Reciclagem

Reciclagem química avança – Cobertura Feiplastic 2019

Antonio Carlos Santomauro
16 de junho de 2019
    -(reset)+

    Plástico Moderno, Reciclagem Química avança - Feiplastic 2019

    Diversas iniciativas materializaram, na Feiplastic, a atual ênfase do setor nos preceitos da economia circular. Uma delas, foi a divulgação de projetos de reciclagem química por parte de produtores de resinas, como a Eastman, que anunciou, para um prazo entre 24 e 36 meses, o início da operação de uma planta que, através de metanólise, quebrará as moléculas de poliésteres e copoliésteres, permitindo sua reintrodução na produção de resina virgem.

    Antes disso, a Eastman deve inaugurar nos Estados Unidos uma unidade fundamentada em uma tecnologia denominada ‘renovação do carbono’: “Essa tecnologia quebra qualquer tipo de plástico em componentes moleculares que podem ser utilizados como matérias-primas de alguns de nossos produtos, tanto copoliésteres como celulósicos”, destaca Rogério Dias.

    A Ineos Styrolution anunciou que testes em uma planta localizada na Bélgica permitiram a geração do monômero de estireno apto ao uso na produção de resina virgem 100% proveniente de PS reciclado, em um processo que até 2021 resultará em uma planta comercial. Três tecnologias (pirólise, micro-ondas, dissolução) foram empregadas nos testes, havendo agora a seleção da mais adequada para a nova planta. “Poderemos reciclar várias versões de poliestireno, como cristal, alto impacto e EPS”, adianta Ricardo Cuetos, diretor de marketing da empresa nas Américas.

    Plástico Moderno, Alexander Glück, presidente da Ineos Styrolution

    Alexander Glück, presidente da Ineos Styrolution

    Alexander Glück, presidente da Ineos Styrolution na mesma região, aproveitou o evento para contar que, no início de 2021, a empresa dedicará apenas ao ABS uma fábrica no México, onde atualmente produz também ASA. Simultaneamente, inaugurará no Texas (EUA) uma nova linha de produção de ASA, com capacidade para 100 mil t/ano dessa resina. “A demanda por ASA cresce cerca 3,5% ao ano nas Américas, impulsionada principalmente pela indústria automobilística”, justifica Glück.

    Texto: Antonio Carlos Santomauro e José Paulo Sant’Anna



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *