Plástico

Reciclagem – Velhos problemas atormentam o setor, que luta para sobreviver

Maria Aparecida de Sino Reto
21 de dezembro de 2011
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    Plástico, Ricardo Mason, Diretor, Reciclagem - Velhos problemas atormentam o setor, que luta para sobreviver

    Projetos ambiciosos nortearam aportes feitos por Mason

    A Fortymil também revaloriza e comercializa polipropileno e polietileno, e ainda inclui no portfólio poliestireno e ABS. Mas o PP é o seu carro-chefe, seguido do PE. A empresa abastece com esses termoplásticos reaproveitados diversos mercados, entre os quais os segmentos automotivo, agrícola, de construção civil, brinquedos, higiene e limpeza e utilidades domésticas. “A qualidade de nossas resinas é reconhecida pelos clientes e um diferencial no mercado”, considera Mason.

    Ele possui em suas instalações, capacitadas para reciclar até 2 mil toneladas mensais de plástico, o processo completo da cadeia, desde a seleção do insumo até o seu processamento final. “Todos os equipamentos e maquinários são modernos”, assegura.

    As três extrusoras que equipam atualmente a fábrica são avaliadas pelo diretor como de alto desempenho. Outras duas, em atual processo de ajustes, elogiadas pelo diretor como ainda mais produtivas e econômicas, por conta do menor consumo energético, se juntarão à produção em 2012.

    As cerca de 300 toneladas mensais de resinas recicladas comercializadas pela Plásticos Vima equivalem à sua capacidade instalada. Após enfrentar dois meses de vendas fracas, Maciel comemora o reaquecimento dos negócios e a produção comprometida até o final do ano.

    Sinônimo de resíduo de melhor qualidade, igual a reciclado com melhores propriedades, o pós-industrial representa cerca de 70% da matéria-prima da empresa. Como também processa plástico pós-consumo, a recicladora efetua triagem e lavagem do material. “Possuímos duas linhas de lavagem com pré-lavagem, extrusoras com cascata e degasagem e corte direto.”

    Com o sistema de pré-lavagem, Maciel garante eliminar toda contaminação que interfira no processo. Os sistemas de degasagem, explica, diminuem os efeitos dos gases gerados pela queima da resina; enquanto, graças à cascata, o produto fica mais filtrado e tem melhor plastificação.

    O diretor da Plásticos Vima conta que dobrou recentemente a área de transformação. “Tínhamos uma produção pequena, em torno de 30 toneladas mensais, e ampliamos para cerca de 60 toneladas mensais.” Os planos de Maciel para o futuro incluem consumir toda a sua produção de grãos reciclados, transformando-a em bobinas e sacos de PEBD, além de tubos de PE para irrigação, produtos que estão entrando agora em seu portfólio, faltando apenas alguns ajustes no equipamento.

    Rainhas da sucata – Há mais de vinte anos no mercado (foi fundada em 1989, por uma família de sucateiros), a Plásticos Vima revaloriza polietileno e polipropileno. Esse reciclado supre os mercados de filmes, tubos e injeção de peças diversas. “Começamos com uma estrutura pequena e dois funcionários; e hoje contamos com mais de cem colaboradores. Possuímos uma infraestrutura completa, com balança rodoviária para a pesagem de todo o material que compramos/vendemos, um sistema de tratamento de efluentes no qual toda a água utilizada em nosso processo de produção é tratada e devolvida dentro das normas ambientais, maquinário moderno e com boa capacidade de produção”, depõe.

    A família de Cardoso, fundadora da empresa, começou igualmente como sucateira e depois introduziu a extrusão no negócio, revela o diretor. Ele conta que naquela época sua família, além de processar o material, também o carregava e saía para vendê-lo. “Hoje contamos com 140 colaboradores diretos e cerca de 400 indiretos”, compara.

    Do início na atividade de reciclagem, em 1991, como prestadora de serviços de moagem, lavagem e granulação de polietileno e polipropileno, a Recyclean apostou, oito anos depois, na revalorização de PET e transformou esse negócio no seu carro-chefe. Hoje, explica Santos, a empresa processa só PET e apenas beneficia PE e PP.

    A capacidade instalada da empresa soma cerca de 500 toneladas mensais, com 70% desse volume atribuído à atividade principal. Segundo o diretor, metade de sua matéria-prima provém de resíduos industriais e a outra parte de pós-consumo. Santos estuda ampliar entre 50 e 70 toneladas mensais a atual capacidade de beneficiamento. Mas ainda não definiu prazo.

    As instalações, separadas para PET e para PE/PP, incluem no caso do poliéster uma etapa de desumidificação, necessária pela característica higroscópica da resina. A empresa efetua moagem, lavagem, secagem e granulação dos polímeros, com garantia de qualidade para os segmentos que abastece, em especial os de embalagens de produtos de limpeza e de higiene pessoal.

    Resinas com laudo – A segurança de perdas mínimas nas características do material reciclado deriva, segundo o diretor da Neuplast, da disposição de laboratórios, onde se corrigem as propriedades e se ajustam os produtos às necessidades específicas de cada cliente. Cardoso  fornece laudos técnicos da composição do material e rastreia todos os lotes produzidos. “Nossa garantia principal é a nossa responsabilidade pelos trinta anos de atividade”, emenda.



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