Máquinas e Equipamentos

Resfriamento: Equipamentos mais eficientes aliviam a conta de água e de energia, com baixo investimento

Antonio Carlos Santomauro
30 de dezembro de 2017
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    Plástico Moderno, Dry cooler modular, da Mecalor

    Dry cooler modular, da Mecalor

    Plástico Moderno, Szegö: linha de produtos segue programa de melhoria contínua

    Szegö: linha de produtos segue programa de melhoria contínua

    Item extremamente relevante aos custos de alguns processos industriais, a água, além de cara, em várias regiões do país também tem seu abastecimento constantemente ameaçado, como já aconteceu no Estado de São Paulo há poucos anos (e ocorre, agora, em algumas áreas do Nordeste do país). Também é bastante elevado o custo da energia elétrica. Tais questões, por si só, justificariam a expansão do interesse em tecnologias cada dia mais eficazes para resfriamento da água industrial, utilizada na transformação de plástico em processos como o resfriamento dos moldes, entre outros.

    Há, porém, um fator que, circunstancialmente, pode refrear a demanda pelas soluções capazes de otimizar o uso de água e energia: a conjuntura econômica brasileira, embora já emita sinais de melhoria, por enquanto não estimula grandes investimentos nas plantas industriais, muitas delas ainda com capacidades ociosas. Cabe então, aos provedores de tecnologias para resfriamento da água, desenvolvê-las buscando os mínimos ganhos de eficiência, sem elevar custos e preços, para se manterem competitivos nesse momento de mercado pouco aquecido e preparados para dias melhores.

    Não é uma tarefa simples, mas os fabricantes dessas soluções vêm se dedicando a ela, como faz a Mecalor, onde atualmente é mantido um programa de contínua busca por melhorias nos produtos. Programa, aliás, muito abrangente: “Este ano, já revisamos toda a nossa linha de produtos, com foco em confiabilidade, engenharia de valor, redução de área ocupada na fábrica, eficiência energética e conectividade”, afirma János Szegö, diretor-presidente dessa empresa, cujo portfólio inclui chillers, termorreguladores, estabilizadores de temperatura de água, dry coolers modulares, unidades de ar seco, unidades de ar frio e trocadores de calor ar-água para extrusão de balão, entre outros itens.

    Plástico Moderno, Jaqueline: condições econômicas ajudam a ampliar exportações

    Jaqueline: condições econômicas ajudam a ampliar exportações

    Entre os resultados mais recentes desse trabalho, Szegö destaca alterações em três modelos de sua linha de chillers MS, que passaram a ocupar área 30% menor, e tiveram custo reduzido em 40%. Mas houve também mudanças mais simples. “Trocamos as válvulas de toda a nossa linha chillers, essas válvulas agora vêm de um fornecedor cujos produtos têm muito mais qualidade”, ressalta o diretor da Mecalor.

    Por sua vez, a Refrisat lançou, no início deste ano, o Data Log, sistema que disponibiliza em monitores, em tempo real, mais de quinze informações sobre a operação dos equipamentos, entre elas, pressão do ar e vazão da água. “Esse recurso possibilita a compreensão, controle e monitoramento de diversos dados de uma só vez”, enfatiza Jaqueline Pivato, diretora de marketing e internacional da Refrisat, empresa que ao mercado de resfriamento oferece unidade de água gelada, dry cooler, chiller, termorregulador, torres de resfriamento, trocadores de calor, entre outras soluções.

    A Refrisat, prossegue Jaqueline, também renovou suas unidades de ar seco, cuja função é evitar a condensação de água em moldes de injeção e sopro de plástico. “Essa renovação melhorou vida útil e desempenho. Também tornou os equipamentos mais inteligentes: agora conseguimos programar seus sistemas de acordo com o processo de cada cliente”, afirma.

    Duelo de soluções – Estivesse a conjuntura nacional propícia a investimentos mais intensos e mais constantes, a demanda por equipamentos de resfriamento de água otimizadores do uso de insumos provavelmente ampliaria de maneira significativa as vendas de dry coolers: afinal, teoricamente esse gênero de equipamento sequer consome água, nela circulando em circuito totalmente fechado, que também evita o recebimento de impurezas que posteriormente exigirão tratamento (como acontece quando o resfriamento é feito por torres).


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