Máquinas e Equipamentos

Resfriamento: Equipamentos mais eficientes aliviam a conta de água e de energia, com baixo investimento

Antonio Carlos Santomauro
30 de dezembro de 2017
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    O mercado ainda pouco aquecido resulta em uma realidade algo diferente: “São pouquíssimas as vendas de dry coolers, quase nem consultas temos sobre eles”, relata Hugo Matos, gerente comercial da Apema. “Pensa-se em dry coolers principalmente quando se vai construir, ampliar ou modernizar fábricas, coisas que não vêm sendo feitas no momento”, justifica.

    Plástico Moderno, Resfriador de sistemas de óleo hidráulico fabricado pela Apema

    Resfriador de sistemas de óleo hidráulico fabricado pela Apema

    Mas setores tecnológica e financeiramente mais desenvolvidos, e com indícios mais evidentes de recuperação – caso da indústria automobilística –, já demandam principalmente dry coolers quando buscam equipamentos de resfriamento de água, garante Szegö, da Mecalor. “Em regiões como São Bernardo do Campo-SP (onde é forte a presença da indústria automotiva), o investimento nesse tipo de equipamento se paga muito rapidamente”, enfatiza. “Quando a água é captada de poços, o retorno desse investimento demora um pouco mais, mas mesmo assim o dry cooler é uma opção vantajosa; torres dão muito trabalho, por exemplo, com o tratamento da água e com incrustação de produtos químicos nos trocadores de calor”, acrescenta Szegö.

    Plástico Moderno, Bassani: circuito fechado dá mais eficiência para as torres

    Bassani: circuito fechado dá mais eficiência para as torres

    E existem hoje soluções que, de certa forma, posicionam-se nos espaços intermediários entre os dry coolers e as torres abertas: caso das torres de circuito fechado, que de acordo com Renato Bassani, gerente de aplicações especiais da Körper, têm atualmente a primazia em demandas mais robustas de equipamentos para resfriamento de água industrial.

    Relativamente às abertas, compara Bassani, as torres de circuito fechado possibilitam economia de aproximadamente 20% de água. Já comparativamente aos dry coolers, requerem maiores volumes desse insumo, mas em contrapartida consomem bem menos energia elétrica, e são entre 20% e 40% mais baratas. “Torres fechadas têm ótima relação custo/benefício”, afirma Bassani.

    Mesmo tecnicamente, prossegue o gerente da Körper, uma torre de circuito fechado pode apresentar vantagens sobre um dry cooler, especialmente quando há necessidade de água em temperaturas mais baixas, inferiores a 35ºC, que exigiriam dry coolers enormes, inviáveis financeiramente. “Essas temperaturas mais baixas são importantes tanto para máquinas mais antigas quanto para outras que, embora modernas, não são adaptadas para as temperaturas tropicais”, ele diz. “No quesito quantidade, ainda vendemos mais as torres abertas, especialmente para transformadores menores, mas as torres abertas já têm maior representatividade em nosso faturamento”, acrescenta Bassani.

    Plástico Moderno, Unidade de água gelada com tecnologia inverter, da Körper

    Unidade de água gelada com tecnologia inverter, da Körper

    Segundo ele, também cresce a procura por chillers equipados com inversores de freqüência, embora seu custo seja cerca de 20% superior ao daqueles que utilizam conversores: “Eles reduzem significativamente o consumo de energia, além de conferir mais precisão ao processo e prolongar a vida útil do equipamento”, justifica Bassani. A Körper lançou oficialmente esses chillers com inversores no início deste ano, integrando-os a um portfólio bem vasto de soluções para água, no qual há também dry coolers, torres abertas e fechadas, unidades de água gelada, chillers, termorreguladores, entre outros itens.

    Outras evoluções – Na Apema, o portfólio de soluções para resfriamento de água inclui dry coolers e trocadores de calor para resfriamento das unidades hidráulicas das injetoras (além de condensadores e evaporadores vendidos para os fabricantes de chillers). Esses trocadores de calor podem ser refrigerados a água (casco e tubo) ou a ar.

    Mais baratos, os trocadores tipo casco e tubo têm utilização mais disseminada, diz Matos. Em algumas situações, pode ser mais conveniente o trocador refrigerado a ar. “Por exemplo, quando a máquina na qual ele é colocado será instalada longe da tubulação de água; ou, então, quando toda a capacidade de resfriamento do dry cooler já está ocupada, quando há pouca água disponível, ou quando se usa água muito dura”, detalha o profissional da Apema.



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    Um Comentário


    1. Daniel

      Gostaria de um orçamento
      Obrigado



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