Máquinas e Equipamentos

Refrigeração – Tecnologias privilegiam o corte no consumo de energia elétrica

Plastico Moderno
22 de outubro de 2009
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    Para o supervisor de marketing da Refrisat, de Guarulhos-SP, Rafael Kenji Saito, o uso de unidades de refrigeraçãonão aumenta o custo para a empresa justamente porque tem a vantagem de individualizar os processos. “Assegura mais versatilidade ao layout de produção, e, se aliado à estratégia de automação, pode diminuir custos nos períodos de inatividade de determinados setores da empresa”, justifica.

    Afirma ainda que as vendas de unidades individuais superam as de centrais de refrigeração, visto que a adequação ao processo do cliente é mais fácil, possibilitando novas compras conforme a necessidade atual e não seguindo um planejamento de expansão.

    Mais modernos– Além dos controladores microprocessados inteligentes e de simples interação homem/máquina, os fabricantes citam outros avanços tecnológicos relevantes adotados nos equipamentos da linha, tais como novos condensadores e evaporadores, menores e mais eficientes, que favorecem a redução do consumo energético.

    Plástico, Dutra, da Metalplan, Refrigeração - Tecnologias privilegiam o corte no consumo de energia elétrica

    Dutra assegura maior durabilidade e economia

    Segundo Dutra, da Metalplan, os compressores frigoríficos do tipo scroll, muito utilizados no  mercado nacional, são 20% mais econômicos em relação aos modelos tradicionais. “E muito mais duráveis.” A utilização de gases frigoríficos ecológicos é outro avanço tecnológico relevante (ver boxe nesta matéria).

    A Metalplan fabrica unidades de água gelada com capacidades de 1.000 a 120.000 kcal/h, entre outros equipamentos como o ultrarresfriador de ar comprimido (-35°C). “Fornece ar comprimido supergelado para o aumento da produtividade do processo de sopro de plásticos.” Segundo o fabricante, a temperatura do ar comprimido de -35°C (-30°F) resfria rapidamente a peça soprada e também permite uma melhor qualidade do produto acabado.

    O vice-presidente para a América Latina da Piovan, Ricardo Prado, destaca entre os maiores avanços o uso de compressores de velocidade variável, de motores de alto rendimento para bombas incluindo ou não variação da velocidade e, no caso mais brasileiro, a disseminação dos compressores scroll que, segundo ele, têm um bom rendimento em geral com um consumo energético apropriado.

    A Piovan fabrica sistemas de resfriamento, como unidades de água gelada e chillers desde 5.000 kcal/h a 406.000 kcal/h. No Brasil, a linha vai até 190.000 kcal/h. Modelos de maiores capacidades são importados. “As principais características destas máquinas, além da possibilidade de condensação por ar ou água, é o rendimento energético. Foram projetadas para o menor consumo elétrico possível, de modo que atinjam as necessidades do exigente mercado europeu”, afirma Prado.

    Todos os modelos estão disponíveis com compressores scroll. Em capacidades maiores também há versões com compressor a parafuso. “Dispomos também de linha especial para máquinas de pré-forma de PET, chamada PETChiller, que conta com compressores variáveis que se adaptam automaticamente à produtividade requerida pelo processo.”

    Fazem parte da linha ainda os sistemas de resfriamento de água industrial em circuito fechado, os Dry Coolers e trocadores de calor para extrusão de filme tubular. “A Piovan trabalha para garantir o menor consumo energético possível, com máquinas de altíssimo rendimento.”

    Na avaliação de Prado, o mercado de refrigeração industrial conta com boa demanda. A empresa estima aumentar o faturamento em relação a 2008, principalmente por causa da ampliação da participação no mercado local. A Piovan do Brasil exporta para o México, Chile, Venezuela, Costa Rica, Argentina, Peru, Colômbia e demais países da região.

    Mercado – Os reflexos da crise econômica, desencadeada há um ano, ainda interferem nas vendas de 2009. “O mercado está se recuperando de um primeiro semestre muito difícil e de baixos investimentos”, diz Dutra, da Metalplan. Mas as previsões são otimistas. “O segundo semestre aponta uma recuperação e o ano pode encerrar com o mesmo nível de vendas do período anterior. Porém, há boas perspectivas de crescimento para 2010.” A empresa exporta desde 1995, e atualmente seus equipamentos chegam a todos os países da América Latina e Estados Unidos.

    Segundo Dutra, a concorrência com os importados não é significativa. “Entretanto, os equipamentos italianos possuem alguma tradição no mercado brasileiro e os chineses sempre acabam chegando, de uma forma ou de outra.”

    Dessa opinião compartilha Prado, da Piovan. “Sinceramente, na área de refrigeração não creio que exista alguma perda de mercado para importados, exceto no caso de grandes sistemas altamente especializados, nos quais os players mundiais também contam com boa estrutura no Brasil”, diz.



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