Máquinas e Equipamentos

Refrigeração – Tecnologias privilegiam o corte no consumo de energia elétrica

Plastico Moderno
22 de outubro de 2009
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    Plástico,  diretor-geral da Mecalor, de São Paulo, János Szegö, Refrigeração - Tecnologias previlegiam o corte no consumo de energia elétrica

    Szegö: unidade de ar frio substitui a dupla chiller/trocador de calor

    A UAF da Mecalor foi concebida para atender extrusoras ou coextrusoras (tipo balão) com produções de 50 a 700 kg/h, com ou sem IBC (Internal Bubble Cooling), para o processamento de PEBD, PEAD, PEBDL, PVC, PP e PA. “No caso de extrusoras com IBC, a UAF possui duas saídas com controle independente de temperatura do ar.” A vazão de ar varia de 1.500 a 6.000 m³/h, com temperatura ajustável entre 5ºC e 25ºC, com condensação a água ou a ar.

    Dentre as vantagens, Szegö cita a eliminação da etapa intermediária do resfriamento em cascata, na qual o refrigerante frigorífico resfria a água, que por sua vez resfria o ar. “A temperatura do ar que vai ao anel ou ao IBC é controlada com a altíssima precisão de ±0,5ºC, independentemente das grandes variações da temperatura ambiente, da umidade relativa do ar e da vazão do soprador controlado pela extrusora.”

    Mais difundido na extrusão de filme (balão), o uso de resfriadores na extrusão de chapas e perfis também exerce grande influência no resultado final, e tem vasto campo para crescer. “O objetivo mais uma vez é o ganho de produtividade. O resfriamento rápido do perfil permite à extrusora trabalhar com sua capacidade máxima, garantindo que o material chegue frio no final da calha/banheira”, explica o gerente de aplicações especiais da Körper, de Jundiaí-SP, Roger

    Plástico, Refrigeração - Tecnologias previlegiam o corte no consumo de energia elétrica

    Para Camargo, a transformação incorporou o uso do refrigerador

    Camargo.

    Na avaliação de Camargo, o uso de resfriadores está difundido em todo o mercado de transformação de termoplásticos. “Os fabricantes têm melhorado e aperfeiçoado cada vez mais os equipamentos, adequando ainda os projetos de gabinetes, cada vez mais compactos.”

    Empregados em maior escala na extrusão de filme, injeção e sopro, a tecnologia tem grande potencial de crescimento nos segmentos de termoformagem e rotomoldagem e extrusão de chapas e perfis. Na extrusão de chapas, as unidades de água gelada são usadas para resfriamento de calandras e cilindros. “As vantagens são a estabilidade dimensional e o processamento contínuo”, afirma o diretor-executivo da Tecnos, de Limeira-SP, Mauricio Beduschi.

    Injeção e sopro – As aplicações e benefícios que as unidades de água gelada agregam aos processos de injeção e sopro de termoplásticos estão entre os mais difundidos e empregados. Ao acelerar o resfriamento da peça dentro do molde, favorecem a redução do ciclo e melhoram aspectos dimensionais e de aparência do produto final, tais como cor, brilho e rugosidade. Segundo Camargo, os ganhos relativos ao acabamento estão entre os principais benefícios do controle preciso da temperatura na injeção de plásticos de engenharia. “Além de garantir um padrão de processamento.”

    Tecnologias adicionais ampliam ainda mais esses benefícios. “Utilizar água supergelada, na forma de solução de anticongelante a -5ºC, combinada a uma unidade de ar seco, aumenta a produtividade”, afirma Szegö. Segundo ele, a busca por ciclos menores em injeção e sopro levou muitos transformadores de plásticos a usar água com anticongelante no molde. “Um dos problemas é que a condensação do vapor d’água do ar ambiente causa o aparecimento de gotículas de água na superfície do molde.”

    O problema foi solucionado com as unidades de ar seco (UAS). “Basta enclausurar a porção superior da injetora ou sopradora e interligar a UAS por meio de uma mangueira flexível. A barreira de ar seco criada é suficiente para impedir a condensação.” Entre os benefícios, cita 50% de economia de energia em relação às tecnologias que usam dissecantes, alta eficiência energética por meio de recuperação de calor, grande estabilidade de umidade do ar seco e efeito de secagem por refrigeração, entre outros.

    Segundo Szegö, outra solução para ampliar ainda mais a produtividade e reduzir custos está na moldagem com temperaturas diferentes na placa móvel e fixa do molde, operação executada por um termochiller com dois fluxos independentes de água que permite aquecimento e refrigeração, na faixa entre -5°C e 90°C. “Em muitos processos de injeção plástica, usar temperaturas diferentes em cada uma das fases do molde pode representar ganhos significativos de produtividade”, diz.

    Szegö destaca ainda o uso de termochiller para garantir a qualidade de impressão em máquinas flexográficas de 4 a 12 cores, independentemente das condições climáticas. O equipamento controla a temperatura da água do tambor, entre 20°C e 60°C, com precisão de ±0,5°C, e dos cilindros, entre 5°C e 20°C, com precisão de ±1,0°C, com reposição automática de água. “A vazão e a pressão da água em cada circuito são melhoradas em flexográficas.” A linha de equipamentos da Mecalor compreende ainda modelos de chillers desde 3.000 até 5.000 kcal/h e unidades móveis de água gelada (UMAG) de 5.000 até 60.000 kcal/h, entre outros.



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