Máquinas e Equipamentos

17 de Janeiro de 2018

Resfriamento: Mercado aponta recuperação

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    É ainda bem elevada a ociosidade vigente nas plantas industriais brasileiras: em média, em outubro último ela atingia 22,5%, informa a Confederação Nacional da Indústria. E essa é uma das razões pelas quais a retomada de negócios em alguns setores ainda não gera demandas significativas para os fabricantes de equipamentos para resfriamento de água na indústria. Que, conforme lembra Hugo Matos, da Apema, “trabalham na produção de bens de capital, sempre o primeiro setor a ser afetado por uma crise, e o último a sair dela”.

    São, certamente, mais favoráveis as expectativas de negócios dessas empresas, e a própria Apema, projeta Matos, deverá este ano registrar um faturamento entre 10% e 15% superior ao realizado em 2016. “Mas os negócios ainda são muito sazonais: de repente surge um muito bom, depois não aparece nada durante bom tempo. Então, por enquanto há mais esperanças que exatamente perspectivas”, avalia.

    E, assim como acontece em boa parte de seus clientes, na indústria automobilística, por exemplo, as exportações contribuem de forma expressiva com o desempenho dos fabricantes de soluções de resfriamento de água. Na Apema, elas responderão este ano pela significativa fatia de 30% do faturamento. “Mas o aumento de nossas exportações está atualmente mais vinculado ao setor sucroalcooleiro, para o qual fornecemos trocadores de calor e colunas para destilarias”, ressalta Matos.

    Na Mecalor, destaca Szegö, as vendas para o exterior geram cerca de 15% do faturamento, embora ainda mais concentradas na América Latina, já se expandem para mercados maiores e mais sofisticados. “Estou realizando uma grande exportação para os Estados Unidos”, revela o diretor da empresa.

    A Mecalor atua em um leque diversificado de mercados, atendendo clientes em áreas como hospitais, geração de energia e câmaras para ensaios climáticos, entre outras. Com share de 30% no total de negócios, a indústria de transformação de plástico ainda constitui seu maior mercado, mas nem assim Szegö se arrisca a garantir que esse setor esteja elevando sua demanda por equipamentos para resfriamento de água: “Posso apenas dizer que a participação da Mecalor na indústria do plástico está crescendo”, afirma.

    Bassani, da Körper, também fala em aumento de participação de sua empresa no mercado da transformação de plástico. “Mas me parece que esse mercado não está tão aquecido quanto outros nos quais atuamos”, ressalta.

    A Refrisat, prevê Jaqueline, deve este ano elevar sua receita em quase 10% (relativamente a 2016). “O ano de 2017 trouxe mais otimismo para o mercado e a expectativa para 2018 é também positiva, mesmo sabendo que, com as eleições, todos teremos no próximo ano o desafio de superar possíveis incertezas de cunho econômico e político”, destaca.

    Os principais mercados da Refrisat são o setor médico-hospitalar, a indústria alimentícia e a transformação de plástico, os três com participação similar em seus negócios. A empresa, conta Jaqueline, já exportou para Equador, Peru, México, Argentina, entre outros países. “O câmbio e um mercado algo mais aquecido na América Latina estão favorecendo um pouco nossas exportações”, finaliza.



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