Máquinas e Equipamentos

Refrigeração – Tecnologias privilegiam o corte no consumo de energia elétrica

Plastico Moderno
22 de outubro de 2009
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    CFCs e HCFCs – Substitutos dos clorofluorocarbonos (CFCs), os HCFCs (hidroclorofluorocarbonos) também estão com seus dias contados. Menos agressivos, os HCFCs surgiram como uma opção ao CFC, cujo uso foi proibido por causa do alto potencial de destruição da camada de ozônio. Os países signatários do Protocolo de Montreal, assinado em 1987, entre eles o Brasil, decidiram antecipar os prazos de eliminação dessas substâncias, a partir de 2013. Esse acordo foi firmado em 2007.

    Desde então, o Brasil adotou um programa de eliminação em respeito aos novos prazos que determinam o congelamento do consumo e produção dos HCFCs em 2013, com base no consumo médio de 2009-2010; redução de 10% do consumo em 2015; 35% em 2020; 67,5% em 2025; 97,5% em 2030 e eliminação do consumo em 2040.

    Para auxiliar as indústrias usuárias de fluidos refrigerantes e ampliar a discussão sobre o tema, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) está promovendo uma série de seminários em todas as regiões do país. De acordo com dados divulgados pelo MMA, a redução do consumo de HCFCs afetará diversos setores industriais, entre eles os de refrigeração e ar condicionado, espumas, solventes e extinção de incêndio. No ano de 2007, o consumo de HCFCs no país foi de 1.545,2 tonelada. Deste total, 53,8% corresponde ao consumo de HCFC-22 e 45,1% ao consumo de HCFC-141b.

    Diversos refrigerantes clorados, tais como o R-11, R-12, R-22 e R-502, foram produzidos sem restrições até o início da década de 80. Após a assinatura do protocolo, começaram a surgir os substitutos ecológicos chamados hidrofluorocarbonos (HFC’s), como o R-134a, que substitui o R-12 em geladeiras, e o R-404a, alternativa para o R-502, muito utilizado em freezers. “O refrigerante por excelência para chillers era, e continua sendo, o R-22. Trata-se de um CFC com índice de degradação da camada de ozônio vinte vezes menor que o do R-12”, defende o diretor-geral da Mecalor, János Szegö. Assim como os demais usuários de fluidos refrigerantes, os fabricantes de unidades de água gelada terão de se adaptar à nova realidade do mercado mundial, e já começaram a fazer a lição de casa. Muitas empresas adotam fluidos refrigerantes ecológicos em suas linhas de equipamentos.

    Os mais usados são o R407c e o R134a. “Nos equipamentos produzidos no Brasil, oferecemos os fluidos R407c e R22. Nos itens importados, o R407c, R134a e R410”, diz o vice-presidente para a América Latina da Piovan, Ricardo Prado. As opções também fazem parte da linha dos demais fabricantes nacionais. “Atuamos com os gases convencionais de mercado e toda a linha de gás ecológico, seguindo uma tendência mundial”, afirma a diretora-financeira da Megacal, Priscila Perri.



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