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28 de outubro de 2015

Reciclagem: Separação automática de lixo facilita e aumenta eficiência das operações

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Química e Derivados, Reciclagem: Separação automática de lixo facilita e aumenta eficiência das operaçõesUm grande gargalo emperra o crescimento da indústria de reciclagem de plásticos pós-consumo no Brasil. Como a coleta seletiva ainda se encontra em fase incipiente na grande maioria dos municípios brasileiros, a triagem dos resíduos urbanos se torna de difícil realização. Para piorar, as empresas responsáveis pela separação dos materiais recicláveis dos orgânicos, por aqui, quase sempre realizam a tarefa com métodos bastante rudimentares. Muitas etapas são feitas com processos manuais, de baixa produtividade e que comprometem a qualidade final do material recuperado. Em paralelo, o processo manual, também muito adotado para a triagem dos fardos de materiais plásticos adquiridos de fornecedores pelas empresas que produzem a matéria-prima reciclada, também dificulta o desempenho do setor como um todo.

    Diante desse cenário, fornecedores de equipamentos voltados para facilitar a separação dos resíduos, tanto os urbanos quanto os pré-selecionados, apostam no grande potencial de mercado existente por aqui. Os argumentos de vendas dessas empresas se baseiam no rápido retorno proporcionado pelas suas máquinas. Os motivos para o otimismo dessas empresas são reforçados pelo grande aumento no número de consultas nos últimos meses. E a procura deve ganhar mais impulso. Com a promulgação da Lei Nacional de Resíduos Sólidos, a utilização desse tipo de equipamentos, hoje ainda muito pequena por aqui, deve crescer muito nos próximos anos.

    Uma das empresas de olho nesse mercado é a Amut-Wortex, fruto da parceria da brasileira Wortex, fabricante de equipamentos localizada em Campinas-SP, com a congênere italiana Amut. Para o filão de reciclagem, ela oferece sistemas completos voltados para operar desde a separação de materiais de coleta seletiva, filmes plásticos, perfis diversos, entre outros materiais que podem ser reciclados. Na área de separação de materiais, oferece das máquinas capazes de efetuar a operação desde a ruptura dos sacos de lixo até o enfardamento dos materiais separados. Todos os equipamentos são construídos no Brasil. “O potencial desse nicho de mercado é gigantesco”, atesta o diretor Paolo De Filippis.

    A norueguesa Tomra, com fábrica na Alemanha, está presente em oitenta países. Ela fabrica leitores ópticos, equipamentos complementares aos oferecidos pela Amut-Wortex.  Os leitores foram desenvolvidos para separar itens de tamanho grande, tais como potes, garrafas, entre outros. Eles selecionam desde as diferentes resinas até a cor dos resíduos.

    Química e Derivados, Separação dos plásticos é feita em milionésimos de segundo

    ESQUEMA RESUME TRIAGEM POR ESPECTROMETRIA

    A Tomra começou a prospectar o mercado brasileiro em 2009 e abriu escritório próprio de representação em 2011. “Acreditamos que em cinco anos o Brasil fique entre os cinco de nossos principais mercados”, avalia Henrique Augusto Filgueiras, diretor comercial. Hoje a empresa tem 16 equipamentos vendidos e mais de 150 prospecções por aqui. “Estimamos chegar aos 400 equipamentos vendidos em cinco anos”, diz Carina Arita, diretora geral.

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    Separação dos plásticos é feita em milionésimos de segundo

    Sistemas de triagem – Hoje, os sistemas de triagem no Brasil, tanto nas empresas que fazem operações com resíduos urbanos quanto nas que operam com materiais já pré-selecionados, têm funcionamento bastante primitivo na grande maioria das vezes. No caso dos resíduos urbanos, primeiro é feita uma pré-seleção na qual são retirados objetos grandes e irrecuperáveis – como sofás, eletrodomésticos e outros.

    O lixo, em seguida, é retirado dos sacos e encaminhado manualmente para esteiras. Outros colaboradores, postados ao lado das esteiras, ficam de olho no material que passa e “pescam” os itens reaproveitáveis. “Por maior que seja o número de pessoas trabalhando nas esteiras, é impossível recolher de forma produtiva o material que pode ser reciclado, há muito desperdício”, explica De Filippis. Além das perdas econômicas, esse material é destinado aos aterros sanitários ou lixões, causando problemas ambientais.


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      1. anderson roberti

        olá . texto está ótimo . + faltou uns vídeo da maquina operando . preços tb é claro ..


      2. Alcir Sandri

        gostaria de saber o valor do equipamento, mais precisamente da parte em que reciclamos o plástico desconsiderando, vidro, papel, metal. somente o filme plástico garrafas, pp. etc.


      3. Alcir Sandri

        maquinaria necessária mas, a que preço.



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