Máquinas e Equipamentos

Reciclagem: Demanda de pós-consumo avança e pede equipamentos automatizados

Antonio Carlos Santomauro
27 de outubro de 2014
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    Plástico Moderno, Granulador submerso da BY Engenharia, sob licença da Gala

    Granulador submerso da BY Engenharia, sob licença da Gala

    Resultados e perspectivas – Atentas ao potencial do setor, empresas fornecedoras de tecnologias para reciclagem de plástico – ou que nesse mercado realizam ao menos parte de seus negócios – projetam e realizam alguns investimentos. Caso da BY Engenharia, que está equipando seu laboratório com uma nova extrusora dupla rosca, cuja operação deve começar no início do próximo ano. “Já temos sistemas de extrusão para testes com PP e PE, e essa nova máquina será dedicada a plásticos de engenharia, como PA, PBT, PMMA, pois o mercado vem solicitando desenvolvimento de processos especiais de reciclagem em plásticos de engenharia com aditivações e cargas diferenciadas, e essa linha piloto poderá impulsionar novos negócios”, observa Alves.

    A Amut-Wortex, conta Milani, prepara o lançamento de uma linha de equipamentos para a produção de chapas próprias para produtos termoformados. “Apesar de sermos uma empresa recém-formada, temos já uma estrutura moderna e completa, e estamos planejando o aumento dos recursos com a contratação de pessoal e ampliação da área física”, relata. “Além da linha de rompe-sacos, apresentamos ao mercado de processamento de plásticos, em maio deste ano, a linha de produção de tubos de saída dupla”, lembra Milani. (vide PM-476, de junho)

    E a Gneuss trabalha na ampliação de sua planta localizada na cidade alemã de Bad Oeynhausen, onde produz os equipamentos que comercializa em todo o mundo. “Essa ampliação será inaugurada em outubro: com ela, a área de produção crescerá 30%, e a área administrativa em 50%”, detalha Grunewald. Segundo ele, na América do Sul operam atualmente cerca de duzentas plantas de reciclagem montadas com tecnologia da Gneuss: cerca de três quartos delas estão instaladas no Brasil. “E somos líderes em processos contínuos de filtragem, fornecendo sistemas capazes de remover qualquer tipo de contaminação, de quaisquer dimensões, de todos os tipos de polímeros”, complementa o diretor.

    A Tomra, ressalta Carina, lançou no ano passado a mais nova versão de seus separadores Autosort: pela redução da quantidade de lâmpadas e aumento da sua potência individual no processo de infravermelho, associadas a um sistema capaz de concentrar essa iluminação exclusivamente na área a ser analisada, nesses novos equipamentos o consumo de energia foi reduzido em aproximadamente 70%. “A empresa investe 8% de sua receita em pesquisa e desenvolvimento, atualmente concentrada na Alemanha”, ressalta Carina.

    Segundo ela, no Brasil já estão em operação cerca quinze equipamentos de reciclagem da Tomra (computando também os equipamentos fornecidos pela empresa para outros gêneros de separação, essa quantia sobe para 75). E, mesmo na atual conjuntura pouco favorável à indústria brasileira, ela projeta números grandiosos para a evolução dos negócios da Tomra: “Relativamente a 2013, este ano os negócios da empresa no mercado brasileiro de reciclagem devem crescer cerca de 40%”, calcula Carina.

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    Também Araújo, da Steinert, trabalha com números impactantes: “Cresceremos 15% este ano e, para 2015, esperamos um crescimento situado na faixa entre 20% e 30%”, revela. No Brasil, a Steinert já fabrica alguns equipamentos, como separadores magnéticos e separadores de metais não-ferrosos; mas os equipamentos dotados de sensores – caso dos separadores ópticos –, são importados da Alemanha. “Pretendemos começar a fabricá-los aqui em 2015 ou 2016”, adianta o gerente da empresa.

    Esses planos mais ousados para o mercado brasileiro parecem respaldados pela perspectiva de realização de negócios mais significativos, como aquele que a Steinert agora finaliza para o fornecimento de um conjunto de 36 equipamentos de separação óptica para três plantas de reciclagem. “Serão plantas para tratamento de resíduos sólidos urbanos com um conceito totalmente inovador, mesmo quando comparados aos padrões europeus”, garante Araújo.



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    2 Comentários


    1. theodoro martinelli

      boa tarde, gostaria de saber mais sobre fornos para queima de telas de extrusoras



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