Região Sul – Consumo de resina em SC pode crescer o dobro da média do mercado nacional

Plástico Moderno, Região Sul - Consumo de resina em SC pode crescer o dobro da média do mercado nacional
Jorge Cardoso, presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast) (Simpep)

RS quer exportar – Com R$ 200 milhões de investimentos em novas plantas, por conta da ampliação da fábrica de BOPP da Polifilms e de uma nova planta da Alçatec, empresa especializada em fios de alta resistência em polipropileno, a leitura do cenário no Rio Grande do Sul também é de otimismo, embora o estado ainda enfrente problemas. O poliestireno produzido em Triunfo é praticamente todo transformado em Santa Catarina, no chamado Vale do Descartável, em Criciúma, maior pólo produtor de copos, pratos e bandejas plásticas do país. O presidente do Sindicato das Indústrias de Material Plástico do Rio Grande do Sul (Sinplast), Jorge Cardoso, acredita em um crescimento de 2%, acima do PIB nacional em 2008, ou seja, em torno de 7%, embora alguns analistas menos otimistas apontem um aumento de 5% em relação a 2007. Cardoso prevê que, se a Argentina continuar a recuperar sua economia, por fatores geográficos, os transformadores gaúchos poderão ingressar com vigor naquele mercado. No seu entendimento, o parque de transformação do país vizinho está obsoleto e há espaço para a exportação de toda ordem de produtos como embalagens, utilidades domésticas e peças técnicas.

O presidente do Sinplast observa que a crise energética é outro aspecto a ser colocado na balança como favorável para o escoamento da produção gaúcha rumo à Argentina. “Somos um estado distante dos grandes centros brasileiros. Por outro lado, o país vizinho pode ser um mercado atraente para os transformadores gaúchos”, analisa Cardoso. Quanto ao fator matérias-primas ele prevê ainda uma oferta maior de polipropileno e polietileno por conta da partida da planta da Braskem em Paulínia-SP e do aumento de produção da Suzano, além da maximização produtiva na Rio Polímeros. De acordo com o presidente do Sinplast, o setor poderá ainda se beneficiar com a queda de 8% dos petroquímicos no último trimestre de 2007, tanto pela grande oferta de algumas resinas como pela queda do dólar. “A base ainda está alta, porém o comentário é de que há um estoque violento de gás no Oriente Médio, capaz de favorecer a concorrência e melhorar os preços dos produtos ao longo da cadeia”, revela Cardoso. O Rio Grande do Sul consumiu 480 mil toneladas de resinas em 2007, um crescimento nominal de 4,2% na comparação com 2006. Quanto às resinas específicas do Pólo Petroquímico de Triunfo, foram consumidas 199 mil toneladas no ano, volume levemente inferior a 2006, quando esse consumo totalizou 204,8 mil toneladas. Além disso, em 2007, o RS representou 7,8% do que o Brasil consumiu em termos de resinas, um pouco abaixo dos 8,1% do ano anterior. Estes dois últimos dados, embora ainda não definitivos, motivam a diretoria do Sinplast a insistir na parceria com o governo do estado, para a instituição do Programa Geraplast, que tem como propósito o aumento da participação dos transformadores gaúchos no consumo nominal de resinas do pólo petroquímico local. Atualmente, os transformadores gaúchos compram 10% das resinas ofertadas em Triunfo/RS. Querem chegar a 25% nos próximos anos.

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