Reciclagem: PVC exige cuidados adicionais

A reciclagem não avança sem percalços, sabe bem Luiz Antonio Gonzaga Santos, cuja empresa, a Lumaplastic, precisou no ano passado deixar de comercializar como artigos para saneamento os tubos produzidos com PVC que ela própria recicla, como resultado de ação judicial movida pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Materiais para Saneamento (Asfamas). Tendo como associadas empresas como Tigre e Mexichem (dona da marca Amanco), entre outros fabricantes de tubos, a Asfamas alegou não estarem tais produtos conformes com normas estabelecidas para a condução de água ou esgoto.

Agora, a Lumaplastic segue direcionando os tubos fabricados com seu próprio PVC reciclado apenas para atividades como dutos de sistemas de ar condicionado de obras, equipamentos de publicidade exterior e de descarte de copos plásticos, entre outras.

Para ocupar a parte de sua capacidade de produção perdida com o abandono do mercado do saneamento, a Lumaplastic passou também a reciclar e nesse caso a vender para outras empresas outros plásticos, como PP, PE e ABS, entre outros. Segundo Santos, cerca de metade de sua capacidade de cem t/mês de reciclagem já é preenchida por esses outros plásticos.

O PVC é um plástico cuja reciclagem exige muito cuidado na seleção e separação de materiais: “Ele não se combina com nenhum outro plástico, qualquer mistura reduzirá a qualidade do produto final”, justifica Santos.

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