Sistemas de Refrigeração: Necessidade de obter economia de energia e água exige mudanças

Sistemas de Refrigeração – Novas Torres e Refrigeração a Ar

O mercado do plástico já está consciente da necessidade de otimização do consumo de água – e da capacidade dos dry coolers de servirem a tal propósito –, mas nem sempre se mostra disposto a pagar por esse equipamento, como observa Jaqueline Pivato, diretora de marketing da Refrisat.

Atenta ao potencial representado pelos clientes que ainda preferem a alternativa mais tradicional e de custo inicial mais acessível, representada pelas torres de resfriamento abertas, a Refrisat lançou neste ano uma torre posicionada como “evaporativa e híbrida” que, além de reduzir entre 10% e 30% o consumo de água em comparação com equipamentos convencionais, consegue evitar a contaminação com impurezas, sejam elas provenientes do ar ou de sólidos eliminados na água do processo.

Nessa inovação, o ar é forçado para cima por um ventilador e causa a evaporação de uma pequena quantidade de água; essa evaporação retira calor da serpentina, resfriando-a e consequentemente condensando o gás responsável pela refrigeração.

Foto de Jaqueline Pivato diretora de marketing da Refrisat : esforços para reduzir custos garantem vendas maiores - Revista Plástico Moderno
Jaqueline Pivato: esforços para reduzir custos garantem vendas maiores

De acordo com Jaqueline, essa torre evaporativa é mais similar a um dry cooler – na verdade, uma torre de circuito fechado – do que a uma torre convencional (também fornecida pela Refrisat).

“Relativamente a uma torre de circuito fechado, a grande vantagem da torre híbrida é o preço muito inferior, com desempenho igualmente satisfatório e economia de água”, afiança.

“Diminuem também os custos de manutenção, de instalação e de tratamento de água, que não precisa ser condicionada com agentes químicos”, acrescenta.

Além dessa torre híbrida, o rol de lançamentos mais recentes da Refrisat inclui itens como um sistema desumidificador de ar ambiente para ser utilizado em indústrias de diversos segmentos, e um equipamento denominado Smart Chiller

Inverter. Incorporando recursos, como um compressor cuja rotação varia conforme a necessidade do processo, e sistemas mais sofisticados de automação, incluindo um mecanismo inteligente de identificação de capacidade, esse Smart Chiller pode, de acordo com o ritmo de funcionamento do equipamento, reduzir de 20% a 60% o consumo de energia, quando confrontado com um chiller de mesma capacidade.

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“Também conseguimos, redesenhando nossos produtos e buscando novos fornecedores, principalmente para os chillers, reduzir os preços de nossos equipamentos sem modificar seu desempenho”, diz Jaqueline.

Plástico Moderno, Sistemas de Refrigeração - Refrisat - Smart Chiller se adapta à demanda térmica
Smart Chiller se adapta à demanda térmica

Na Refriac a oferta inclui, além de dry coolers, chillers e unidades compactas de refrigeração de água, entre outros produtos.

E Leonardo Padeiro, diretor dessa empresa, observa que a conjugação de preocupações ambientais e econômicas associadas à água vem também substituindo o emprego desse insumo na refrigeração dos chillers.

Sempre se usou mais chillers refrigerados a água, mas a tecnologia de refrigeração a ar, com ventiladores, hoje ganha espaço”, relata.

Segundo Padeiro, é possível notar nas plantas mais modernas a preferência por projetos e instalações personalizadas, nas quais pode haver, por exemplo, equipamentos com bombas mais potentes, capazes de disponibilizar maior pressão ao sistema, por vezes superior a 10 bar, para garantir a homogeneização da refrigeração em moldes com múltiplas cavidades.

“Esses sistemas são utilizados, por exemplo, em moldes de preformas, ou na produção de peças grandes, como cadeiras, mesas ou paletes”, relata o diretor da Refriac.

Simultaneamente, também são hoje mais empregados secadores de ar para resfriar moldes que trabalham com matérias primas sensíveis a umidade, como as preformas de PET, como forma de eliminação dos anéis de umidade capazes de estourar as peças.

“Com a utilização do secador de ar pode-se trabalhar com a temperatura de água mais baixa, reduzindo o tempo do ciclo sem perda de peças”, diz Padeiro.

“Hoje se usa o secador de ar também para máquinas sopradoras para evitar o excesso de condensação no molde, ou em injetoras dedicadas a produzir peças que exigem acabamento muito fino e prezam pelo brilho, como autopeças, embalagens de cosméticos e televisores”, acrescenta.

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