Reciclagem – Menor atividade econômica reduz oferta de resíduos

Impulso com a PNRS

Desenvolvimentos e projetos – Equipamentos de Reciclagem

A melhoria nas perspectivas de negócios com equipamentos de reciclagem a partir de meados deste ano é percebida também por Carina Arita, gerente de vendas da multinacional de origem espanhola Tomra.

“Estamos em algumas conversações com o poder público, mas nossos negócios no Brasil vêm sendo feitos basicamente com a iniciativa privada”, ressalta.

No Brasil a Tomra disponibiliza duas linhas de equipamentos para reciclagem: Autosort, para identificar e separar materiais – inclusive diferentes resinas e até cores distintas –, pela leitura dos respectivos espectros de reflexão de luz infravermelha; e o Autosort Flake, no qual o infravermelho é combinado com outras tecnologias de identificação, como câmeras.

Plástico Moderno, Carina: separação automática de resíduos cresce em sofisticação
Carina Arita – Tomra

Destinado à separação de flakes, esse último gênero de equipamento, diz Carina, no início deste ano evoluiu para uma nova geração, com capacidade duplicada, mais precisa e mais eficiente.

“Temos também outros tipos de equipamentos ainda não usados no Brasil: por exemplo, para separar plástico com ou sem o tratamento antichamas geralmente utilizado em eletroeletrônicos”, complementa.

Já a Wortex, destaca Filippis, desenvolveu uma linha de lavagem com inúmeras vantagens quando confrontada com os sistemas tradicionais:

  • “Geralmente a lavagem é feita em ambiente poluído, com água escorrendo pelo chão; nosso sistema é totalmente fechado, minimiza a exposição do operador à poluição, diminiu o consumo de água e reduz em quase três vezes o consumo de energia”, compara.
  • “Na área da extrusão, temos hoje uma linha para PS expandido, além de equipamentos para extrusão de restos de tecidos de poliamida que dispensam o uso de aglutinadores”, complementa.
    Plástico Moderno, Granulador com “corte na cabeça”, da By Engenharia
    Granulador com “corte na cabeça”, da By Engenharia

BY Engenharia

O carro-chefe da BY Engenharia no mercado da reciclagem é um equipamento de granulação imerso em água – também conhecido como ‘corte na cabeca’ –, fabricado sob licença da empresa norte-americana Gala.

“Pode-se fazer o corte da maneira tradicinal, mas esse equipamento é interessante para reduzir custos, pois exige menos tempo de operador, e possibilita um grão mais similar ao proveniente da petroquímica, portanto mais valorizado”, ressalta Alves.

Existem também empresas projetando o ingresso em novos segmentos do mercado de equipamentos para reciclagem.

IJ Plast

É o caso da IJ Plast, que se prepara para produzir seus primeiros trituradores para ráfia. “Esses trituradores hoje usam motores de 100 a 150 CV, geram muito barulho e poeira.

O modelo que estamos desenvolvendo usará motor de 60cv – para uma capacidade de mil a 1.500 kg/h –, será mais silencioso e emitirá menos poeira”, relata Michel Dias Molica, diretor da IJ Plast. “Já temos um protótipo, e brevemente iniciaremos a produção”, acrescenta.

Plástico Moderno, Aglutinador reduzido permite operar com cargas e pigmentos
Aglutinador reduzido permite operar com cargas e pigmentos

Atualmente a IJ Plast fabrica três gêneros de equipamentos para reciclagem de plásticos:

  • aglutinador reduzido,
  • secadora,
  • desrotuladora.

O primeiro deles, diz Molina, é bastante empregado na reciclagem de filmes, embora haja tecnologias, como a alimentação forçada, alternativas a seu uso.

“A alimentação forçada funciona bem somente com materiais uniformes e limpos, mas essa não é a realidade da grande maioria do plástico que será reciclado. Já o aglutinador mói, diminui o volume e homogeniza o material antes da reciclagem, permitindo ainda trabalhar com blendas e adicionar cargas e pigmento”, contrapõe.

Essa tecnologia da alimentação forçada é uma das soluções do atual portfolio da Multi-União.

“Ao dispensar o uso do aglutinador, a alimentação forçada elimina a necessidade de um motor, normalmente de 100 HP; isso economiza energia e mão de obra de operador”, rebate Feliputi.

No Brasil, ele reconhece, a reciclagem enfrenta alguns obstáculos, como a baixa dos preços das resinas virgens e a redução do nível da atividade industrial, que diminui também a quantidade de resíduos: “Mas, por razões de legislação, ambientais ou econômicas, ela sem dúvida seguirá se expandindo”, diz o diretor da Multi-União.

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