando também a capacidade instalada em Bahía Blanca, Argentina, a Solvay Indupa somará capacidade instalada total de 540 mil t/ano de PVC.

    O poliestireno constitui uma das resinas com maior folga na oferta, dividida entre quatro fabricantes com capacidade bem acima da necessidade doméstica. Suprem a transformação a Basf, a Dow, a Innova e a Videolar que, juntas, dispõem de mais de 600 mil t da resina, para um consumo da ordem de 320 mil t (2006).

    Mapa redesenhado – A petroquímica brasileira foi totalmente redesenhada ao longo dos últimos dez anos, como resultado de processos de incorporações, aquisições e mudanças nas composições acionárias. Dos diversos fabricantes nacionais que compunham o parque de resinas termoplásticas no passado, hoje restam alguns poucos nomes, fortalecidos pelas altas escalas de produção e cardápio variado de produtos ofertados, em pé de igualdade com o mercado internacional. Três grandes grupos sobressaem com produções individuais acima de 500 mil toneladas: Braskem, Rio Polímeros e Suzano.

    Plástico Moderno, Resinas - A feira promete muitas inovações tecnológicas, em meio a debates sobre a reorganização da indústria petroquímica

    De olho no potencial de crescimento doméstico e na conquista de competitividade em âmbito global, as petroquímicas brasileiras empreendem diversos projetos de expansão. Aquisições estratégicas também constam dos programas de crescimento, a exemplo das últimas investidas da Braskem.

    A empresa realizou diversos investimentos em ampliação de capacidade produtiva e aumento do portfólio, no ano passado. Graças à aquisição da Politeno, adicionou 210 mil t à sua capacidade e reforçou a já gorda carteira de polietileno linear, da qual já constavam os tipos metalocênicos e quaterpolímeros, adicionando copolímeros de octeno. Além disso, aumentou em 30 mil a oferta de polietilenos de base metalocênica (marca Flexus), de maior valor agregado.

    A intenção declarada da Braskem é escala e competitividade globais. Para tanto, planeja elevar sua capacidade de produção instalada para além das 5 milhões de toneladas anuais. Com esse propósito, iniciou 2007 com fôlego para assumir a Ipiranga, incorporando cinco plantas petroquímicas, equivalentes a 730 mil toneladas anuais de resina.

    Nos projetos da Braskem ainda constam: uma nova fábrica de 350 mil toneladas de polipropileno de Paulínia-SP, também em parceria com a Petrobrás, com início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2008; mais uma outra fábrica de PP a ser construída no Pólo Petroquímico de Camaçari-BA, com começo de operação agendado para 2011; além de projetos de aumento de capacidade nas plantas existentes de polietileno e de PVC, já mencionados.

    Além disso, a empreendedora acalenta planos de construir na Venezuela uma fábrica de 400 mil toneladas de PP, em parceria com a Pequiven – a intenção seria iniciar as operações no fim de 2009 –, e o Complexo de Olefinas de Jose, uma unidade de produção de eteno com capacidade de 1,2 milhão de toneladas integrada à produção de polietileno e outras resinas, idealizada para começar a operar no fim de 2011.

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    Briga pelo pódio – Na disputa pelo atraente mercado do polipropileno, resina das mais versáteis e em franca expansão no mercado brasileiro, a Suzano alarga os passos para recuperar a liderança e toca projetos para expandir sua capacidade produtiva nas unidades de Mauá-SP e Duque de Caxias-RJ. Pelo cronograma, até o fim deste ano, a empresa adiciona 100 mil t à unidade de Duque de Caxias, e, em meados de 2008, conclui o segundo estágio de ampliação da fábrica paulista, elevando-a de 360 mil para 450 mil toneladas anuais.



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    Um Comentário


    1. José Geraldo Alves

      Boa noite Srs e Sra.
      Trabalho com resina, faço através dos moldes, Bois, Cavalos, Porta retratos, inúmeras variedades como troféus etc.
      Mas preciso de inovação no mercado e não sei como seguir, pois tenho poucos recursos, entretanto que gostaria de ajuda em prol de alavancar-me neste mercado.
      Att



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