Máquinas e Equipamentos

Resfriadores – Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

Simone Ferro
31 de julho de 2007
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    Segundo Dutra, nos últimos dois anos, a Metalplan investiu mais de R$ 3 milhões na reformulação da linha de produtos, nas equipes de vendas e engenharia e na reestruturação do parque fabril, incluindo a aquisição de novas máquinas e ferramentas. “Estimamos um crescimento de 20% em relação a 2006”, afirma Dutra.

    Já a Tecnos alimenta expectativas de crescimento da ordem de 40% em relação ao período anterior. Segundo o diretor da empresa, Daniel Izu, o mercado nacional está bastante aquecido. De fabricação nacional, a linha de unidades de água gelada vai desde 3.000 kcal/h até 120.000 kcal/h. Os chillers acima de 120.000 kcal/h são importados da Frigel Firenze, da Itália.

    Plástico Moderno, Ricardo Prado, vice-presidente para a América Latina da Piovan do Brasil, Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

    Para Prado, as unidades individuais reduzem as perdas

    São fabricados modelos com condensação a ar ou a água, com dois circuitos independentes de refrigeração e reservatório em aço inoxidável, entre outras características. “São sistemas compactos e montados sob rodízio.” De acordo com Izu, a empresa conseguiu reduzir em aproximadamente 30% os custos dos equipamentos com o processo de nacionalização, iniciado há quatro anos.

    Os equipamentos de água gelada mais vendidos são os de 60.000 kcal/h ou seja, os de menor capacidade. “O transformador tem feito esta opção por causa da flexibilidade dos equipamentos individuais, como temperatura, vazão e pressão, pois no equipamento central esses parâmetros são divididos entre todas as máquinas.”

    Entre as novidades, cita o sistema Tecnodry de resfriamento de água industrial em circuito fechado. Segundo o fabricante, a nacionalização reduziu os custos em 30% em relação ao importado. “Gasta 40% menos energia em relação à versão anterior e praticamente não consome água”, garante.
    De acordo com Izu, os aparelhos da série eliminam o calor gerado em diversos processos industriais, sem consumo de água e com reduzido consumo de energia elétrica. “São capazes de resfriar mediante um simples sistema de troca térmica com o ar, aproveitando a enorme capacidade de absorver o calor para o ambiente.”

    O painel de controle se caracteriza pela simplicidade de operação e pode ser instalado a qualquer distância do Tecnodry. A Tecnos possui praticamente toda a linha de periféricos para a indústria plástica e exporta para alguns países da América do Sul.

    Central ou individual – O uso de central de água gelada, ou unidade para cada ponto de resfriamento, é outra questão importante. “

    Plástico Moderno, Daniel Izu, diretor da Tecnos, Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

    De acordo com Izu, o mercado nacional está aquecido

    O uso de unidades dedicadas aumenta o custo de aquisição, mas já foi comprovado que tem o melhor custo/benefício em várias empresas”, afirma Izu.

    O vice-presidente para a América Latina da Piovan do Brasil, Ricardo Prado, observa uma tendência para as unidades individuais ou que atendam a um grupo de máquinas: “

    As unidades individuais extraem o máximo de cada processo, aumentando produtividade e reduzindo perdas.”

    De acordo com Prado, o importante é que o projeto garanta a flexibilidade do processo e o aumento da produtividade, por meio de temperaturas ideais para cada caso, além da otimização do consumo energético.

    A linha Piovan de unidades de água gelada de fabricação nacional vai desde 5.000 kcal/h até 90.000 kcal/h, incluindo modelos com condensação a ar ou água. Da matriz, na Itália, importa os chillers até 400.000 kcal/h. “Todos os equipamentos acima de 90.000 kcal/h são fabricados na Itália”, explica o vice-presidente para a América Latina, Ricardo Prado.

    Desde que a empresa iniciou a produção local de resfriadores, em 2000, já foram instaladas algumas centenas de equipamentos na América Latina. A linha nacional possui, no entanto, alguns componentes importados, como os compressores.

    Na Brasilplast 2007, a Piovan apresentou a nova linha de unidades de água gelada com dois compressores. De acordo com Prado, os novos modelos CH, de 70.000 e 90.000 kcal/h, agregam diversas melhorias em relação à série anterior, permitindo maior rendimento e menor manutenção.

    Outra preocupação da empresa se refere ao consumo energético. “Nossas máquinas contam com diversos itens especiais, com o objetivo de aumentar o rendimento e reduzir o consumo energético”, diz. Entre esses recursos, destaca os evaporadores de placas em aço inoxidável que, segundo Prado, garantem longa vida útil e altíssimo rendimento. “As novas máquinas conseguem gerar muito mais frio com menos kW de potência em relação à grande maioria do mercado”, afirma.

    De acordo com Prado, a Piovan adota política regular de investimentos. “Para o lançamento dos novos modelos, expandimos as linhas de montagem e contratamos pessoal especializado. Além disso, investimos constantemente em treinamento dos colaboradores, tendo em vista o aumento de suas habilidades e um melhor atendimento das necessidades dos clientes.”

    Ressalta ainda a evolução constante no desenvolvimento dos projetos das máquinas, com o objetivo de oferecer um melhor atendimento aos diversos tipos de necessidades técnicas, além da redução de custos.

    Na avaliação de Prado, existem boas perspectivas de crescimento para o mercado nacional, em virtude da necessidade de investimentos, aumento de capacidade e otimização de processos. “Do ponto de vista da Piovan, o panorama está excelente, pois, além do momento positivo da economia, estamos colhendo os frutos do grande investimento no desenvolvimento dos equipamentos, que contam com excelente confiabilidade, consumo reduzido de energia e uma ótima aceitação na praça.”

    A América Latina é o principal foco das exportações da planta brasileira da Piovan. “Exportamos esporadicamente para os Estados Unidos, África e Canadá. Porém, esses mercados são considerados exceções, pois são países atendidos por outros braços do grupo.”

    Prado ressalta ainda a manutenção de vasta rede de assistência técnica, com profissionais treinados em diversas regiões do Brasil e também na Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México.  “Dispomos ainda de armazém de peças de reposição no Brasil, México e Canadá, o que garante um excelente suporte além dos estoques locais de peças em cada país.”

    Instalação de central ou sistema individual

    A decisão entre instalar uma central de água gelada ou sistema individual para cada ponto de resfriamento deve levar em conta diversos aspectos. Entre eles, o diretor da Mecalor, János Szegö, cita o espaço disponível na fábrica, manutenção, demanda, temperatura de trabalho e o capital disponível para investimento.

    Plástico Moderno, János Szegö, diretor da Mecalor, Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

    Szegö: espaço reduzido comporta a instalação de central

    De acordo com ele, a instalação de central é uma alternativa interessante quando há diversos pontos de utilização e pouco espaço na fábrica. “É o caso, por exemplo, de uma empresa que tem muitas injetoras, e a demanda de água gelada depende do mix dos moldes de injeção em operação a cada instante.”

    Para Szegö, outra questão importante se refere à manutenção: “Naturalmente, o volume de serviço de manutenção é maior quando há muitas unidades em operação. Entretanto, caso seja instalada uma central, deve se prever um nível de redundância que garanta o suprimento de água gelada mesmo quando um circuito de refrigeração apresentar falha. Por isso, é aconselhável instalar bombas de água de reserva.” O regime de trabalho também interfere na escolha.

    “Quando a demanda por água gelada é variável, ou seja, em períodos determinados, como os finais de semana, a operação de algumas máquinas é suspensa, o consumo de energia elétrica de uma central, com um ou dois circuitos de refrigeração, pode tornar a opção proibitiva”, explica Szegö. A central produz água gelada com temperatura pré-determinada. “Para manter temperaturas de trabalho diferentes para cada ponto de consumo é vantajoso usar unidades de água gelada independentes. Outra opção é usar um termorregulador em cada ponto de consumo”, diz.

    O investimento inicial com a aquisição de central é menor em relação à compra de diversas unidades independentes. “No entanto, o custo de instalação de longas linhas de água gelada isoladas pode reverter este quadro”, afirma o diretor da Mecalor.

    Na avaliação de Szegö, o empresário, muitas vezes por desconhecer as previsões de expansão, opta por comprar unidade nova à medida que a capacidade dos equipamentos instalados se torna insuficiente. “É difícil decidir o momento certo de investir em uma central e desativar unidades em operação.”



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