Plástico

Reciclagem – Velhos problemas atormentam o setor, que luta para sobreviver

Maria Aparecida de Sino Reto
21 de dezembro de 2011
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    A garantia de oferecer resina reciclada de qualidade, sem perda de propriedades, é atributo também da Fortymil. Mason credita o feito aos recursos inclusos em seu processo, como melhor controle de temperatura e pressão do equipamento, sistema de moagem moderno, e perfis avançados de rosca, que atribuem ao processo melhor produtividade e ao reciclado melhor qualidade. A empresa ainda dispõe de um laboratório de ponta para assegurar aos clientes o atendimento às especificações solicitadas. Outro aspecto importante diz respeito à origem do plástico processado: 70% de resíduos industriais.

    A empresa também é reconhecida distribuidora oficial da Braskem para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No segmento industrial, além dos reciclados, atua na produção de compostos e micronizados, e presta também serviços a terceiros de micronização, tingimento e aditivação. Seu parque industrial, localizado em Itatiba-SP, abriga todas as atividades. Ainda conta com uma filial própria com Centro de Distribuição em Duque de Caxias-RJ, focada para atender em especial os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

    Para assegurar a qualidade de suas resinas, a Plásticos Vima testa toda a produção em sua divisão de embalagens. Além desse controle, Maciel confia no respeito que sua empresa conquistou no mercado ao longo de mais de vinte anos de atividade.

    No caso da Recyclean, mais voltada ao segmento de PET, as medidas adotadas por Santos para oferecer produto com perdas mínimas de propriedades envolvem o controle da umidade da resina e de contaminantes no processo.

    Sustentabilidade desde sempre – O envolvimento da Fortymil com a reciclagem data de mais de trinta anos, muito antes de o conceito de sustentabilidade surgir e se tornar um dos grandes negócios da atualidade. De qualquer modo, seu diretor comemora o crescimento desse mercado, com novas oportunidades. “Antes, as empresas escondiam o uso, hoje fazem questão de ressaltar para os consumidores a aplicação de material reciclado em seu produto. É um novo posicionamento desse consumo.”

    Na opinião do diretor da Neuplast, os vários investidores do mercado percebem na reciclagem um grande negócio. Mas Cardoso considera o desconhecimento quanto à classificação dos materiais um calcanhar de aquiles. Para contornar o problema, ele adotou como estratégia formar parceiros fornecedores nesse processo. “Consequentemente, temos maior oferta de materiais”, pondera.

    As soluções para outras dificuldades, no entanto, estão além do limite dos seus próprios esforços, como a reforma tributária do setor e sua regulamentação. “Esperamos há muito tempo que o governo revise nossa situação tributária”, pleiteia. A falta de regulamentação implicou a classificação do negócio por semelhança a outras atividades. “Ninguém legislou pelo lado ambiental e social”, critica, lembrando que o processo de reciclagem de plásticos é limpo e seguro e que as resinas revalorizadas têm preços inferiores aos do material virgem.

    O diretor da Plásticos Vima, Rodrigo Maciel, não se acha favorecido, pelo menos até agora, com a onda em alta do conceito de sustentabilidade e explica por quê. “As empresas ainda tratam seus resíduos como fonte de renda, pela venda como sucata; vendem a quem paga mais e não a quem realmente dá um destino correto a seus resíduos”, lamenta. Mas enxerga uma luz no fim do túnel com a política nacional de resíduos sólidos. Ele deposita sua esperança no momento em que as empresas começarem a ver como seus problemas os resíduos sólidos e buscarem outras para dar a eles um fim ecologicamente correto.

    O diretor da Recyclean compartilha a opinião de que o mercado ainda não incorporou o impacto e a responsabilidade de ser sustentável. “Economicamente falando, o conceito de sustentabilidade precisa amadurecer ainda.” Ele também espera que a política nacional de resíduos sólidos contribua para melhorar a captação de sua matéria-prima principal: as garrafas de PET. Por conta da falta de estrutura na coleta, as embalagens que poderiam ter uma destinação adequada seguem para aterros. “Acreditamos que as ações da PNRS devam reverter esse quadro e, teoricamente, esse material deva retornar para o mercado.”

     

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