Resfriamento – Sistemas fechados ou sem água disputam clientes

Sistemas fechados ou sem água disputam clientes interessados em aumentar a produtividade

Outras opções

Apema

No auge da crise hídrica, era mais intensa a demanda por dry coolers. Amenizada a seca, o preço volta a ser mais importante para os clientes na hora de escolher um equipamento para o resfriamento da água, como relata Hugo Matos, gerente comercial da fabricante Apema. “O dry cooler ganha espaço, mas não com a velocidade esperada”, comenta.

“Mostramos aos clientes que o investimento em um dry cooler se paga em 12 ou 18 meses, mas nas atuais condições de mercado nem sempre essa sugestão é aceita”, acrescenta o gerente da Apema, que além de dry coolers produz trocadores de calor para resfriar o óleo das unidades hidráulicas das injetoras, além de condensadores e evaporadores utilizados por fabricantes de chillers.

Atualmente existem opções passíveis de serem qualificadas como intermerdiárias entre um dry cooler e uma torre aberta convencional. A Körper oferece um produto denominado “torre de circuito fechado”.

Como explica Renato Bassani, gerente de aplicações especiais, relativamente a uma torre aberta, essa alternativa consome entre 25% e 30% menos de água e, comparativamente a um dry cooler, 43% menos energia. “E o custo inicial é bem mais acessível, uma torre de circuito fechado custa cerca de 40% menos que um dry cooler”, acrescenta.

As torres de circuito fechado, explica Bassani, possuem dois circuitos de água: a água do processo, que atende aos equipamentos do cliente, corre exclusivamente em circuito fechado, como em um dry cooler. Outro circuito de água percorre a parte interna da torre, externamente à serpentina da água do processo, e essa água evapora em contato com o ar, promovendo o resfriamento.

Atualmente, prossegue Bassani, quem projeta o resfriamento de uma nova instalação de transformação de plástico pensa logo em um dry cooler, mas, além do preço elevado, há outros limitadores a essa alternativa, por exemplo: a necessidade de contar com água em temperaturas mais baixas (em média, inferiores a 35ºC, variando conforme a região).

Plástico Moderno, Bassani: torre aberta é mais barata, mas tem operação cara
Hugo Matos – Apema

“Uma injetora mais antiga, ou chillers com condensação por água, exigem temperaturas de no máximo 30ºC, e para se obter essa temperatura com um dry cooler seria necessário um equipamento enorme, inviável financeiramente.

Mas, pode-se obter tais temperaturas com torres, tanto abertas quanto com circuito fechado”, compara.

Ainda no setor do plástico, prossegue Bassani, torres com circuito fechado podem substituir as abertas em praticamente qualquer aplicação, com a única desvantagem do preço inicial mais elevado.

“Uma torre fechada é cinco vezes mais cara no investimento inicial, mas o retorno, com a redução do consumo de água e a diminuição de tratamento de água e de manutenções, é extremamente rápido”, ressalta o representante da Körper (empresa produtora de torres abertas e de circuito fechado, dry coolers, unidades de água gelada, termorreguladores, termochillers, trocadores de calor, entre outros itens).

Refrisat

Já a Refrisat disponibiliza um equipamento posicionado como “torre evaporativa híbrida”, no qual o ar é forçado para cima por um ventilador, causando a evaporação de pequena quantidade de água. Essa água evaporada retira calor da serpentina, resfriando-a e condensando o gás responsável pela refrigeração. Com isso, informa a empresa, além de reduzir em algo entre 10% e 30% do consumo de água, na comparação com equipamentos convencionais, esse equipamento também evita a contaminação com impurezas.

Jaqueline Pivato, diretora de marketing internacional da Refrisat, conta que a torre evaporativa hibrida é mais utilizada em processos que necessitam de água tratada, mas também aceitam outros fluidos, enquanto um dry cooler é mais comum em processos que necessitam de água tanto tratada quanto limpa.

Plástico Moderno, Jaqueline: consultas em alta indicam boas vendas em 2017
Jaqueline Pivato – Refrisat

“Recentemente um cliente adquiriu uma torre híbrida evaporativa para fabricação de objetos de plástico para a indústria médico-hospitalar diagnóstica, um processo de produção comum, mas que exige máximo cuidado em todos os detalhes, desde a limpeza da água até a qualidade do ar na hora da produção”, especifica.

E mesmo a torre aberta, diz Jaqueline, ainda é bastante demandada, até porque também tem suas vantagens, como baixo consumo energético e menor índice de corrosão.

É, porém, inadequada para quem precisa de água tratada: “É uma ótima opção para processos industriais que não tem essa preocupação, no entanto, se não for utilizada em conjunto com um chiller, ou um sistema de refrigeração, não atinge os níveis de qualidade exigidos por alguns produtos mais complexos”, diz a representante da Refrisat, empresa fabricante de dry coolers, torres, chillers, unidades de água gelada, termoreguladores, resfriadores de ar para extrusoras de filme, trocadores de calor para extrusoras de filme e desumidificadores.

Página anterior 1 2 3Próxima página

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios