Requisitos do projeto definem escolha do melhor processo

esforços. Em outros casos, processos em moldes abertos em spray-up estão sendo substituídos por infusão a vácuo, dando origem a pás eólicas e oferecendo grande evolução ao setor.

Na opinião dele, a possibilidade de fabricação de pás eólicas de menores dimensões pode considerar a fabricação por RTM, processo de maior produtividade. Em alguns casos, como de painéis em termofixos para a construção de casas, Lima acredita não ser possível unificar os projetos, que devem ter variações, a depender das condições climáticas de cada região onde serão instaladas as moradias. O presidente da Abmaco ressalta, ainda, a constante evolução do setor e a perspectiva de poder oferecer tecnologias de processo cada vez mais rápidas e produtivas à fabricação dos artefatos.

Desde novembro de 2008, sob o controle majoritário do grupo Artecola (54%), a MVC Plásticos terá em fevereiro de 2010 mais 6% das suas cotas adquiridas pelo grupo. Em fevereiro de 2011, e contando com uma nova fase de aquisição, de mais 10% das cotas, caberá ao grupo Artecola 70% do controle acionário da MVC, empresa que pretende ampliar cada vez mais sua presença em diferentes mercados, especialmente no setor automotivo, seguido dos setores industrial e da construção civil.

 

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Mesmo prejudicado pelos reflexos da crise financeira, o setor brasileiro de compósitos faturou 0,7% mais neste ano, em comparação ao ano passado, e atingiu R$ 2,24 bilhões. “A crise econômica, principalmente no primeiro semestre, prejudicou o desempenho dos nossos principais consumidores, caso da indústria de transportes. Mas a economia como um todo se recuperou nos últimos meses e puxou para cima as nossas vendas”, afirma Gilmar Lima, presidente da Associação Brasileira de Materiais Compósitos (Abmaco).

Segundo a entidade, a demanda por materiais compósitos aumentou 28% no segundo semestre em comparação ao primeiro, totalizando 102 mil toneladas. O volume total consumido no ano, de 182 mil toneladas, porém, revela um recuo de cerca de 1% em comparação ao resultado do ano passado. Mesmo assim, na opinião de Lima, o desempenho do setor foi positivo. “Crescer em receita com um consumo menor significa que estamos gerando produtos de valor agregado maior e com mais tecnologia. Vale lembrar também que viemos de uma taxa recorde de crescimento em 2008 de 13,3%. E, ao contrário de outros segmentos, não voltamos aos patamares de dois ou três anos atrás”, observa.

A busca por maior eficiência operacional e pela ascensão de processos mais automatizados provocou seus efeitos colaterais: o número de empregados encolheu 0,3%, para um total de 71.300 postos.

Entre os principais segmentos consumidores, a construção civil reassumiu a liderança perdida no ano passado para a indústria de transportes e respondeu por 46% do total transformado. O mercado de energia, cujo maior representante é a eólica, ficou em segundo lugar, com 31%. As montadoras, em particular as fabricantes de ônibus, caminhões e veículos agrícolas, caíram para a terceira posição do ranking, com participação de 12%.

Em termos de faturamento, contudo, o setor de transportes liderou com 33%, sucedido por energia (23%) e construção civil (18%). De acordo com a Abmaco, isso se deve ao maior valor agregado das autopeças (como para-choques e capôs), bem como das pás eólicas, em contraste às caixas-d’água, telhas e banheiras, três das principais representantes dos compósitos nas lojas de material de construção.

Quanto aos processos de transformação, as tecnologias manuais, representadas pelo hand lay-up e spray-up, ainda saem na frente como as mais utilizadas pelo setor, responsáveis por uma fatia de 52% da demanda de matérias-primas. Com participação bem inferior, seguem a infusão (27%) e o RTM (11%).

Para o próximo ano, a Abmaco estima que o setor de compósitos eleve em 3% o seu faturamento sobre 2009, totalizando R$ 2,3 bilhões. Também aposta na maior geração de empregos. A expectativa é de que esse número suba para 72.100.

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