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Reciclagem: Separação automática de lixo facilita e aumenta eficiência das operações

Jose Paulo Sant Anna
28 de outubro de 2015
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    Para essas operações, a Amut-Wortex oferece equipamentos voltados para separar de 100 a mil toneladas de lixo por dia. Entre as linhas disponíveis, as mais simples contam com sistema rasga-sacos e duas esteiras. Pelo sistema, a triagem de itens não aproveitáveis também é manual. Depois os sacos são rasgados pelo equipamento e, por meio de uma esteira, encaminhados para uma (ou duas, conforme o caso) peneira rotatória, onde ocorre uma pré-limpeza. “Essa etapa visa eliminar lixo orgânico, retirar pedras, terra, cacos de vidro e outros resíduos”. Em seguida, o material é encaminhado para outra esteira, onde os funcionários podem realizar a triagem manual de maneira mais eficaz.

    Existem dois outros sistemas com mais tecnologia agregada para realizar essa operação, o tronel e o balístico. “No Brasil, nós recomendamos usar o tronel, pois o lixo aqui é mais sujo. Na Europa, onde o lixo é mais limpo, o sistema balístico é o mais utilizado”. Vale lembrar que os resíduos urbanos no Brasil contém em torno de 50% a 55% de materiais orgânicos, número bastante elevado em relação ao dos países onde a coleta seletiva está mais avançada.

    Pelo sistema tronel, os resíduos são encaminhados pelo rasga-saco por uma esteira a uma peneira rotatória com funcionamento sofisticado. Ela consegue separar os resíduos de duas dimensões, como papéis, papelões e sacos de plástico, dos de três dimensões, caso das garrafas, latas e outros. Os de duas dimensões são encaminhados para uma esteira e prensados em fardos por um equipamento.

    Os de três dimensões passam por um removedor de materiais metálicos, que opera mediante atração magnética. Retirados, os itens metálicos são encaminhados para um equipamento no qual são enfardados. Sobram os plásticos, direcionados para outra esteira, ao fim da qual também são transformados em fardos. O sistema balístico é semelhante. As diferenças ficam por conta do sistema de filtragem adotado.

    Fora do âmbito dos serviços voltados para resíduos urbanos, nas empresas de reciclagem, o processo começa a partir da recepção dos fardos. “Nesses fardos, no caso dos plásticos, é comum matérias-primas virem misturadas, caso, por exemplo, do polietileno com polipropileno”. O sistema tronel também pode ser adotado nessa situação. A empresa fornece equipamentos similares, adaptados ao porte e tipo de serviço do cliente.

    Química e Derivados, Rompe-sacos auxilia etapas iniciais das linhas de reciclagem

    Rompe-sacos auxilia etapas iniciais das linhas de reciclagem

    A Amut-Wortex vendeu sua primeira linha de triagem de resíduos urbanos para a prefeitura de São José dos Campos-SP. O equipamento tinha data prevista de início de operação para o início de agosto. “A meta é aumentar de 70% a 100% a eficiência do serviço da cidade. O volume tratado deve crescer das de 60 a 80 toneladas por dia hoje para em torno de 120 toneladas”, estima De Filippis. Os negócios devem ser “vitaminados” em curto e médio prazo. “Temos recebido consultas de várias outras prefeituras”. Para os fabricantes de matéria-prima reciclada, foram vendidos em torno de dez linhas de máquinas. “A procura por parte dessas empresas também tem sido grande”.

    Conceitos quânticos – Os sensores ópticos fabricados pela Tomra funcionam a partir de conceitos quânticos. No caso da identificação dos diferentes tipos de plásticos, o equipamento possui sensor de espectrometria de infravermelho. A identificação e separação ocorrem em apenas um milionésimo de segundo. Para diferenciar os materiais, a máquina escaneia e lê os elétrons dos itens que passam pela esteira próxima onde ele está instalado. Os elétrons são, em uma definição bem simplista, as impressões digitais de cada tipo de material. “Para esse tipo de operação, nosso equipamento mais indicado é o Autosort 4”, revela Carina.

    Depois de identificar as diferentes resinas (polietileno, polipropileno, PET e outras), o equipamento “atira” as peças de cada material para diferentes recipientes. Conforme a necessidade, o usuário pode adquirir equipamento capaz de separar materiais transparentes dos coloridos. Em casos específicos, por determinadas cores. “Essa possibilidade é útil, por exemplo, para empresas especializadas na reciclagem de garrafas PET. As garrafas verdes e brancas podem ser separadas com facilidade”.

    “De acordo com a característica da empresa, os leitores ópticos devem ser instalados em diferentes momentos”, explica Carina. Para plantas de recuperação de resíduos urbanos que operam com equipamentos dos sistemas tronel ou balístico, os leitores ópticos devem ser instalados na fase final da operação. No caso da separação dos plásticos, por exemplo, depois da etapa de retirada dos elementos metálicos. Já nas empresas dos recicladores, que vão tratar os fardos recebidos de seus fornecedores, eles devem trabalhar no início da linha de produção.

    “Para nós, tanto o mercado de tratamento de resíduos sólidos quanto o de empresas de reciclagem são muito promissores. Acredito que nos próximos anos as vendas para os dois nichos serão divididas meio a meio”, explica Filgueiras. A principal diferença entre os diferentes tipos de plantas, na maioria dos casos, se encontra no volume a ser tratado.

    No caso dos resíduos sólidos, feito por prefeituras ou empresas licitadas pelo poder público, as quantidades de resíduos são muito maiores. “Vendemos várias unidades para cada planta, de acordo com a necessidade”. Como envolve verbas públicas, o processo das vendas é mais lento, está associado às leis que regem a operação.

    No caso das empresas recicladoras, o número de máquinas vendidas é menor. “Um ou dois por empresa”, calcula o diretor comercial. Em compensação, o negócio é fechado de maneira bem mais rápida. “O equipamento custa em torno de R$ 500 mil e se paga em dois anos”, garante o gerente comercial.



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    7 Comentários


    1. Nelton Ferreira da Silva

      qual o valor


    2. ronivam r alves

      tenho um centro de triage e presizo de um rasgador de saco


    3. evaldir lourenco

      iliphisparabens sr paolo de filiphisde seu ex funcionario


    4. Gil de Freitas

      Estamos a estudar a montagem de uma planta para reciclagem de lixo urbano em Moçambique.
      Falem-nos sobre a separaçao de plastic, ferro e vidro.
      Queremos ter uma ideia do custo do fornecimento da maquinaria assim como a montage.
      Achamos necessario um estudo do consume da electricidade para que tenhamos a alternative a gerador.


    5. anderson roberti

      olá . texto está ótimo . + faltou uns vídeo da maquina operando . preços tb é claro ..


    6. Alcir Sandri

      gostaria de saber o valor do equipamento, mais precisamente da parte em que reciclamos o plástico desconsiderando, vidro, papel, metal. somente o filme plástico garrafas, pp. etc.


    7. Alcir Sandri

      maquinaria necessária mas, a que preço.



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