Resfriadores – Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

O uso de água a temperatura controlada cresceu entre as pequenas e médias uso de água a temperatura controlada cresceu entre as pequenas e médias indústrias transformadoras de plásticos. O avanço gradativo desse nicho de mercado, além da demanda consolidada dos grandes moldadores, motivou diversos desenvolvimentos no último ano e aqueceu as vendas de unidades de água gelada, entre outros equipamentos destinados à refrigeração.

Os fabricantes nacionais são unânimes ainda em registrar a elevação das vendas em 2007.

No caso da Piovan do Brasil, as unidades de água gelada representaram um dos maiores crescimentos percentuais no faturamento de 2006. As vendas desse setor aumentaram 50% no ano passado. Este ano, estima-se alta de 25%. A empresa fabrica vasta linha de equipamentos auxiliares de processo, desde dosadores a desumidificadores e moinhos.

Outro foco do mercado se refere à necessidade de reduzir o consumo energético e os custos dos equipamentos, sem prejudicar desempenho e qualidade. Também nesse quesito, os fabricantes nacionais alcançaram sucesso.
Para o diretor da Mecalor, János Szegö, o dimensionamento dos componentes e o uso de compressores de alta tecnologia garantem bons resultados nessas áreas. A Mecalor, especializada em sistemas de água gelada, promoveu grande reestruturação nos sistemas de refrigeração, o que incluiu o lançamento de modelos de maiores e menores capacidades. “A ampliação da linha de produtos nos permite atuar em nichos que antes não atendíamos”, afirma Szegö.

Plástico Moderno, Edgard Dutra Jr., Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor
Dutra estima crescimento de 20% nas vendas neste ano

O mercado de plásticos absorve em torno de 60% da produção da Mecalor.

Os 40% restantes são bem pulverizados entre diversos segmentos, desde farmacêutico, hospitalar, alimentício, gráfico e outros. Na Brasilplast 2007, de 7 a 11 de maio, no Anhembi, em São Paulo, foram apresentadas algumas novidades, a começar pela linha MCA, em duas versões com capacidades de 3.000 e 5.000 kcal/hora, condensação a ar, e destinadas para injetoras até 400 toneladas de força de fechamento, entre outros processos.

Conforme Szegö, os equipamentos têm construção simplificada e garantem facilidade de operação e manutenção. “Possuem todos os componentes para o fornecimento contínuo, em circuito fechado, de água gelada com controle preciso de temperatura.” Entre as novidades, cita a nova versão 2.0 do Controlador Lógico Programável (CLP) com entradas e saídas digitais ou analógicas e recursos de controle, proteção e sinalização.

Segundo o fabricante, uma das principais características, no entanto, refere-se à integração homem/máquina: “Tivemos a preocupação de tornar o display mais amigável, facilitando a operação e visualização das informações.”

A Mecalor possui outras três séries com condensação a ar. A única que ainda será reestruturada é a GSA, de 45.000 e 60.000 kcal/h. As linhas MSA e RLA já passaram por reestruturação, que inclui modernização na forma construtiva e ampliação de capacidades. Todos os modelos da GSA e RLA, além do MSA-30, têm dois circuitos independentes de refrigeração. A linha MSA vai desde 5.000 kcal/h até 30.000 kcal/h, e a RLA de 75.000 até 240.000 kcal/h.

De acordo com Szegö, foram mais de quinze meses de trabalho no projeto de modernização das linhas. Outra novidade apresentada na Brasilplast foi a Unidade de Ar Seco (UAS). Trata-se de um recurso capaz de evitar a condensação no molde.

O uso de água com temperatura abaixo de 5ºC, adicionando-se anticongelante, garante bons resultados na redução dos ciclos. Porém, a condensação do vapor d’água do ar ambiente sobre a superfície do molde pode ser um obstáculo. Para evitar que isso ocorra, a Mecalor aconselha o enclausuramento da porção superior da injetora ou sopradora para que seja direcionado ar seco sobre o molde. “A barreira de ar seco é suficiente para impedir a condensação.”

Modelo 2007 – A linha Polar da Metalplan também foi totalmente reestruturada, segundo informações do diretor-comercial Edgard Dutra Jr. Entre as inovações, Dutra cita o novo CLP. “Garante completo controle e diagnóstico da operação, manutenção e falhas, o que traz muita confiabilidade ao equipamento e tranqüilidade ao cliente.”
De fabricação 100% nacional, a linha 2007 de chillers tem capacidades desde 1.000 kcal/h a 120.000 kcal/h, nas opções com condensação a ar ou a água, com e sem reservatório interno e tensões 220/380/440V – 50/60Hz. “Apresenta novo design de gabinete com dimensões reduzidas e novo CLP.”

A linha utiliza compressores Scroll. “Proporcionam até 15% de redução no consumo de energia, em paralelo com todo o circuito frigorífico e hidráulico, também otimizados. Tais características tornam os nossos chillers os mais econômicos do mercado”, promete. Conta também com opcionais, tais como gás ecológico, circuito hidráulico de aço inoxidável, bombas centrífugas com vazão e pressão especiais e painel remoto.

De acordo com Dutra, a Metalplan tem mais de 30 mil unidades instaladas no Brasil, além de quatro mil no exterior, incluindo os Estados Unidos, entre chillers e outros equipamentos de refrigeração industrial. “A fabricação dos equipamentos é 100% nacional, sendo que alguns itens, como compressores frigoríficos, válvulas e pressostatos são adquiridos de empresas multinacionais já instaladas no Brasil há vários anos.”

Segundo Dutra, nos últimos dois anos, a Metalplan investiu mais de R$ 3 milhões na reformulação da linha de produtos, nas equipes de vendas e engenharia e na reestruturação do parque fabril, incluindo a aquisição de novas máquinas e ferramentas. “Estimamos um crescimento de 20% em relação a 2006”, afirma Dutra.

Já a Tecnos alimenta expectativas de crescimento da ordem de 40% em relação ao período anterior. Segundo o diretor da empresa, Daniel Izu, o mercado nacional está bastante aquecido. De fabricação nacional, a linha de unidades de água gelada vai desde 3.000 kcal/h até 120.000 kcal/h. Os chillers acima de 120.000 kcal/h são importados da Frigel Firenze, da Itália.

Plástico Moderno, Ricardo Prado, vice-presidente para a América Latina da Piovan do Brasil, Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor
Para Prado, as unidades individuais reduzem as perdas

São fabricados modelos com condensação a ar ou a água, com dois circuitos independentes de refrigeração e reservatório em aço inoxidável, entre outras características. “São sistemas compactos e montados sob rodízio.” De acordo com Izu, a empresa conseguiu reduzir em aproximadamente 30% os custos dos equipamentos com o processo de nacionalização, iniciado há quatro anos.

Os equipamentos de água gelada mais vendidos são os de 60.000 kcal/h ou seja, os de menor capacidade. “O transformador tem feito esta opção por causa da flexibilidade dos equipamentos individuais, como temperatura, vazão e pressão, pois no equipamento central esses parâmetros são divididos entre todas as máquinas.”

Entre as novidades, cita o sistema Tecnodry de resfriamento de água industrial em circuito fechado. Segundo o fabricante, a nacionalização reduziu os custos em 30% em relação ao importado. “Gasta 40% menos energia em relação à versão anterior e praticamente não consome água”, garante.
De acordo com Izu, os aparelhos da série eliminam o calor gerado em diversos processos industriais, sem consumo de água e com reduzido consumo de energia elétrica. “São capazes de resfriar mediante um simples sistema de troca térmica com o ar, aproveitando a enorme capacidade de absorver o calor para o ambiente.”

O painel de controle se caracteriza pela simplicidade de operação e pode ser instalado a qualquer distância do Tecnodry. A Tecnos possui praticamente toda a linha de periféricos para a indústria plástica e exporta para alguns países da América do Sul.

Central ou individual – O uso de central de água gelada, ou unidade para cada ponto de resfriamento, é outra questão importante. “

Plástico Moderno, Daniel Izu, diretor da Tecnos, Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor
De acordo com Izu, o mercado nacional está aquecido

O uso de unidades dedicadas aumenta o custo de aquisição, mas já foi comprovado que tem o melhor custo/benefício em várias empresas”, afirma Izu.

O vice-presidente para a América Latina da Piovan do Brasil, Ricardo Prado, observa uma tendência para as unidades individuais ou que atendam a um grupo de máquinas: “

As unidades individuais extraem o máximo de cada processo, aumentando produtividade e reduzindo perdas.”

De acordo com Prado, o importante é que o projeto garanta a flexibilidade do processo e o aumento da produtividade, por meio de temperaturas ideais para cada caso, além da otimização do consumo energético.

A linha Piovan de unidades de água gelada de fabricação nacional vai desde 5.000 kcal/h até 90.000 kcal/h, incluindo modelos com condensação a ar ou água. Da matriz, na Itália, importa os chillers até 400.000 kcal/h. “Todos os equipamentos acima de 90.000 kcal/h são fabricados na Itália”, explica o vice-presidente para a América Latina, Ricardo Prado.

Desde que a empresa iniciou a produção local de resfriadores, em 2000, já foram instaladas algumas centenas de equipamentos na América Latina. A linha nacional possui, no entanto, alguns componentes importados, como os compressores.

Na Brasilplast 2007, a Piovan apresentou a nova linha de unidades de água gelada com dois compressores. De acordo com Prado, os novos modelos CH, de 70.000 e 90.000 kcal/h, agregam diversas melhorias em relação à série anterior, permitindo maior rendimento e menor manutenção.

Outra preocupação da empresa se refere ao consumo energético. “Nossas máquinas contam com diversos itens especiais, com o objetivo de aumentar o rendimento e reduzir o consumo energético”, diz. Entre esses recursos, destaca os evaporadores de placas em aço inoxidável que, segundo Prado, garantem longa vida útil e altíssimo rendimento. “As novas máquinas conseguem gerar muito mais frio com menos kW de potência em relação à grande maioria do mercado”, afirma.

De acordo com Prado, a Piovan adota política regular de investimentos. “Para o lançamento dos novos modelos, expandimos as linhas de montagem e contratamos pessoal especializado. Além disso, investimos constantemente em treinamento dos colaboradores, tendo em vista o aumento de suas habilidades e um melhor atendimento das necessidades dos clientes.”

Ressalta ainda a evolução constante no desenvolvimento dos projetos das máquinas, com o objetivo de oferecer um melhor atendimento aos diversos tipos de necessidades técnicas, além da redução de custos.

Na avaliação de Prado, existem boas perspectivas de crescimento para o mercado nacional, em virtude da necessidade de investimentos, aumento de capacidade e otimização de processos. “Do ponto de vista da Piovan, o panorama está excelente, pois, além do momento positivo da economia, estamos colhendo os frutos do grande investimento no desenvolvimento dos equipamentos, que contam com excelente confiabilidade, consumo reduzido de energia e uma ótima aceitação na praça.”

A América Latina é o principal foco das exportações da planta brasileira da Piovan. “Exportamos esporadicamente para os Estados Unidos, África e Canadá. Porém, esses mercados são considerados exceções, pois são países atendidos por outros braços do grupo.”

Prado ressalta ainda a manutenção de vasta rede de assistência técnica, com profissionais treinados em diversas regiões do Brasil e também na Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Venezuela e México.  “Dispomos ainda de armazém de peças de reposição no Brasil, México e Canadá, o que garante um excelente suporte além dos estoques locais de peças em cada país.”

[toggle_simple title=”Instalação de central ou sistema individual” width=”Width of toggle box”]

A decisão entre instalar uma central de água gelada ou sistema individual para cada ponto de resfriamento deve levar em conta diversos aspectos. Entre eles, o diretor da Mecalor, János Szegö, cita o espaço disponível na fábrica, manutenção, demanda, temperatura de trabalho e o capital disponível para investimento.

Plástico Moderno, János Szegö, diretor da Mecalor, Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor
Szegö: espaço reduzido comporta a instalação de central

De acordo com ele, a instalação de central é uma alternativa interessante quando há diversos pontos de utilização e pouco espaço na fábrica. “É o caso, por exemplo, de uma empresa que tem muitas injetoras, e a demanda de água gelada depende do mix dos moldes de injeção em operação a cada instante.”

Para Szegö, outra questão importante se refere à manutenção: “Naturalmente, o volume de serviço de manutenção é maior quando há muitas unidades em operação. Entretanto, caso seja instalada uma central, deve se prever um nível de redundância que garanta o suprimento de água gelada mesmo quando um circuito de refrigeração apresentar falha. Por isso, é aconselhável instalar bombas de água de reserva.” O regime de trabalho também interfere na escolha.

“Quando a demanda por água gelada é variável, ou seja, em períodos determinados, como os finais de semana, a operação de algumas máquinas é suspensa, o consumo de energia elétrica de uma central, com um ou dois circuitos de refrigeração, pode tornar a opção proibitiva”, explica Szegö. A central produz água gelada com temperatura pré-determinada. “Para manter temperaturas de trabalho diferentes para cada ponto de consumo é vantajoso usar unidades de água gelada independentes. Outra opção é usar um termorregulador em cada ponto de consumo”, diz.

O investimento inicial com a aquisição de central é menor em relação à compra de diversas unidades independentes. “No entanto, o custo de instalação de longas linhas de água gelada isoladas pode reverter este quadro”, afirma o diretor da Mecalor.

Na avaliação de Szegö, o empresário, muitas vezes por desconhecer as previsões de expansão, opta por comprar unidade nova à medida que a capacidade dos equipamentos instalados se torna insuficiente. “É difícil decidir o momento certo de investir em uma central e desativar unidades em operação.”

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